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(continuação)

Isso provocou a ira do Imperador Luís II [gravura ao lado], que após unir-se a seu irmão Lotário, avançou contra Roma e a sitiou. Apesar de confinado em São Pedro por dois dias sem alimentos, o Papa não voltou atrás. Diante da atitude firme do Pontífice, Luís reconciliou-se com ele, retirou suas tropas, não impedindo que antes elas se entregassem ao saque da Cidade Eterna.

O caso teve depois disso muitas oscilações, mas Nicolau nunca conseguiu a reconciliação de Lotário com sua legítima esposa. O Pontífice faleceu antes de qualquer acordo definitivo, cabendo a seu sucessor, Adriano II, encontrar uma solução em que fossem ressalvadas as questões de princípio.

Com relação a todo esse assunto, "Nicolau I havia julgado necessário afirmar, na circunstância, o direito soberano da Igreja e a autoridade suprema da Santa Sé Apostólica de se ocupar das questões matrimoniais, bem como o cuidado zeloso que deve tomar a sociedade eclesiástica de não conceder, nessas matérias delicadas, julgamento algum de comprazimento".6

O Papa teve também que intervir no caso da princesa Judite, filha de Carlos o Calvo, que se casou com o conde de Flandres sem o consentimento do pai. Os bispos franceses a excomungaram, mas São Nicolau, para proteger a liberdade do casamento, tomou posição em favor da princesa e medidas eclesiásticas contra os bispos que negligenciaram assim suas responsabilidades no caso.7

O Papa e os Prelados mundanos

"Depois que a renascença carolíngia tinha dado novo lustro à velha instituição metropolitana, não deixou de haver prelados dessa ordem que costumavam considerar suas funções como superiores a qualquer controle. Nicolau vai mostrar-lhes que, por mais importante que seja a sua função, ela não repousava, em última análise, senão em uma concessão da Sé apostólica. Esta é uma velha ideia de São Leão Magno, que retoma com ele todo seu vigor".8

Entretanto, Nicolau não deixa de defender o direito dos Prelados, quando é o caso. Nesse sentido, ele protesta veementemente quando o rei Lotário nomeia um bispo para a Sé de Reims, violando assim o privilégio da mesma. E quando o rei bretão se insurge contra Carlos o Calvo e a jurisdição da metrópole de Tours, Nicolau lhe recorda energicamente os direitos desta última.

As ideias do Santo sobre o papado "saem, antes de tudo, dos fatos que acabamos de ver. Entretanto, elas se revestiram de uma expressão tão nítida nos documentos emanados por ele, que exerceram uma profunda influência tanto em seus contemporâneos quanto na posteridade. Bom número de textos saídos de sua pena passou para as coleções canônicas da alta Idade Média e contribuíram não pouco para a formação das ideias que então se faziam na época dos poderes do papado".9

Enfim, Nicolau reconstruiu e dotou muitas igrejas, procurando sempre incentivar a vida religiosa. Sua própria vida pessoal era guiada por um espírito ascético e de profunda piedade. Ele era de tal modo estimado pelos cidadãos de Roma e pelos seus contemporâneos em geral, que à sua morte já era considerado santo. Sua festividade é comemorada no dia 13 de novembro.

"O mundo cristão chorou a perda desde Pontífice com mostras de sensível dor; seus contemporâneos e a posteridade lhe deram o título de 'Grande', e o viram como outro dos mais esclarecidos personagens que ocuparam a Santa Sé; todos os escritores convêm em que, por seu zelo ilustrado, firmeza de caráter, e por sua inesgotável caridade, ele é credor da admiração e do respeito de toda a Igreja".10

Notas:

1. J.P. Kirsch, Pope St. Nicholas I, in The Catholic Encyclopedia, CDRoom edition.

2. E. Amann, Nicolas I (Saint), in Diccionnaire de Théologie Catholique, Librarie Letouzey et Ané, Paris, 1931, tomo XI, col. 506.

3. J.P. Kirsch, The Catholic Encyclopedia.

4. Les premiers temps de l'État pontifical, p. 115, in Amann, op. cit. col. 506.

5. V. Sebastián Iranzo, San Nicolás, Papa, in Gran Enciclopedia Rialp, Ediciones Rialp, S.A., Madri, 1973, p. 811.

6. Amann, op.cit. col. 515.

7. Cfr. Kirsch, op. cit.

8. Amann, op. cit. col. 515.

9. Id., col. 520.

10. Pe. Pedro de Ribadeneira, S.J., Flos Sanctorum, in Dr. Eduardo Maria Vilarrasa, La Leyenda de Oro, L. González y Compañia, Editores, Barcelona, 1897, tomo IV, p. 312.


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