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(continuação)

Depois de demonstrar esses pontos, São Jerônimo afirma categoricamente: “Devo apelar ao Espírito Santo para que expresse pela minha boca a sua intenção de defender a virgindade da Bem-aventurada Maria. E devo apelar ao Senhor Jesus para que guarde o sagrado aposento do ventre no qual Ele se abrigou por nove meses [...] E devo também rogar a Deus Padre que mostre que a mãe de seu Filho, que foi mãe antes de ser esposa, continuou virgem depois que seu Filho nasceu [...] Você diz que Maria não permaneceu virgem. Eu reivindico ainda mais: que o próprio José, por causa de Maria, foi virgem, para que de um conúbio virginal nascesse um filho virgem. Posto que, como homem santo, não cai na imputação de fornicação e não está escrito em lugar nenhum que tivesse outra esposa, e foi mais custódio que marido de Maria, a conclusão é que ele, que mereceu ser chamado pai do Senhor, permaneceu virgem”.7

A Vulgata — versão latina da Bíblia

Mas, a pedido de São Dâmaso, a gigantesca tarefa de São Jerônimo foi de rever e dar nova tradução, segundo o original hebreu, das várias versões latinas, algumas pouco fiéis, que circulavam em seu tempo.

O empreendimento de tal tarefa daria origem à tradução conhecida como Vulgata (do latim vulgare, que significa uso comum). “Nenhum homem antes de Jerônimo, entre seus contemporâneos, e muito poucos depois, eram tão bem qualificados para esse trabalho. O Concílio de Trento declarou [que] sua tradução [era] o texto autêntico para ser usado em todas as igrejas”8, escreveu um biógrafo do santo.

Admirado pelo trabalho de São Jerônimo, o Pe. Ribadeneira exclama: “Que doutor da Igreja há que trate as coisas sagradas com tão grande majestade, as chãs com tanta erudição, as ásperas com tanta eloquência, as obscuras com tanta luz, que assim se sirva de todas as ciências, divinas e humanas para explicar e pôr aos nossos olhos os mistérios de nossa santíssima religião?”.9

Muito avançado em idade e virtude, São Jerônimo faleceu no dia 30 de setembro do ano 420 em Belém, para onde havia se retirado. No mesmo dia apareceu a Santo Agostinho e desvendou-lhe o estado das almas bem-aventuradas no Céu. Seus ossos são venerados na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.


Notas:

1. Pedro de Ribadeneira, Flos Sanctorum, In Dr. Eduardo María Vilarrasa, La Leyenda de Oro, L. González y Compañía, Barcelona, 1897, tomo III, p. 640.

2. Remetemos os leitores para nosso artigo São Jerônimo: fortaleza da Cristandade em face da heresia, de setembro de 2000.

3. J. Forget, Dictionnaire de Théologie Catholique, Librairie Letouzey et Ané, Paris, 1924, tomo 8, cols. 907, 908.

4. Saint Jerome, De Viris Illustribus, New Advent, CD Rom edition.

5. Pe. Daniel Ruiz Bueno, Cartas de San Jerónimo, Biblioteca de Autores Cristianos, Madri, 1962, tomo II.

6. Adrien Fortescue, Theodosius I, in The Catholic Encyclopedia, CD Rom edition.

7. Saint Jerome, The Perpetual Virginity of Blessed Mary, ns. 2 e 21, New Advent, CD Rom edition.

8. Pe. Leslie J. Hoppe, O.F.M., Saint Jerome, in http://www.doctorsofthecatholicchurch.com/J.html

9. Pe. Ribadaneira, op. cit. p. 644.


S.O.S FAMÍLIA

Trauma psicológico pós-aborto

Paulo Roberto Campos

Jovem revela que, mesmo após confessar-se, não perdoa a si própria por ter abortado o seu bebê.

Adela Alonso [foto], uma jovem paraguaia de 22 anos, revelou o padecimento moral e a angústia que lhe causou o fato de ter feito um aborto no segundo mês de gravidez. Ela afirmou no programa de TV RPC (Red Paraguaya de Comunicación) que, mesmo tendo-se confessado e obtido o perdão pelo seu pecado, não consegue perdoar-se a si mesma.

Chorando muito, disse que abortou em 17 de abril último, dois dias depois de seu aniversário, e que até hoje não consegue superar aquele que foi o momento mais aflitivo e difícil de sua existência.

Ela fez a revelação no programa de reality show “Mundos Opuestos”. Num momento em que comentava sua vida, bastante comovida, declarou: “Quando abortei, eu escutei o ruído que se fazia quando trituravam o bebê. E não posso esquecer isso. Acho que é difícil perdoar a mim mesma, embora tenha me confessado, não estou tranquila comigo mesma; eu me sinto como uma assassina”.

No final de seu depoimento, disse ainda: “Perdão! Perdão, Fausto, ou perdão, Adela”. A jovem explicou que se o bebê fosse menino se chamaria Fausto; e se fosse menina, Adela.

“Perdão! Perdão!”. Com essas palavras encerrou, pois não conseguia mais falar por ter ficado com a voz embargada.

Queira Deus que verdadeiramente arrependida e com o coração contrito e humilhado, a jovem seja perdoada e que o bebê possa interceder por ela junto ao Divino Salvador.


“Memorial para as Crianças Não-Nascidas”.

Assim se denomina a escultura [foto abaixo] do jovem artista eslovaco Martin Hudáček. Ele conseguiu expressar bem a dor de uma mãe por um filho não nascido, e o seu remorso por ele ter sido abortado.

O pranto da mãe ajoelhada representa seu arrependimento. A criança, afetuosamente acariciando a cabeça da mãe, representa o perdão concedido a um coração contrito e humilhado. Os laivos em vermelho representam o sangue...

Uma escultura que materializou o sentimento que se poderia definir como “trauma pós-aborto” — que acarreta vários sintomas, entre os quais a depressão.

A psiquiatra Martha Shuping, doutora pela Universidade de Michigan (EUA), que trata de mulheres que padecem do mencionado trauma, comentou a escultura: “Acredito que essa imagem maravilhosa vai ressoar no coração de muitas mulheres que fizeram aborto. Ela ilustra quão catastrófica é tal experiência”.



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