ASSUNÇÃO: O MAIS RECENTE DOGMA

Assumpta est Maria in coelum. Gaudent angeli! Gaudent, quia cum Christo regnat". — Maria subiu aos Céus. Regozijai-vos com os Anjos! Regozijai-vos porque Ela reina com Cristo. Esta é por excelência a festa da glorificação de Nossa Senhora, comemorada no dia 15 deste mês. Festa que assumiu particular importância com a proclamação do mais recente Dogma da História da Igreja. Na vida da Igreja, a piedade é assunto chave. Piedade, aqui entendida não como a repetição rotineira e estéril de fórmulas e atos de culto. A verdadeira piedade é um dom descido do Céu, capaz de, pela correspondência do homem, regenerar e levar a Deus as almas, as famílias, os povos e as civilizações.

E o assunto chave da piedade católica é a devoção a Nossa Senhora. É Ela a Medianeira de todas as graças, e o grande segredo do triunfo na vida espiritual consiste em estar intimamente unido a Maria. Assim, não há objetivo mais essencial, nem tarefa mais fecunda, nem glória mais alta do que difundir a piedade mariana.

Refulgente dessa glória é a solene proclamação do Dogma da Assunção de Nossa Senhora, feita pelo Papa Pio XII em Roma, a 12 de novembro de 1950, perante 36 Cardeais, 700 Bispos e mais de 500 mil fiéis de todo o mundo:

"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a luz do Espírito da Verdade, para a glória de Deus onipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para a honra de Seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória de sua Igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Bem-aventurados Apóstolos São Pedro e São Paulo e com a Nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

Vale mais a máquina do que o homem?

A motocicleta acidentada atrai a atenção dos despreocupados e curiosos transeuntes. Sentimentos e cogitações das mais diversas lhes povoam certamente o espírito nesse momento... Mas... e o infeliz motociclista, estendido ao lado, ferido quiçá mortalmente?

Ninguém se anima a socorrê-lo! Eis uma cena do século XX. O leitor, que sensação experimenta diante dela: Indignação? Simpatia? Indiferença?

Na página 4, os fatos, suas causas e possíveis consequências.

TRAGÉDIA NO MAR DA CHINA

Frágeis embarcações singram as águas, deixando para trás o espectro do cativeiro. Nelas, um pugilo de heróis realiza uma das mais dramáticas epopeias de nosso tempo. São vietnamitas — fugitivos da tirania vermelha — que demandam terras do mundo livre.

Nas horas mais difíceis, anima-os a esperança de que uma nação não comunista os acolha, onde possam trabalhar, progredir e viver livremente com suas famílias. Requintes de insensibilidade — para não dizer maldade — quase inimagináveis, entretanto, manifestam-se contra esses inconformados, dignos de toda a admiração, por parte daqueles em quem eles depositam suas maiores esperanças (página 5).

VITIMAS INOCENTES DA «VIDA MODERNA»

Na foto, uma criança risonha e aparentemente feliz. Entretanto, essa menina francesa de cinco anos foi encarcerada durante oito meses, tendo por alimento apenas pão velho e sopa. Seu pai, bêbado, espancou-a até a morte para em seguida desertar da vida enforcando-se.

Esse não é um caso isolado. Na França, há atualmente 25 mil crianças torturadas e martirizadas pelos próprios pais. Nos Estados Unidos e em outros países, monstruosidades semelhantes se repetem. Um repórter francês atribui à "vida moderna" esse verdadeiro massacre de inocentes. Mas, será só isso? Leia na página 2.