A POLÍTICA DE DISTENSÃO DO VATICANO COM OS GOVERNOS COMUNISTAS

Para a TFP: omitir-se? ou resistir?

Embora já publicada pela imprensa diária nas mais importantes capitais do País, e seguida de uma profunda repercussão nos meios religiosos, sociais e culturais, a declaração da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade que estampamos nesta edição merece ser transcrita nas páginas de "Catolicismo". Com efeito, numerosos leitores não lhe terão obtido o texto integral, que entretanto desejam estudar com atenção.
Dos múltiplos predicados que distinguem esse documento — da lavra do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira — um há que esta folha deseja especialmente assinalar: é a profunda fidelidade ao Sumo Pontífice, mantida inquebrantável e exímia mesmo em circunstâncias muito difíceis.
Nossos clichês, ilustrando a matéria tratada na declaração da TFP, apresentam dois episódios da política de distensão do Vaticano com os governos comunistas. O Santo Padre Paulo VI e Tito apertam-se as mãos por ocasião da visita do ditador iugoslavo a Sua Santidade. O chefe do governo soviético, Nicolai Podgorny, é recebido pelo Papa no Vaticano; no centro da foto, em segundo plano, aparece Mons. Agostinho Casaroli, Secretário do Conselho para os Assuntos Públicos da Igreja.

(Páginas 4-5)