Revista Catolicismo
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No átrio da Basílica de Guadalupe imoralidade brutal e satanismo

Homero Barradas

Ao tomar algumas cenas de seu filme "A Montanha Sagrada", o cineasta judeu-chileno Alejandro Jodorowski fez desfilar pelo átrio (1) da Arquibasílica de Nossa Senhora de Guadalupe, próxima à capital do México, atores — homens e mulheres — quase completamente nus, e outros inteiramente despidos.

O sacrilégio incluiu também algumas cenas de satanismo, com o sacrifício de muitos cabritos, abatidos a cutiladas, cujo sangue foi aspergido sobre os atores nus, que faziam papel de cadáveres. Os corpos dos cabritos foram crucificados na ponta dos fusis de um batalhão de extras que, fardados de soldados mexicanos, assim desfilaram. Além da ofensa à Religião, um indiscutível ultraje ao Exército mexicano.

Algumas das testemunhas oculares afirmam que houve cenas de nudismo às portas do templo e mesmo dentro dele.

A filmagem foi permitida pelo Superior da Basílica, o Abade mitrado Mons. Guillermo Schulemburg, e assistida impassivelmente (ou mesmo com interesse — quem duvida?) por alguns membros de seu Clero.

Algumas centenas de populares que presenciavam o estarrecedor espetáculo, em dado momento, não contendo sua indignação, romperam os cordões de isolamento policial e, aos gritos de "lincha, são ateus, irreverentes, porcos!" — correram em busca de Jodorowski, o qual, protegido pela polícia, fugiu rapidamente com seus comparsas.

O fato verificou-se a 24 de fevereiro do ano passado. Foi discretamente noticiado pela imprensa e deu ocasião a protestos privados, apresentados ao Abade por pessoas inconformadas. O recurso deste foi esconder-se, logo após as primeiras visitas, e mandar dizer a quem o procurava, que conta com boas influências em Roma...

E nada teria chegado ao conhecimento do público católico, não fosse a atitude viril do Círculo Guadalupano Manuel Garibi Tortolero, de Guadalajara. No número de abril de sua revista "El Eco Guadalupano", o diretor desta, Francisco Garibi Velasco, lançou incisiva e documentada denúncia dos fatos, exigiu providências e exortou o povo a um grande ato de desagravo.

Por meio dessa revista é que viemos a saber do ocorrido; seu diretor nos forneceu depois abundante documentação, a nosso pedido. Embora com atraso, "Catolicismo" faz questão de informar seus leitores a respeito, amplamente, para que não passem sem a repulsa dos católicos brasileiros as abominações praticadas junto à sagrada imagem da Padroeira da América Latina.

A montanha de torpezas

A película de Jodorowski bem mereceria o nome de "Montanha de Torpezas". As cenas tomadas no átrio da Basílica, e também no seu interior conforme algumas testemunhas, constituíram o motivo central da onda de protestos que se levantou na pátria dos cristeros, mas, mesmo sem elas, o filme não passa de um amontoado de ultrajes à Religião Católica e à honra dos mexicanos.

As cenas rodadas junto à Basílica foram supressas do filme por Jodorowski, diante dos protestos havidos. Isso permitiu que a Autoridade Eclesiástica e o diretor procurassem negar ou minimalizar seu caráter obsceno e sacrílego. Entretanto, ficou claro que houve NO ÁTRIO:

1 - cenas com a participação de mulheres que traziam apenas escassas malhas completamente transparentes, sem qualquer outra peça por baixo, e que depois passearam assim, por bom espaço de tempo, pelos arredores do Santuário, tendo algumas delas entrado numa capela próxima onde estava exposto o SS. Sacramento;

2 — de dois caminhões, usados como camarins, saíram uns trinta homens e outras tantas mulheres, inteiramente despidos, que atravessaram parte do átrio, até o portão principal;

3 — rito demoníaco, com o sacrifício de cerca de cem cabritos, mortos a golpes de cutelo. Fora do átrio, mas junto às suas portas, o sangue foi aspergido sobre cadáveres representados por homens e mulheres desnudos:

4 — crucifixão dos cabritos em cruzes armadas nas baionetas de fuzis, com os quais desfilaram, em formação militar, muitos extras fardados de soldados mexicanos.

