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A FUMAÇA DE SATANÁS NO TEMPLO DE DEUS

(Paulo VI — Sermão de 29 de junho de 1972)

O. F.

Templo ecumênico na Assis de São Francisco

Com a presença do Cardeal Johannes Willebrands, Presidente do Secretariado para a União dos Cristãos, foi inaugurado no dia 8 de novembro p.p., em Assis, o primeiro santuário ecumênico italiano. De agora em diante, a antiga capela católica de São Gregório Magno — situada a umas poucas centenas de metros da Basílica de São Francisco — estará franqueada a todas as seitas cristãs que fazem parte do Conselho Ecumênico das Igrejas.

("Informations Catholiques Internationales" - "ICI", n.° 421, p. 32).

O Pe. Roqueplo é católico?

Trechos de uma entrevista do Pe. Roqueplo, conhecido Dominicano francês:

- "Sou católico? Sim, porque estou persuadido de que a Igreja Católica veicula a autêntica fidelidade à Palavra primordial. Não, se por católico se entende a adesão incondicional a todas as asserções tradicionais da Igreja".

- "Proclamou-se que Deus está "no céu", que Cristo "desceu aos infernos", ou que a consagração da Missa muda "a substância" do pão e do vinho. Entendidas em nosso contexto atual, essas afirmações simplesmente não querem dizer mais nada; ou então elas afirmam erros".

- "A relação dos homens com Deus não se desenvolve no que designamos pelo termo explícito de fé em Jesus Cristo e de pertencença à Igreja Católica. Estas me parecem, diante de Deus, de uma importância afinal secundária. E eu digo isso em nome mesmo dessa fé que desejo a todos".

O Pc. Roqueplo ao comunista Roger Garaudy: "Tenho a audácia de dizer-vos: continuai a ser o que sois; eu não vos peço que tenhais fé".

("ICI", n.° 420, pp. 14-15).

Teólogos de espírito "pós-conciliar"...

A revista católica "Echanges" foi condenada pelos Bispos de Tulle e de Bayonne, França, por haver defendido o aborto e franqueado suas colunas a um professor marxista que nelas sustentou teses aberrantes sobre sexualidade. Imediatamente, 25 teólogos publicaram uma moção de apoio à diretora da revista, Irmã Françoise Vandermeersch, famosa por sua participação nas agitações revolucionárias de maio de 1968 em Paris.

Na Alemanha, o Pe. von Nell-Breuning, S. J., célebre sociólogo de Frankfurt, acusa o Episcopado de seu país de manifestar "um espírito de antes do Concílio" ao opor-se ao aborto.

("Bulletin du CICES", n.° 140, p. 5).

"Reinventar a Missa"... a partir do budismo zen e da yoga

De um artigo do Pe. Deleury, missionário na Índia:

"É verdade que se fez a reforma litúrgica, mas esta não vai longe, porque ficou sendo uma reforma do Clero, não do povo. O Sabbath é para o homem, não o contrário: é do homem que se deve partir, das suas necessidades espirituais na nova cultura; e a partir disto reinventar a Missa. Conservou-se a Missa do século XII e pôs-se empenho em conformar a ela o homem do século XX. - A reforma, num certo sentido, não fez senão agravar o mal: revalorizando em excesso a Missa, fazendo dela praticamente a única forma de oração cultural do cristão, atrofiou-se perigosamente o seu senso litúrgico.

[...] a igreja paroquial [...] deixando de ser o lugar de um culto anacrônico, poderia transformar-se em um lugar privilegiado de oração. Espaço de silêncio e inatividade no coração de ruas trepidantes, o homem angustiado encontraria ali os mestres espirituais, os ensinamentos sobre a vida interior em que todas as tradições místicas do homem se reencontrariam: os exercícios espirituais, por certo, mas o Zen, a Yoga, e todas as outras vias".

(Artigo em "ICI", n.° 414, p. 20, apud "La Chiesa nel Mondo", de 13 de setembro de 1972, p. 38).

