Catolicismo n° 355-356, julho-agosto de 1980
Revista Catolicismo
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(continuação)

latino-americanos se opuseram. Isso não foi casual nem fruto de um ato impulsivo, mas fruto da luta dos povos do nosso Continente que pressionam por uma atitude soberana e revolucionária.

Que a unidade seja a meta dos que lutam pela libertação nacional, que a unidade seja a meta que nos permita caminhar com pé firme. Viva o povo do Brasil! (palmas).

10 . Encerramentos com música e lema sandinista

Frei Betto. – Nós queremos avisar que a Semana de Teologia prossegue amanhã, e agradecer a presença de todos aqui, e para encerrarmos nós vamos ouvir o grupo de teatro União e Olho Vivo, que vai nos apresentar mais um número musical.

Membro do Grupo-Teatro União e Olho Vivo. – Nós queríamos prestar uma homenagem ao heroico povo da Nicarágua, que tem mostrado, que está mostrando o caminho para os povos da América Latina. Gostaríamos de deixar uma pequena lembrança a todos os membros da delegação da Nicarágua.

Como isto é impossível, nós vamos entregar uma pequena lembrança ao Comandante Daniel Ortega. Uma lembrança que pertence à cultura brasileira, que é um instrumento musical chamado agogô.

Este instrumento tem para nós, o Teatro União e Olho Vivo, uma importância muito grande, e, creio, para toda a juventude brasileira, das Pastorais, da União Nacional dos Estudantes, dos camponeses, dos trabalhadores. Este instrumento, este agogô nos foi dado pelo Edval Nunes da Silva, o Cajá, que tem muito que ver com a Igreja, que tem muito que ver com a libertação do povo (palmas).

Música da unidade sandinista

A música que nós vamos mostrar é a nossa música, é a música que fala de unidade, é a música da unidade sandinista. Pediríamos a todos que ficassem de pé, porque é o hino da Frente Sandinista de Libertação Nacional.

-

Música.

Frei Betto. – Queremos pedir às pessoas presentes, em nome dos companheiros nicaraguenses responsáveis pela segurança do comandante Daniel Ortega e do Pe. Miguel D'Escoto, que ao fim desta cerimônia ninguém subisse ao palco, e procurassem facilitar, sobretudo os que estão ao fundo, a saída deles. E agradecemos.

No encerramento, aclamações e o lema sandinista: Patria libre! - O morir!"

E, para encerrar, pedimos uma salva de palmas ao bravo povo nicaraguense (palmas estrondosas, gritos, brados, assobios).

Uma voz. – Patria libre!

Todos. – O morir!


Com Fidel, sandinistas comemoram um ano de revolução

"Vemos com alegria como a vitória sandinista se consolida", escreveu Fidel Castro em carta ao governo da Nicarágua, por ocasião do primeiro aniversário da Revolução Sandinista, a 19 de julho corrente.

Reafirmou ainda o chefe comunista cubano a "solidariedade fiel e inquebrantável" de seu regime ao de Manágua. E elogiou a "ativa política internacional da Revolução Nicaraguense, que cumpre um honroso papel de primeira linha no movimento progressista e revolucionário mundial".

O ditador barbudo foi levar sua solidariedade aos sandinistas, nas comemorações em Manágua, ao lado de Yasser Arafat – da Organização de Libertação da Palestina – e de chefes de governo ou representantes de países comunistas. A administração do ultra concessivo Jimmy Carter – também elogiada por Castro como "inteligente" – enviou representantes, apesar dos furibundos ataques que tem recebido de membros da Junta nicaraguense.

A presença brasileira que mais chamou a atenção em Manágua foi a do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, Luís Inácio da Silva (Lula). Segundo o "Jornal do Brasil", 13/7/80 do Rio de Janeiro, o ex-líder sindical – que tem por "assessor" Frei Betto – deveria encontrar-se em Manágua com Fidel Castro e outros chefes de governo marxistas. Na capital nicaraguense, Lula declarou ainda que a única alternativa para os trabalhadores é "a luta contra a burguesia nacional e multinacional".

Aliança comuno-progressista

Pouco antes de deixar Manágua com destino a Havana, Fidel Castro reuniu-se com um grupo de 46 religiosos – católicos e protestantes – aos quais manifestou a sua intenção de formar uma "aliança entre marxistas-leninistas e religiosos cristãos progressistas", para ajudar a Revolução Nicaraguense.

Na ocasião, o tirano cubano fez esta impressionante declaração: "O perfeito comunista deve ser antes de tudo marxista e cristão".

(continua)

LEGENDA:
- Na véspera do primeiro aniversário da Revolução Sandinista, Fidel conversa com o embaixador norte-americano em Manágua.



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