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Frei, o Kerensky chileno

A personalidade e a vida de Kerensky poder-se-iam resumir assim: um sofisma a encobrir uma traição. O sofisma: o melhor meio de desarmar o adversário é destruir-lhe a agressividade; e o melhor meio para lhe destruir a agressividade consiste em lhe atender indefinidamente as exigências. Assim, chefe do governo russo após a queda do czarismo, Kerensky representou em face do comunismo uma política de sucessivas concessões.

Fortalecidos gradualmente por estas os bolchevistas, aconteceu o inevitável: eles acabaram por se tornar bastante fortes para derrubar Kerensky, e o derrubaram. Ingenuidade, imprevidência, cegueira? As circunstâncias concretas em que Kerensky atuou não permitem essa interpretação. Fingindo querer desarmar os comunistas com a política do "ceder para não perder", ele quis, na realidade, trair sua pátria.

Sua figura inspira, entretanto, simpatia, no mundo de hoje, a numerosas personalidades da chamada Terceira-Fôrça, das quais muitas parecem deixar-se embair pelo sofisma sem atinar com o que êste tem de traiçoeiro.

Essas personalidades expõem seus respectivos países ao risco de rolar pelo mesmo abismo no fundo do qual atirou a Rússia Alexandre Feodorovitch Kerensky. Entre elas a História colocará por certo o Presidente pedecista do Chile, Senhor EDUARDO FREI MONTALVA.

Que este parece destinado ao papel de Kerensky chileno; mostra-o, na reportagem que hoje publicamos, nosso colaborador Fábio Vidigal Xavier da Silveira (apontando, também, os aspectos positivos da situação no país irmão, representados pelo despertar de uma pujante reação anti-socialista).

Este trabalho não interessa apenas aos estudiosos dos problemas andinos. Em qualquer lugar do mundo onde haja PDC, o leitor notará, a cada passo, semelhanças com a atuação dos democratas-cristãos locais.


O dia 29 de junho deste ano assinala para o orbe católico o décimo nono centenário do martírio de São Pedro e São Paulo. Para celebrá-lo condignamente, o Papa Paulo VI proclamou para toda a Igreja o Ano da Fé, exprimindo seu desejo, "simples e grande", de que todos e cada um, Pastores e fiéis, ofereçam aos gloriosos Apóstolos, que "testemunharam pela palavra e pelo sangue a fé de Jesus Cristo", o “melhor tributo de recordação, de honra, de comunhão, que lhes podemos oferecer”: o da "autêntica e sincera profissão da mesma fé, qual a Igreja por eles fundada e ilustrada recolheu zelosamente e autorizadamente formulou" (Exortação ao Episcopado Católico, de 23 de fevereiro p.p.). — No clichê, imagem do Príncipe dos Apóstolos venerada na Concatedral de São Pedro dos Clérigos, em Recife. De autor desconhecido, foi trazida de Lisboa em 1746.



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