Um vocabulário inusitado penetra na Igreja

Em relatório apresentado à assembleia do Episcopado em Lourdes, Mons. Gabriel Matagrin, Bispo de Grenoble, analisa tranquilamente a evolução do comportamento político de setores católicos franceses: "Católicos não somente aderem, mas militam em todos os partidos, da extrema-direita, à extrema-esquerda. o fenômeno mais recente é que os católicos, conhecidos como tais, tenham aderido publicamente às diversas formas de socialismo, inclusive marxista, e às diversas formas de comunismo. [...] Assim, para espanto, para escândalo mesmo, da maioria dos fiéis, um vocabulário até agora inusitado penetra na Igreja: violência, luta de classes, revolução".

("ICI", n.° 420, p. 7).

Os sínodos suíços, os velhos pecados e a moral nova

As sete Dioceses da Suíça instalaram em setembro do ano passado sínodos formados de eclesiásticos e leigos, cujas assembleias devem reunir-se duas vezes por ano até 1975.

Doze comissões interdiocesanas, de âmbito nacional, elaboraram os projetos que foram apreciados, em primeira discussão, na sessão de novembro.

O projeto sobre "Sexualidade e matrimônio" dá aos cônjuges a liberdade de escolher o método anticoncepcional que mais lhes convém; mostra um espírito "arejado" em relação à sexualidade antes do casamento e à atitude a tomar para com os divorciados e os homossexuais; propõe que aos divorciados que se "casam" de novo seja permitido frequentar os Sacramentos, independente das decisões que possam vir a ser tomadas por Roma. Outro projeto sugere que os Bispos reconheçam que o católico que juntamente com seu cônjuge protestante assiste ao culto da seita deste, cumpre o preceito dominical.

O sínodo da Diocese de Chur chegou a recomendar a adoção de uma Eucaristia comum na celebração de casamentos mistos.

("ICI" n.° 422, pp. 7-9).

A alegria dos "cristãos socialistas"

"Vie Nouvelle" — movimento de cristãos favoráveis ao socialismo — declarou "acolher com alegria", apesar de algumas restrições, o texto "Por uma prática cristã da política", adotado pela assembléia plenária do Episcopado Francês, reunida em Lourdes em outubro último.

"L'Humanité", órgão do Partido Comunista, fez comentários favoráveis ao documento. Claude Gault escreveu em "L'Unité", semanário do Partido Socialista: "O documento de Lourdes é um texto corajoso, sem dúvida muito avançado em relação ao estado de reflexão da maior parte dos fiéis".

("ICI", n.° 422, p. 34, e n.° 420, pp. 6-7).

Comunhão para concubinários?...

Mons. Robert E. Tracy, Bispo de Baton Rouge, nos Estados Unidos, instituiu uma comissão diocesana encarregada de examinar "fraternalmente" os casos de católicos divorciados que se "casam" pela segunda vez, para que, se "verificada a boa fé inicial" e a inviabilidade de uma separação, possam eles ser admitidos aos Sacramentos.

O Presidente da Conferência Episcopal norte-americana, Cardeal John Joseph Krol, interveio, sem expressar, contudo, uma precisa condenação da iniciativa, senão apenas declarando que a questão dos "irregulares" — como os chamam os progressistas — estava sendo estudada pelas competentes Congregações Romanas, e que não convinha antecipar-se às suas conclusões ou fazer pressões sobre elas.

("Il Regno", de 15 de outubro de 1972, apud "La Chiesa nel Mondo", de 1.° de novembro de 1972, p. 19).

... e para os polígamos, não?

A Conferência Episcopal da Costa do Marfim afirma que os catecúmenos polígamos que manifestam fé e boa vontade são parte viva da Igreja e participam da Comunhão dos Santos, embora a disciplina eclesiástica não lhes permita receber os Sacramentos públicos. Mas, dizem os Prelados, a Penitência e a Eucaristia não resumem toda a vida cristã, e pode ser até que a graça os tenha santificado pessoalmente apesar da situação matrimonial "irregular" — a poligamia.

(Ibidem).

