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Força Aérea forte e organizada para enfrentar ameaças à integridade nacional

Nelson Ramos Barretto

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu em 20 de agosto último no Club Homs, situado na Avenida Paulista da capital bandeirante, uma brilhante conferência do Major Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno, chefe de gabinete do Comandante da Aeronáutica (foto à dir.).

Abrindo a sessão, o Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira, diretor do Instituto, recordou as anteriores conferências de representantes do Exército e da Marinha, as quais foram de grande proveito para o conhecimento das reais potencialidades dessas duas armas. Mas faltava que um membro graduado da Aeronáutica discorresse sobre a capacidade de defesa aérea de que o Brasil dispõe, tendo em vista nossa enorme extensão territorial.

Para atender a esse anseio, o Instituto convidou uma grande autoridade na matéria, o Major Brigadeiro Damasceno, conhecido por sua competência e brilhante carreira, premiada com 32 condecorações.

Ele apresentou um histórico da força militar mais jovem — de 76 anos, fundada em 1941 —, dividindo-a em quatro gerações de 25 anos: a primeira, de 1941 a 1966, trabalhou na consolidação das bases e do sistema civil; a segunda, de 1966 a 1991, organizou o sistema de defesa e a indústria aérea com a Embraer; a terceira, de 1991 a 2016, estabeleceu o comando, o controle e a missão de interoperabilidade; e, por fim, a quarta geração, de 2016 a 2041, está realizando a operação conjunta e combinada.

O mais recente plano de defesa e manutenção da soberania — Dimensão 22 — compreende 12 milhões de km2 do território mais a plataforma continental, com outros 10 milhões de águas internacionais. Esses 22 milhões são calculados em termos de volume, por incluírem a altura do espaço aéreo.

O brigadeiro Damasceno ressaltou que essa meta só é alcançável mediante virtudes como disciplina, patriotismo, integridade, profissionalismo e comprometimento. O lema da FAB — Asas que protegem o País — baseia-se nas ações Integrar Defender Controlar.

O Controle Aéreo — SISDACTA — conta com 174 postos em funcionamento 24 horas por dia, ao mesmo tempo em que nas bases de aviões de caça um piloto e um sargento mecânico estão de prontidão para um eventual voo de interceptação de tráfico. Anualmente são detectados em média 1.500 tráficos ilícitos, em sua maioria irregularidades por falta de plano de voo.

Além de uma rede de radares, o brigadeiro Damasceno explicou os procedimentos observados nas detecções, especialmente na fronteira seca. Depois da advertência vem o tiro de aviso e, por fim, o tiro de destruição, que só é acionado com autorização do Comandante da Aeronáutica por delegação do Presidente da República.

Projetando breves filmes, o conferencista mostrou as várias funções da FAB, os novos aviões de caça Gripen, adquiridos da Suécia, bem como os cargueiros KC 390, de fabricação nacional — os maiores aviões produzidos no hemisfério sul e com boas expectativas de exportação.

Um novo Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), foi lançado do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa. Após voar a uma velocidade da rotação da Terra, esse satélite permanece “estacionado”, supervisionando continuamente o espaço aéreo brasileiro.

O brigadeiro ressaltou que o orçamento da FAB corresponde a 3% da receita e que nas pesquisas de confiabilidade as Forças Armadas estão em primeiro lugar, acima das Igrejas.

Ele terminou sua exposição com chave de ouro, citando Otto von Bismarck (“Com leis ruins e funcionários bons ainda é possível governar; mas com funcionários ruins as melhores leis não servem para nada”) e Plinio Corrêa de Oliveira (“Civilização é a possibilidade que Deus dá aos homens de melhorar o rascunho que Ele mesmo fez”).

Nas perguntas foi levantado o perigo da Venezuela — que praticamente caiu sob o regime comunista — e, em consequência, uma eventual invasão pelo Norte do Brasil. Estaremos preparados para defender as nossas fronteiras? O brigadeiro respondeu que as questões políticas são ligadas a outros Ministérios, mas garantiu que a diplomacia precisa de Forças Armadas fortes.

No final do evento foram sorteados livros difundidos pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Por sua vez, o brigadeiro entregou aos participantes da mesa uma bela medalha do GABAER (Gabinete do Comandante da Aeronáutica).

O encontro se encerrou com o tradicional coquetel e animadas conversas. No site do Instituto (http://ipco.org.br) pode-se assistir ao vídeo completo da conferência.

LEGENDA:
O Coronel de Cavalaria reformado Carlos Antonio Espírito Hofmeister Poli oferece ao Major Brigadeiro, o livro "Minha Vida Pública - Compilação de relatos autobiográficos de Plinio Corrêa de Oliveira".



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