Fora do átrio, mas JUNTO À SUA ENTRADA PRINCIPAL, os extras referidos no item 2 — homens e mulheres desnudos, aos pares — representaram, com brutal realismo, uma prática de perversão sexual.

Além disso, uma denúncia publicada por um grupo de católicos, em "a pedidos", na edição de 10 de maio de "Novedades", conta que numa das cenas foi despida, NO INTERIOR DA BASÍLICA, a atriz Tamara Garina.

Em 26 de maio, "El Universal Gráfico", da Cidade do México, noticiou que uma comissão de comerciantes das vizinhanças da Basílica visitara sua redação, convidando o povo católico a participar dos protestos contra os atos impudicos e sacrílegos que eles mesmos tinham presenciado, por ocasião da filmagem de Jodorowski. No manifesto que deixaram na redação, diziam categoricamente: "As filmagens em questão tiveram lugar no átrio, às portas da Basílica, e no interior da mesma, onde vimos cenas de homens e mulheres nus, que faziam o que lhes indicava o diretor da película".

Fotografias tiradas na ocasião documentaram as seguintes abominações filmadas para a “Montanha Sagrada”, ou na Vila de Guadalupe, fora da Basílica, ou na Cidade do México. — das quais pelo menos as de n.° 1, 2, 6 e 7 tiveram lugar NAS PROXIMIDADES DO SANTUÁRIO:

1 — as mesmas atrizes, vestidas com malhas transparentes;

2 — desfile militar com cabritos crucificados nas baionetas dos fusis dos figurantes;

3 — cena diabólica e imoral em que a atriz Guadalupe Perrullero, vestida de demônio, representa um ato bestial com uma serpente de plástico, seguindo-se um baile em que aparecem soldados mexicanos dançando, de rostos colados, com outros homens;

4 — uma mulher-palhaço, com mitra episcopal, sempre acompanhada por um ator caracterizado como anjo da guarda;

5 — o ator Ignacio Salinas, quase nu, carregando uma enorme imagem do Crucificado, sem a cruz;

6 — ato carnal praticado em plena rua, pela atriz Jacqueline Voltaire, semidespida, e por sucessivos figurantes;

7 — sacrifício ritual de um boi com a participação de uma atriz vestida de freira;

8 — cena com rapazes de uma suposta organização, cujo lema seria "Pátria, Honra e Força", mal cobertos com peças íntimas do vestuário feminino;

9 — meninos de cerca de dez anos de idade, inteiramente nus, apedrejando uma cruz de madeira, de onde pendia também nu um menino, na posição de crucificado;

10 — cena em que um padre dorme, em atitude lasciva, com uma grande imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo;

11 — um menino e uma menina de cerca de oito anos simulando o ato impuro.

A lista é extensa e asquerosa. Mas é preciso publicá-la, para que os católicos brasileiros vejam até onde pode chegar a maldade dos inimigos da Igreja e a cumplicidade do Clero progressista. E basta ler essa lista para ver como os alvos do ataque dos ímpios e dos progressistas são os mesmos: a devoção a Nossa Senhora, a paixão de Nosso Senhor, a castidade, o patriotismo, a coragem, o Exército, as associações cívicas.....

Aliás, é o próprio Jodorowski quê se encarrega de mostrar suas ligações com o progressismo, quando afirma que a cena do sacerdote com a imagem de Cristo simboliza aqueles que "passionalmente se aferram a Ele sem compreender, como outros servidores católicos, a evolução da Igreja" ("El Heraldo de México", 20 de março de 1972).

Múltipla ofensa

O filme é, pois, ultrajante. Mesmo sem as cenas da Basílica, ele seria intolerável. Mas a escolha desse cenário, sagrado para os mexicanos e para todos os católicos, revela a intenção de um requintado ultraje à Santíssima Virgem, no próprio lugar que Ela santificou com sua aparição e onde pediu que Lhe erguessem um santuário.