Jesuíta quer sacerdotes e sacerdotisas temporários

O Pe. Joseph Moingt, S. J. — professor de Dogmática na casa de formação da Companhia de Jesus em Fourvières e no Instituto Católico de Paris — sugere em "Etudes" (número de agosto-setembro de 1972) que a Igreja ordene "presidentes de comunidade" incumbidos de absolver os pecados veniais e de celebrar Missa por um certo tempo e num certo meio. Esses "presidentes" poderiam ser homens ou mulheres, casados ou solteiros.

("Bulletin du CICES", n.° 140, p. 8).

Protestantes jesuítas e Jesuítas protestantes

Já o Pe. Kerkhofs, belga, prevê que a Companhia de Jesus de amanhã deixará de ser uma Ordem Religiosa e se abrirá a todos: homens, mulheres, casais, protestantes...

"O espírito da Contra-Reforma está bem morto quando um Jesuíta fala de abrir as portas da Companhia a protestantes!" — comenta a revista "Informations Catholiques Internationales".

Em contrapartida... um Jesuíta faz parte do pessoal da catedral anglicana de Coventry, na Inglaterra.

("ICI", n.° 422, pp. 26 e 24).

Um novo modelo de Jesuíta?

Eis como o Pe. Julien Harvey, Jesuíta canadense entrevistado pelas "Informations Catholiques Internationales", vê o modelo de uma renovação da Companhia de Jesus: "É preciso encontrar um novo "projeto". Ainda que difícil de definir, ele poderia ser um encontro da nova cultura dos jovens (volta à meditação, popularidade do budismo zen, etc.) e dos Exercícios Espirituais. Penso igualmente em uma ala profética engajando-se muito à esquerda com os desfavorecidos, partilhando sua vida, concentrando-se na contestação cristã da sociedade de consumo. Uma linha Berrigan [Padre terrorista norte-americano] ao lado de uma linha mais visivelmente mística".

("ICI", n.° 421, p. 25).


ESCREVEM OS LEITORES

Sr. Paulo Krüger Corrêa Mourão, Belo Horizonte (MG): "Solicito, se possível, transcrever esta circular na secção "Escrevem os leitores".

É com prazer que reproduzimos aqui a circular distribuída pelo distinto escritor mineiro:

"Circular. / Em defesa de D. Mayer.

É assunto de muita atualidade a Carta Pastoral do Bispo D. Antonio de Castro Mayer sobre os "Cursilhos de Cristandade".

Cabe desde logo considerar que o ilustre Antístite se dirigiu às ovelhas do seu rebanho — Diocese de Campos — e não penetrou portanto no aprisco de outros Prelados.

Não fez uma condenação formal de todos os cursilhos, pois disse em certo trecho da peça em consideração: "Assim, nada mais normal do que a existência de cursilhos a que nada se possa objetar, ao lado de outros que inspiram preocupação, e de outros enfim que são simplesmente censuráveis".

É fora de dúvida que há muitos cursilhistas de boa fé, principalmente entre o povo, excluindo-se naturalmente certos "teólogos" avançados que agem, como receia o Papa Paulo VI, como se pretendessem destruir a Igreja de dentro para fora.

É simples espírito de justiça reconhecer que D. Mayer não inventou nenhum fato dos assinalados na sua Carta Pastoral: citou as fontes, isto é, publicações cursilhistas, incluindo nestas o próprio órgão oficial brasileiro — "Alavanca".

É incontestável a infiltração de "elementos espúrios" em cursilhos. Igualmente não se pode negar a tendência subversiva em algumas publicações do movimento.

O tom de desrespeito ou de familiaridade descabida com a Pessoa adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo, em artigo do órgão oficial, foi reprovado por D. José Newton, ilustre Arcebispo de Brasília, em carta a mim dirigida, não obstante este conhecido Antístite manter jornal cursilhista na sua Arquidiocese.

Alguns que escrevem em periódicos cursilhistas o fazem sem o tom de seriedade com que deve ser encarada a vida humana, que não tem finalidade neste Vale de Lágrimas, onde a dor está sempre presente. Não devemos rir em gargalhadas levianas, com uma alegria desbragada, como se fôssemos criados só para viver neste mundo. Aqui não temos satisfação. Dizia Santo Agostinho: "Inquietum est cor nostrum, Domine, donec requiescat in Te!"

