A REVOLUÇÃO UNIVERSAL PRÓXIMA DO APOGEU... E DA DERROTA

A grande tempestade revolucionária desaba sobre o mundo. Seus raios fulminam e fendem o edifício sagrado da Santa Igreja e da Civilização Cristã, penetram em seu interior e o enegrecem com a "fumaça de satanás". Essa enorme borrasca gera a incerteza, o caos, as heresias claras ou veladas. O gás mortífero do marxismo intoxica até mesmo altos Hierarcas eclesiásticos. É a Revolução sete vezes secular - universal, una, total, dominante e processiva. Ela avança em sua marcha lúgubre rumo ao seu paroxismo.

Quem não a identifica com a voragem expansionista do imperialismo soviético? Quem não a percebe por trás da decadência moral e da atitude suicida do Ocidente? Quem não a vê presente na crise avassaladora da Igreja que Paulo VI chamou de "autodemolição"? E quem não vislumbra a hidra revolucionária começando a mostrar seus chifres nas práticas fetichistas ou diretamente satânicas, cada vez mais difundidas em meio à indiferença geral? Panorama terrível, mas também de muita grandeza e esperança. Pois na noite da decadência atual, em plena tempestade revolucionária no meio do lodo da deterioração moral e psíquica do Ocidente nasceu um lírio: Tradição, Família, Propriedade.

Com este e outros movimentos congêneres que florescem pelas Américas e pela Europa, e que comungam no mesmo ideal, constitui-se e ganha corpo a Contra-Revolução. Alimentados pela Fé católica, com especial ênfase na devoção a Nossa Senhora, as TFPs e entidades afins do mundo inteiro têm no ensaio Revolução e Contra-Revolução, do Prof. Plínio Corrêa de Oliveira seu livro de cabeceira.

Solicitado pelos valorosos amigos de "Alleanza Cattolica", da Itália, a redigir um prefácio para a reedição de Revolução e Contra-Revolução naquele país, o Autor julgou melhor acrescentar à obra uma terceira parte, na qual analisa os quase vinte anos transcorridos desde a primeira edição de seu ensaio.

Catolicismo, que teve a honra de publicar em primeira mão, em abril de 1959, a obra do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, tem agora a alegria de oferecer a seus leitores neste número, novamente em primeira mão no Brasil, a Parte III de Revolução e Contra-Revolução.

Nela o leitor encontrará, em síntese substanciosa e brilhante, a análise da marcha da Revolução, de requinte em requinte, durante os últimos vinte anos. Como também a floração de TFPs e entidades congêneres pelo Ocidente. No momento em que o processo revolucionário atinge seu apogeu, está próxima a sua derrota. Pois entre os dois contendores, um é imortal: "As portas do inferno não prevalecerão contra Ela" (Mt. 16,18), a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, alma da Contra-Revolução. Acrescente-se a promessa de Nossa Senhora em Fátima, onde profetizou a catástrofe que desaba sobre o mundo, mas também o triunfo final de seu Coração Imaculado e Sapiencial.