É uma ofensa múltipla. Ofensa a Nosso, Senhor, pelas várias cenas de achincalhe à sua Crucifixão. Ofensa a Nossa Senhora. Ofensa à Igreja, pelo empenho em ridicularizar o Clero, os objetos sagrados, a devoção ao Anjo da Guarda. Ofensa ao México, porque Guadalupe é o centro da sua História; porque o estandarte de Nossa Senhora de Guadalupe foi a primeira bandeira mexicana; porque ridiculariza o seu Exército, as suas associações cívicas, o patriotismo de seu Povo, as devoções e virtudes do homem mexicano. Ofensa também a todos os povos latino-americanos e, em especial, aos brasileiros, porque Nossa Senhora de Guadalupe é a Padroeira de todos nós e o Brasil foi o país que liderou, em número e importância, os pedidos dirigidos a São Pio X para que a Ela fosse confiado o patrocínio da América luso-espanhola.

É significativa a produção de tal película neste momento e no lugar em que ela foi filmada, por um judeu anticatólico, com a conivência do Clero progressista e o silêncio do Clero dito moderado.

Porque vivemos a hora de Maria, e porque, nesta hora de Maria, vivemos a hora da América Latina. É a hora de Maria, porque se aproximam; a olhos vistos, os acontecimentos prometidos por Nossa Senhora em Fátima. É a hora da América Latina porque, na perspectiva desses acontecimentos, cabe a nós, latino-americanos, que somos católicos e marianos, irmos construindo nossa grande aliança, para nos defendermos dos eixos Washington-Moscou e Tóquio-Pequim, que representam o conúbio do establishment decadente com a subversão comunista.

Ora, como entre os adversários desta aliança não é difícil identificar o comuno-progressismo, o hippismo, os sapos, e os católicos moderados que sempre alegam estar neutros entre os tradicionalistas e os progressistas, mas estão sempre fazendo o jogo destes, — tudo se encaixa perfeitamente.

Onde aparece a aliança hippie-progressista

Mesmo antes dos fatos de Guadalupe, Jodorowski já era conhecido no México por sua carreira cinematográfica escandalosa. Viciado em drogas, procura realizar seus filmes no estilo das viagens delirantes dos drogados. Da obscenidade passou com a maior facilidade para o sacrilégio.

Em Acapulco, na estreia de seu "Fando y Liz", esteve a ponto de ser agredido por um grupo de senhoras da sociedade local, escandalizadas com a imoralidade do filme. A imprensa mexicana publicou ampla informação do casamento dos artistas Isela Vega e Jorge Luke, oficiado por Jodorowski segundo o rito da água do rio.

Não causa, pois, espanto que trabalhe atualmente para a Abko, companhia cinematográfica norte-americana presidida por John Lennon, antigo integrante do grupo dos Beatles...

Este o homem a quem Mons. Guillermo Schulemburg, Abade mitrado de Guadalupe, abriu o átrio e as naves da Basílica para ali fazer um filme.

Também não é de admirar essa ligação, pois o Abade, desde sua posse, vem tendo uma atuação muito estranha, preocupado em aumentar rendas e suprimir obras de caridade (cf. "Incordura del Abad de Guadalupe", por J. Mosqueda del Rosal, em "El Universal", de 6 de junho de 1972). A tal ponto, que diversos movimentos católicos mexicanos formularam denúncia à Autoridade Eclesiástica sobre malversação de fundo da Basílica, mencionando inclusive os vários automóveis de propriedade do Pe. José Cenobio Martinez, do Clero do Santuário ("El Universal Gráfico", dê 30 de junho de 1972).

Conclui na pág. 6


"É minha vontade que se levante aqui um templo em minha honra..."

A Basílica de Guadalupe está situada a seis quilômetros da Cidade do México, junto ao Cerro do Tepeyac, no lugar onde, em dezembro de 1531, a Virgem apareceu ao índio convertido Juan Diego e o mandou pedir ao Bispo, D. Frei Juan de Zumárraga, que ali fizesse erguei uma igreja em honra da Mãe de Deus.

Juan Diego nasceu em Cuauhtitlán, por volta de 1474 , na classe mais pobre da sociedade asteca. Deram-lhe o nome de Cuauhtlatóhuac, que alguns traduzem por o que fala como a águia.