Até em publicação cursilhista vemos crítica à vida austera e cheia de penitências de personagens a quem a Igreja deu a honra dos altares.

Nota-se que a aprovação do atual Papa aos Cursilhos de Cristandade não foi como uma definição "ex cathedra". Também o movimento "sillonista" teve a aprovação e elogios de Leão XIII e do próprio São Pio X. Este Santo Padre contudo condenou este movimento em 1910. O fundador do mesmo acabou comunista e aderiu ao chamado "Front Populaire".

Se os cursilhos ficarem contaminados de subversão e progressismo, não será de admirar venham a ter a mesma sorte da Ação Católica, isto é, o desaparecimento".


Ainda a propósito do manifesto da TFP chilena

Em nossa edição de março apresentamos ao público brasileiro o manifesto em que a TFP chilena afirma que a Sagrada Hierarquia vem desempenhando relevante papel no processo de marxistização de seu pais e que parte da responsabilidade por isto cabe a Paulo VI. No mesmo número estampamos também os dois artigos escritos pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para sua coluna semanal em um jornal paulista, mostrando a posição da SBDTFP em face do pronunciamento de sua coirmã andina. A respeito do assunto o Presidente do Conselho Nacional da TFP brasileira escreveu depois um terceiro artigo, que reproduzimos abaixo.

São Pio X agradeceu a críticas...

A cúria de Santiago persiste até o momento em nada publicar acerca do manifesto da TFP chilena. O fato me causa uma perplexidade que vai crescendo com o correr dos dias.

Com efeito, não vejo motivo válido para esse silêncio.

A matéria de que trata o manifesto é da maior relevância, pois diz respeito ao cumprimento, da parte dos Pastores, da missão de apartar suas ovelhas — e portanto todo o país — dos efeitos da propaganda comunista.

Ademais, o documento tem de sobejo o quilate intelectual necessário para atrair a atenção da Conferência Episcopal do Chile. A doutrina dele é irrepreensível, os fatos que alega são baseados em opulenta documentação, a exposição é eximiamente concatenada, e a linguagem que usa é clara e elevada.

Além disso, estou informado de que seu texto foi largamente divulgado por vários diários do Chile, por emissoras de rádio e televisão, etc. Pelo menos por deferência para com o imenso público que dele tomou conhecimento, o manifesto mereceria uma refutação.

Por fim, a TFP chilena merece dos Pastores — sobretudo nesta época em que a Igreja não recusa o diálogo nem sequer aos ateus — a consideração de uma resposta. Com efeito, nossa coirmã, que sempre se destacou pela seriedade e nobreza das atitudes, goza em sua pátria de verdadeira celebridade. Realmente, impressionou ela, de alto a baixo, o país, pela clarividência com que, em uníssono com Fabio Vidigal Xavier da Silveira, desmascarou Frei, "o Kerensky chileno". Aquele lance, a que os fatos haveriam de dar dramático realce três anos depois, valeu à TFP andina uma autoridade moral invulgar em tudo quanto afirme sobre Kerenskys sem tonsura... ou com ela. A esta circunstância marcantíssima não poderia ser indiferente a Hierarquia Chilena.

Volto a afirmar: quanto mais o tempo passa, tanto mais me sinto perplexo. Pois quem se cala diante de uma acusação revestida de todos os títulos para ser levada em conta e refutada, deixa-se ficar numa postura lamentável. "Quem cala consente", diz o velho adágio...

Ainda assim, prefiro esperar antes de emitir um juízo. Seja como for, a Hierarquia é mãe. E em favor dela devemos alegar amorosamente todas as presunções, das quais só nos resignaremos a abrir mão quando a força da lógica e dos fatos a isto nos obrigar absolutamente.

Mas — dirá alguém — no próprio fato de a Hierarquia ser mãe, se encontra a excusa para seu silêncio. Todo filho que aponta os erros de sua mãe falta-lhe com o respeito. E o zelo pela sua própria autoridade impede que ela responda ao filho.

