Brilhante trajetória sacerdotal de meio século

No dia 30 de outubro o Exmo. Sr. Bispo Diocesano comemora o jubileu de ouro de sua ordenação sacerdotal. Foi declarado ano jubilar de D. Antonio de Castro Mayer, a partir de 30 de outubro de 1976, durante a cerimônia de coroação da Imagem Peregrina efetuada pelo insigne Antístite, perante mais de 20 mil fiéis, na cidade de São Fidelis (RJ). Comemora-se, assim, meio século de uma impressionante atividade apostólica, coroada, a partir de 1948, com a plenitude do sacerdócio. D. Mayer em sua brilhante vida eclesiástica desenvolveu múltiplas atividades, revelando, por mercê de Deus, possuir uma personalidade ímpar, dotada das mais variadas qualidades. Doutor em Sagrada Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, D. Antonio dedicou-se durante treze anos, ao magistério, lecionando Filosofia e Teologia dogmática no Seminário Arquidiocesano de São Paulo. Já durante aquela época começou a distinguir-se especialmente na última disciplina citada, vindo a se tornar, com o correr dos anos, num dos mais eminentes teólogos do Brasil. Outra faceta importante da atuação de S. Excia. foi o desempenho de uma função delicada e de grande responsabilidade. Soube o Sr. Bispo de Campos aplicar nela — a de Assistente Geral da Ação Católica Arquidiocesana — sua invejável cultura teológica, imprimindo notável desenvolvimento às atividades apostólicas em São Paulo. Distinguiu-se também pela segurança doutrinária e proficiência com que exerceu as atividades de Assistente Eclesiástico e colaborador do "Legionário", órgão católico editado na capital paulista de grande repercussão não só no Brasil como também no Exterior.

Ao mesmo tempo que desempenhou com zelo o cargo de Vigário Ecônomo da Paróquia de São José do Belém, dedicou-se também ao magistério, lecionando a cátedra de Religião na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras "Sedes Sapientiae" da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Nomeado por Pio. XII, em março de 1948, Bispo-coadjutor de Campos, tem início, com a plenitude do sacerdócio, nova fase da trajetória eclesiástica de D. Mayer. No plano intelectual, a figura do novo Bispo de Campos foi se projetando cada vez mais em todo o Brasil e no Exterior. Em 1950 fundou "Catolicismo" que se tornou em pouco tempo um mensário cultural de enorme projeção em todo o País, alcançando ainda significativa repercussão fora de nossas fronteiras. Além da fundação do Seminário Menor em 1956 e do Maior em 1967, S. Excia. publicou substanciosas e largamente difundidas Cartas Pastorais, algumas das quais foram traduzidas em vários países. Outro aspecto da atuação do Exmo. Sr. Bispo Diocesano é o apoio contínuo que tem concedido à Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), a maior entidade civil anticomunista do País.

O Clero e os fiéis da Diocese de Campos almejavam prestar no dia 30 de outubro uma condigna homenagem a seu ilustre e amado Antístite. Entretanto, preferiu este nessa data de tanta significação — não só para seus diocesanos como também para o grande número de amigos e admiradores com que conta D. Antonio no Brasil e no Exterior — dedicar-se ao recolhimento e oração. No dia 15 de novembro será oficiado em Campos solene Pontifical na Catedral-Basílica do Santíssimo Salvador em ação de graças pelo feliz evento.

A PATRONA DA AMÉRICA

O comum dos brasileiros pouco conhece do Peru. Sabe certamente que é um vizinho frequentemente abalado por revoluções, e que mantém laços especiais com o mundo comunista. No entanto, Lima chegou a ser uma das mais brilhantes capitais do Novo Mundo. E no Peru floresceu o maior número de Santos canonizados de nosso Continente. Entre estes, Santa Rosa de Lima, declarada Patrona principal da América em 1670. Na página 4, alguns traços dessa grande penitente, aqui retratada em seu leito de morte pelo pintor napolitano Angelino Medoro. O leitor poderá então penetrar no agradável ambiente do Peru tradicional, bem diferente do de nossos dias.

Bispos colaboram com regime comunista

Mais uma foto tristemente sintomática da "Ostpolitik" vaticana: D. Lazlo Lekai (à esquerda), sucessor do Cardeal Mindszenty como Arcebispo de Esztergom e Primaz da Hungria, presta juramento de fidelidade ao Presidente do Estado comunista húngaro, Pal Losonczi (à direita).

Posteriormente o Prelado foi nomeado Cardeal por Paulo VI.

Atrás, da esquerda para a direita: D. Jozsef ljjas, Arcebispo de Kalocsa e Presidente da Conferência Episcopal Húngara; Gyorgy Avzel, o vice-primeiro-ministro; e Imre Miklos, ministro de Estado para Assuntos Religiosos. Esse clima de relações entre o Episcopado magiar e o governo comunista de Budapest tornou possível ao Bispo de Pecs, D. Cserhati, fazer surpreendentes declarações, incentivando os católicos a colaborar com o regime ateu e marxista. Página 3.