Provavelmente em 1528, recebeu o batismo. e casou-se com a índia Maria Luzia, que faleceu pouco depois. Tendo ouvido de Frei Toribio Motolinia que a castidade era muito grata a Deus e a Sua Mãe Santíssima, os dois esposos, em sua curta vida matrimonial, mantiveram perfeita continência. Após a morte de Maria Luzia, Juan Diego voltou a morar com seu tio, Juan Bernardino, que lhe servira de pai, pois ficara órfão ainda criança. Com ele morava num pobre rancho, no povoado de Tolpetlac, a uns doze quilômetros ao nordeste do Cerro do Tepeyac, quando, em 1531, a Virgem o chamou para sua extraordinária missão.

Havia já dez anos que Cortez conquistara o Império Asteca, mas os índios, vencidos militarmente, ainda não recebiam de coração aberto a doutrina católica, que, com os conquistadores, chegara ao México através dos missionários. Estes desdobravam-se em sua tarefa catequética, mas somente conseguiam resultados medíocres, com umas poucas conversões, como a de Juan Diego. A maioria dos nativos nutria uma grande desconfiança para com os espanhóis e, portanto, para com a Religião que eles pregavam.

A ação direta de Nossa Senhora se fez presente, para modificar esta situação.

"Aqui mostrarei meu amor e misericórdia"

A 9 de dezembro de 1531, Juan Diego dirigia-se à Cidade do México. O dia amanhecia quando ele passou junto ao Cerro do Tepeyac e ouviu uma suave harmonia, que lembrava o canto de pássaros. Cessada a música, uma voz chamou-o:

"Juanito! Juan Dieguito!"

Reparando que o som vinha do alto do cerro, Juan Diego subiu até seu cume, onde quedou maravilhado ante a visão de uma jovem Senhora, que irradiava incomparável claridade e aparecia circundada por um resplendor colorido e por uma nuvem branca resplandecente. Seu manto era recamado de estrelas e trazia aos pés a meia-lua, calcando com eles a serpente. A Virgem Santíssima, pois era Ela, falou ao índio com tanta amabilidade, que se depreende logo qual o objetivo de sua aparição: revelar sua misericórdia aos povos que começavam a se converter no Novo Continente e infundir-lhes confiança.

Disse a Juan Diego:

- "Ouve, filhinho meu, Juan Diego, a quem amo ternamente, como a um meninozinho delicado: aonde vais?"

- "Senhora e menina dos meus olhos, vou à tua casa do México, Tlaltelolco, à doutrina cristã, que nos ensinam e explicam os ministros do Senhor, nossos Sacerdotes".

- "Sabe, filho predileto do meu Coração, que sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus, autor da vida, criador e conservador de tudo e senhor do Céu e da terra. É meu desejo mais veemente que aqui no plano me edifiquem um templo, onde, como Mãe piedosa, mostrarei todo o meu amor e misericórdia a ti e aos teus, a todos os que Me amam e procuram e a quantos pedirem meu amparo e clamarem por Mim em suas aflições; e onde ouvirei seus rogos e enxugarei suas lágrimas, e os aliviarei e consolarei em suas necessidades. Para que se cumpra meu desejo, deverás ir ao México, à casa do Bispo, a quem dirás que te envio e como é minha vontade que se levante um templo em minha honra, aqui na esplanada. E lhe contarás tudo o que viste, ouviste e admiraste; e podes ter certeza de que te agradecerei pelo que por Mim fizeres, e receberás um prêmio pelos teus serviços, e te farei feliz. Já ouviste minhas palavras, filho queridíssimo de meu Coração: vai, pois, e cumpre com empenho o que te ordeno".

Juan Diego compareceu perante o Bispo por duas vezes, para desincumbir-se da missão que recebera da Virgem. O Prelado, porém, não lhe deu crédito imediatamente e pediu que a Virgem mandasse um sinal. No dia 12 de dezembro, a Senhora apareceu ao índio na esplanada e disse-lhe que, como sinal, levasse ao Bispo umas flores que encontraria no alto do cerro. Juan Diego subiu, sem hesitar, para o cume do monte, onde sabia que só havia pedras e vegetação agreste. Encontrou ali uma grande quantidade de flores das mais belas espécies. Colheu-as, envolveu-as em sua manta e levou-as à Virgem, que o esperava embaixo. Ela tomou em suas mãos as flores, de volveu-as ao índio e recomendou-lhe que não abrisse a manta a não ser na presença do Bispo.