— Não creio que qualquer moralista consinta em fazer sua uma concepção de tal maneira despótica da autoridade materna. Está na natureza das coisas que a mãe que perde o afeto de seu filho, porque este lhe increpa uma atitude, deite o maior empenho em defender-se, para conservar a estima dele. Isto quando ela tem boas razões a alegar. Quando não as tem, é de seu dever reconhecer diante do filho que andou mal, e pedir-lhe perdão pela desedificação que deu. Da parte da mãe acusada, só o que não se compreende é o silêncio!

Assim, uma autoridade eclesiástica que se julgue injustamente acusada deve considerar grave dever pastoral defender-se. E se reconhece justa a acusação, tem o dever quiçá ainda mais grave de se desculpar.

Quanto a este último ponto, consideremos o exemplo que nos foi dado pelo maior Papa de nosso século. Pio XII o elevou à honra dos altares. Refiro-me a São Pio X.

O Cardeal Ferrari, Arcebispo de Milão, reagiu com violência contra justas críticas feitas pelo diário católico "L'Unità", a uma publicação eivada de modernismo apoiada pelo Purpurado. São Pio X acorreu em defesa do jornal. Escreveu então ao ilustre Prelado: "Surpreende-me que Vossa Eminência considere as justas observações de "L'Unità" como insulto a Vossa Eminência, como se se tivesse acusado Vossa Eminência de ser pouco perspicaz ou pouco devoto da Santa Sé. Que deveria dizer neste caso o Papa quando lê as "santíssimas críticas" ao "Corriere d'Italia", ao "Osservatore Romano" e ao Mestre do Sacro Palácio, que dá o imprimatur a livros logo depois condenados pelo Index? O Papa agradece aos censores que o ajudam a conhecer o mal que não tinha visto" (Carta ao Cardeal Ferrari, de 27 de fevereiro de 1910). O leitor percebe, sem dúvida, que São Pio X alude aqui a críticas então feitas contra a Santa Sé, a propósito de publicações no órgão oficioso "Osservatore Romano", e de decisões do Mestre do Sacro Palácio, alto dignitário vaticano, da confiança direta do Papa. Num gesto sublime, cheio de justiça e mansidão, o grande Santo não se esquiva aqui da responsabilidade que lhe toca pelo ocorrido. Antes aceita as críticas sagazes e justas, como uma verdadeira colaboração. E as agradece.

Este gesto de humildade em nada desdourou o Papa que hoje é venerado como Santo por todo o orbe católico.

— Não pensa o leitor que, em lugar de conservar um desdenhoso silêncio, a Hierarquia Chilena andaria muito melhor se seguisse o rútilo exemplo do Pontífice santo?

Enfim, esperemos. E enchamos o tempo da espera pedindo a São Pio X que inspire quantos a TFP chilena aponta como responsáveis pela demolição do seu país, a seguirem o exemplo dele.

* * *

Houve quem levantasse, contra meus últimos artigos, a objeção de que só citei em abono à minha tese, teólogos anteriores à definição do dogma da infalibilidade papal. A omissão se deveu ao amor à brevidade. Wernz e Vidal, que são de nossos dias, em seu conhecido e abalizado "Jus Canonicum" (vol. II, p. 520), sustentam a mesma doutrina. A esse respeito pode-se ler também o abalizado Peinador ("Curs. Brev. Theol. Mor.", II, I, p. 277). Mais marcante ainda é a opinião de um conhecidíssimo teólogo suíço, que Paulo VI elevou às honras do cardinalato. Trata-se de Mons. Journet, o qual, no seu tratado "L'Eglise du Verbe Incarné" (vol. I, pp. 839 e ss.), chega a dar direito de cidadania à doutrina admitida por vários outros teólogos, de que um Papa pode até tornar-se cismático. Do que decorre, naturalmente, para os fiéis, o direito e até o dever de resistir.

De tão pisado e repisado o tema, não voltarei mais a ele. Está mais do que provado que a TFP chilena tinha, em princípio, o direito de fazer o que fez. Quanto aos fatos, deixemos correr ainda mais algum tempo antes de concluir que o silêncio público da Hierarquia Chilena os terá dado por provados.



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