Catolicismo - Acervo
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CARTA DO DIRETOR

Caro leitor,

No ano de 1917 eclodiram agitações na Rússia, que desfecharam na Revolução Comunista. Naquele mesmo ano ocorreram as aparições de Nossa Senhora de Fátima.

Enquanto Ela anunciava, no extremo ocidental da Europa, esperanças e tragédias, na outra extremidade do continente europeu antros infernais suscitavam na Rússia a revolução que forçou o Czar Nicolau II a abdicar, que abalou o mundo e executou mais de 100 milhões de pessoas.

Assim, em 1917 iniciou-se um conflito de âmbito universal, que poderia ser qualificado de "guerra dos profetas". De um lado estava a profecia de Fátima com sua previsão de que a Rússia espalharia seus erros caso a humanidade não se convertesse; e de outro, a infernal "profecia" decretada por Lenin ao promover perseguições visando extinguir a Igreja Católica e instaurar no mundo uma anti-ordem gnóstica e igualitária.

Mas a mesma Senhora de Fátima que anunciou os "erros da Rússia" prometeu também o triunfo de Seu Imaculado Coração.

O artigo de capa da presente edição explica a distinção entre as duas escolas de profecia: a da alienação e a da desalienação. E apresenta a seguir a voz de alerta de dois Papas — Pio XI e Pio XII —, bem como a previsão do insigne líder católico Plinio Corrêa de Oliveira, contida em uma carta datada de 1929.

Os "erros da Rússia" geraram a Segunda Guerra Mundial, revoluções e conflitos nos cinco continentes. E propiciaram, no período pós-Concílio Vaticano II, uma suicida aproximação diplomática com o regime comunista, conhecida como Ostpolitik.

A matéria de capa refere-se ainda a dois episódios culminantes da história contemporânea da Igreja.

O primeiro deles é o Concílio Vaticano II, cujos dirigentes não levaram em consideração a mensagem de 213 Padres Conciliares pedindo a condenação do comunismo. Em consequência do não atendimento desse pedido, os "erros da Rússia" continuaram a se expandir pelo mundo, impulsionando aquilo que o Papa Paulo VI definiu como "fumaça de Satanás". Sem dúvida, a profecia de Fátima é uma espada cravada no coração da Revolução anticristã.

Neste centenário da Mensagem de Fátima e da Revolução bolchevista, a primeira é mais atual do que nunca. E necessária para que a humanidade, castigada pela Providência divina por não se ter convertido, esteja preparada para o anunciado triunfo prometido pela Santa Mãe de Deus em 1917.

Desejo a todos uma boa leitura.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

DIRETOR


POR QUE NOSSA SENHORA CHORA?

Três razões para as lágrimas da Mãe de Deus

Paulo Henrique Américo de Araújo

O pressuposto de tudo que se escreve nesta seção são os lamentos – algumas vezes manifestados em lágrimas – da Virgem Santíssima diante da decadência do mundo contemporâneo. Decadência que é fruto de pecados individuais? Sim! Mas, especialmente, de seus reflexos sobre todas as esferas do agir humano: desde a sociedade temporal até dentro da Igreja.

As manifestações de dor pelos pecados dos homens transparecem em algumas das aparições de Nossa Senhora.

Por exemplo, durante seu copioso pranto em La Salette, em 1846, diante do qual Melanie, a pequena vidente, quis consolá-la. — Quem de nós não gostaria de fazer o mesmo, e até de chorar com Nossa Senhora? Melanie escreveu: "Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: 'Minha mãe querida, não choreis! Quero Vos amar por todos os homens da Terra'".

De fato, essa cena é própria a causar compaixão em qualquer coração verdadeiramente católico. A Virgem cobria o rosto com as mãos e as lágrimas lhe corriam pelas vestes...

Nossa Senhora chorava e lamentava, dentre outras coisas, pelos pecados decorrentes da não observância do descanso dominical, das blasfêmias e da degradação moral do clero. Este último de uma gravidade muito maior.

Acontecimentos que deixaram rastros de destruição

Anos antes das aparições de La Salette, em 1830, a Mãe de Deus havia se manifestado a Santa Catarina

(continua)

Foto: Luis Dufaur – Nossa Senhora de La Salette chorando.



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