Chegando diante de Frei Juan de Zumárraga, Juan Diego disse-lhe que trazia o sinal mandado por Nossa Senhora. Mas, abrindo a manta, para mostrar as flores, foi tomado de surpresa ao ver que no tecido estava estampada a figura da Virgem, tal como lhe aparecera.

A 26 do mesmo mês, D. Frei Juan de Zumárraga fez trasladar solenemente a imagem para uma primeira ermida, construída no lugar que a Senhora indicara. Já naqueles primeiros dias a Virgem de Guadalupe conquistara o afeto dos índios, possibilitando sua conversão, primícias da grande nação católica que hoje é o México. A imagem estampada na capa de Juan Diego encontra-se atualmente no altar-mor da magnífica Basílica que substituiu a primitiva ermida.

Esteve presente na batalha contra o Crescente em Lepanto

Mas não só no México expandiu-se a devoção a Nossa Senhora de Guadalupe. Ainda no século XVI penetrou na América do Sul e nas Filipinas. Na Batalha de Lepanto, em 1571, ela estava presente, com uma imagem levada na nau capitânia do Almirante genovês Andrea Doria.

Hoje encontram-se templos dedicados a Nossa Senhora de Guadalupe por toda a América, em vários países da Europa, inclusive na Finlândia, e nos lugares mais remotos do globo, como em Madagascar, na Turquia asiática, em Jerusalém e na Austrália. Nos jardins do Vaticano há um monumento à Virgem com Juan Diego e Frei Juan de Zumárraga.

Em 1910, cerca de setenta Arcebispos e Bispos da América Latina pediram a São Pio X, então reinante, que proclamasse Nossa Senhora de Guadalupe Padroeira desta parte do mundo.

Entre os Prelados que imediatamente deram resposta favorável a uma circular que neste sentido expedira D. José Mora y del Rio, Arcebispo da Cidade do México, estavam o Cardeal Arcoverde, Arcebispo do Rio de Janeiro, e numerosos Arcebispos e Bispos brasileiros. Em face de dificuldades levantadas por outros Prelados, que manifestaram dúvidas sobre a oportunidade da proclamação solicitada e até sobre as aparições, as respostas vindas do Brasil constituíram sólido apoio à causa do Padroado, pelo seu número e pelo prestígio da Púrpura. É, pois, de uma maneira especial que os brasileiros podem chamar sua a Padroeira da América Latina, assim proclamada, a 24 de agosto daquele mesmo ano, pelo Papa santo. Em 1935, seu Padroado foi estendido, por Pio XI, às Filipinas, nação asiática igualmente convertida e civilizada pela Espanha.

A atual Basílica foi construída em 1709, ampliada entre 1887 e 1895 e reformada de 1930 a 1938.

Na Missa da festa de Nossa Senhora de Guadalupe, a Igreja aplica à Virgem e ao local da Basílica estas palavras da Escritura: "Escolhi e santifiquei este lugar a fim de aí estar o meu nome, e estarem fixos nele os meus olhos e o meu coração, em todo tempo".

Legendas: Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, próxima à capital do México. No seu átrio – cercado de grades e portões, como dependência que é do Santuário – passaram-se algumas das abominações promovida pelo cineasta Jodorowsky.

Mulher-palhaço, com uma mitra episcopal; o grotesco personagem da direita, de asas e auréola, representa seu Anjo da Guarda. – Atriz vestida de freira participa da cena do sacrifício ritual de um boi, em companhia de soldados romanos.

Ostentando cabritos crucificados na ponta dos fusis, extras caracterizados de soldados mexicanos desfilam diante do judeu-chileno Jodorowsky, que de megafone na mão dirige a tomada de mais uma cena sacrílega de seu filme "A Montanha Sagrada".



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