Catolicismo - Acervo
Busca Google dentro do Site:
«
»
<<       Página       >>


AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES

Dois símbolos

Duas crianças, duas mentalidades, duas Inglaterras

(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 4 de março de 1972. Sem revisão do autor.)

Plinio Corrêa de Oliveira

Na foto, a rainha Elizabeth, em traje da Ordem da Jarreteira, encontra-se numa carruagem aberta, acompanhada por sua guarda de honra e lacaios.

Observem o menino e a menina. Duas crianças, duas mentalidades completamente diferentes. A menina, bobinha, olhando para tudo e para nada, como uma trouxa, sentada, rindo de qualquer coisa que não é a rainha, com a atenção posta em outro ponto.

Muito diferente é a posição do menino. Notem que ele está numa atitude como se visse passar uma procissão. Altamente enlevado com o aparato que cerca a rainha, de tal maneira que suas mãos estão postas como em oração. Toda a atitude dele é de recolhimento, verdadeiramente de devoção, maravilhado, enlevado com a pompa tradicional da Inglaterra.

Poder-se-ia dizer que essas duas crianças simbolizam as duas Inglaterras.

A menina tem a fisionomia de preservadinha, mas sem predisposição de vigilância, de luta para manter a virtude. O ambiente dela é, provavelmente, meio preservado. Uma menina direitinha, mas sem força e sem princípios. Assim, crescendo, poderia dar numa versão feminina de playboy ou de hippie; como poderia dar também numa secretária ou funcionária comum. Ela representa o tipo de uma Inglaterra materialista, terra-a-terra, do gozo da vida.

Enquanto o menino é de outro tipo, representa a Inglaterra tradicional. Ele não está pensando em si, em seu conforto, em sua carreira; está pensando no quanto é bonito e glorioso o cortejo da rainha — o que o deixa alegre. Caso conhecesse o hino Gloria in excelsis Deo, ele diria à rainha: “Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam” (Nós vos damos graças por vossa imensa glória) “Muito obrigado, por causa da grande glória que vos cerca”, e agradeceria pela glória dela.

Ele diria isso não por vantagem pessoal, mas pelo fato de a rainha ser como é. O que é compreensível na medida em que as coisas terrenas são imagens de Deus e em que o chefe de Estado representa Deus. Assim se pode conceber perfeitamente que o aparato que cerca a rainha seja para o menino um aparato de significação religiosa.



Advertência

Este texto, reconhecido pelo processo OCR, não passou por revisão e pode conter erros de digitação.
Sua transcrição parcial ou total está autorizada, desde que seja citada a fonte e o texto conferido com o da imagem original.

Agradecemos desde já reportar-nos erros de digitação, através do
Fale conosco


CRÉDITOS
© Copyright 1951 -

Editora Padre Belchior de Pontes Ltda.

Diretor
Paulo Corrêa de Brito Filho

Jornalista Responsável
Nelson Ramos Barreto
Registro na DRT/DF
sob o nº 3116

Administração
Rua Javaés, 681
1° Andar
Bairro Bom Retiro
CEP 01130-010
São Paulo- SP

SAC
(11) 3331 4522
(11) 3331-4790
(11) 2843-9487

Correspondência
Caixa Postal 707
CEP 01031-970
São Paulo-SP

E-mail:
catolicismo@terra.com.br

ISSN 0102-8502

 HOME 
 
TOPO
+ZOOM
-ZOOM
Home Page
ÍNDICE
Ir ao texto da matéria
TEXTO