Catolicismo - Acervo
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Pormenor do primeiro clichê de Nossa Senhora publicado em "Catolicismo". Esta mesma imagem, vista de outro ângulo, ilustrou a 1a página de nosso número 100, no qual foi publicado o ensaio do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, "Revolução e Contra-Revolução".

Vem hoje a lume o ducentésimo número de nosso «Catolicismo».

Duzentos meses representam uma vida, e uma tradição.

Mensário de cultura, alheio a qualquer publicidade comercial, duzentos números dizem bem de sua vida, de seu florescimento. Vida que se vem desenvolvendo organicamente, sempre fiel à ideia que lhe deu origem. Duzentos números, portanto, constituem já uma tradição, tradição de fidelidade à Igreja de Cristo, de empenho no sentido de esclarecer as inteligências de Nossos caríssimos diocesanos, a fim de auxiliá-los a se formarem uma mentalidade católica, que lhes dê coerência no modo de pensar e agir.

Convenhamos que a trajetória de "Catolicismo" não tem sido fácil. Estamos numa época, como dizia Pio XII, em que se perde a noção do pecado. E onde não há noção do pecado, onde o homem não sabe distinguir entre o bem e o mal, domina o subjetivismo egoísta que dificulta qualquer trabalho de ordenação harmoniosa na obediência aos desígnios de Deus e à orientação de sua Igreja. Por isso nosso mensário tem tido que suportar incompreensões, e mesmo ódios, provindos, muitos, de onde não os poderia ele esperar.

Mas, graças a Deus, a proteção de Nossa Senhora acompanhou-o sempre.

Na sua apresentação gráfica é ele, sem favor, o melhor órgão católico do País. Conta com a alta competência e o zelo apostólico de uma equipe dos melhores peritos em jornalismo católico do continente.

Tem "Catolicismo" no seu ativo a publicação de um acervo de estudos teóricos e de a análises de fatos concretos à luz da doutrina da Igreja, que constituem um instrumento exímio para a formação do espírito católico. Entre seus artigos - em que aparecem com brilhos os nomes do Exmo. D. Geraldo de Proença Sigaud, dos Srs. Fernando Furquim de Almeida, J de Azeredo Santos (Cunha Alvarenga), G. Mario Vita, Paulo Corrêa de Brito Fo, L. Mendonça de Freitas, Plinio V. Xavier da Silveira, Alberto L. Du Plessis, Celso da Costa Carvalho Vidigal, A. A. Borelli Machado, Orlando Fedeli, Atanasio Aubertin, A. Rodrigues Ferreira, Homero Barradas, Carlos Alberto S. Corrêa, Aloizio A. B. Tôrres Pereira, para não mencionar senão os últimos cinco anos – entre seus artigos, dizíamos, seja-Nos lícito salientar o ensaio “Revolução e Contra-Revolução, hoje, não tememos dizer, indispensável a quem quiser ter uma idéia exata da filosofia da História. Ao lado desse estudo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, estão seus outros não menos importantes trabalhos de aplicação dos princípios ali expostos à situação em que se encontra a Cristandade na apostasia do mundo moderno: “A Liberdade da Igreja no Estado comunista” e “Baldeação ideológica inadvertida e diálogo”. Constituí igualmente uma aplicação do ensaio “Revolução e Contra-Revolução” a denúncia que, no ultimo número desta folha, faz o Sr. Fabio Vidigal Xavier da Silveira, das manobras esquerdistas do partido Democrata-Cristão chileno, tendo à testa o Presidente Eduardo Frei.

Vai; assim, “Catolicismo” seguindo gloriosamente sua trilha na realização de seu ideal: instaurar uma sociedade cristã nos dias que correm.

Não podíamos, portanto, no momento em que ele publica seu 200o número, deixar de convidar todos os artífices deste querido mensário a dar graças a Deus e à sua Mãe Santíssima pelos benefícios e assistência recebidos. Aproveitamos a oportunidade para louvar calorosamente a abnegação, o heroísmo e o grande espírito de fé com que aqui trabalham; e para enviar a todos os responsáveis pelo êxito do nosso jornal, Diretor, colaboradores, propagandistas, amigos, Nossa muito cordial bênção.

†Antonio, BISPO DE CAMPOS

Os cruzados diante de Jerusalém: reprodução do cliché da primeira página de nosso número 1.

... Como vemos, o próprio da Igreja é de produzir uma cultura e uma civilização cristã. É de produzir todos os seus frutos numa atmosfera social plenamente católica. O católico deve aspirar a uma civilização católica como o homem encarcerado num subterrâneo deseja o ar livre, e o pássaro aprisionado anseia por recuperar os espaços infinitos do céu.

E é esta a nossa finalidade, o nosso grande ideal. Caminhamos para a civilização católica que poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros do mundo romano nasceu a civilização medieval. Caminhamos para a conquista deste ideal, com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar e vencer todos os obstáculos, com a qual os cruzados marcharam para Jerusalém. Porque se nossos maiores souberam morrer para reconquistar o Sepulcro de Cristo, como não quereremos nós — filhos da Santa Igreja como eles — lutar e morrer para restaurar algo que vale infinitamente mais do que o preciosíssimo Sepulcro do Salvador, isto é, seu reinado sobre as almas e as nações, que Ele criou e remiu para O amarem eternamente?

Conclusão do artigo de apresentação do número 1:

"A cruzada do século XX", pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.



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