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(continuação)

fechadas e as estradas precisam contorná-las com longos desvios. As licenças ambientais são negadas. Ele citou o exemplo da estrada de ferro ao lado da rodovia BR 163, que até agora não foi autorizada.

A respeito do uso das terras, com os dados do Cadastro Ambiental Rural, depois de um minucioso trabalho de cruzamento de dados, a EMBRAPA conseguiu fazer o levantamento das áreas preservadas dentro das propriedades rurais.

São 4.104.000 propriedades (Mato Grosso do Sul e Espírito Santo ainda não foram incluídos). São declarações com todas as despesas arcadas pelos proprietários, com números que desmascaram as acusações e os mitos difundidos pelos ambientalistas radicais.

Mais de 66% do território nacional é recoberto por vegetação nativa. Número que sobe para quase 75% quando agregadas as áreas de pastagem nativa do Pantanal, do Pampa, da Caatinga e dos Cerrados.

Toda a produção de grãos (milho, arroz, soja, feijão...), fibras (algodão, celulose...) e agroenergia (cana-de-açúcar, florestas energéticas...) ocupa 9% do País.

Os agricultores preservam mais vegetação nativa no interior de seus imóveis (20,5% do Brasil) do que todas as unidades de conservação juntas (14%)!

Os agricultores informaram detalhadamente, num mapa com base em imagens de satélite e em diversas fichas, todo o uso e ocupação de suas terras, em conformidade com o Código Florestal.

É como se ao declarar o Imposto de Renda o contribuinte informasse a planta da casa, a disposição de cada móvel, o uso de cada cômodo e ainda, na Amazônia, por exemplo, deixasse claro que não utiliza 80% de seu apartamento a título de reserva legal. E que cuida de tudo e paga impostos, mesmo sobre o que lhe é vedado usar.

Os dados finalizados pela EMBRAPA demonstram o papel único da agropecuária na preservação ambiental. Na região Sul, as áreas preservadas pelos agricultores superam em mais de oito vezes as protegidas. Considerando apenas a área agrícola, os produtores preservam 26% das terras, número bem superior à exigência do Código Florestal.

No Sudeste, os produtores preservam 17% da região, em vegetação nativa e ecossistemas lacustres e palustres. Já as áreas protegidas equivalem a 4%. Na área rural, eles preservam 29% de suas terras, também bem acima da exigência do Código Florestal.

No Centro-Oeste, os produtores preservam em seus imóveis 33% da região, ante 14% em áreas protegidas. Mais uma vez, num porcentual superior à exigência do Código Florestal: 49% das terras, ou seja, a metade.

E as pastagens nativas? Ninguém plantou a vegetação do Pantanal, do Pampa, da Caatinga, dos Cerrados e dos campos de altitude exploradas de forma sustentável pela pecuária. Essa vegetação nativa é mantida pela pecuária há séculos. Com ela se chega a quase 75% do território nacional.

Não há no Brasil categoria profissional que preserve tanto o meio ambiente quanto os agricultores, contra os quais — pasmem — algumas instituições insistem em organizar verdadeira "inquisição informatizada" para analisar a situação ambiental de cada um.

Esse enorme esforço de preservação nos imóveis rurais beneficia toda a Nação. A responsabilidade e os custos recaem inteiramente sobre os produtores, sem contrapartida da sociedade, principalmente dos consumidores urbanos.

No final, o Dr. Evaristo respondeu a diversas perguntas dos presentes e mostrou que o mito do aquecimento global começa pelos livros escolares. Antigamente se ensinava sobre os ciclos da água, com a evaporação, a formação de nuvens, da chuva, que corria para os rios e oceanos. Assim também o ciclo do carbono das florestas.

Isso é baseado no princípio "Na natureza nada se perde tudo se transforma", do grande cientista católico francês Lavoisier, tragicamente guilhotinado pela Revolução Francesa com toda a sua equipe de estudiosos. Por ironia da história, quando Lavoisier pediu três dias para terminar de escrever suas descobertas, o revolucionário seguidor da deusa Razão negou-lhe rotundamente, respondendo que a Revolução não precisava da ciência...

Assim, os novos revolucionários ecologistas criam mitos sem comprovação na realidade. O Dr. Evaristo lembrou que em Campinas (SP), há uma Estação Meteorológica com mais de 130 anos, fundada por D. Pedro II. O regime de chuvas se repete. Foi feita a média anual de chuva, mas curiosamente em nenhum ano choveu a média exata.

No final da palestra o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança agradeceu ao orador pela brilhante conferência, destacando sua semelhança com o pensamento do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, que dividia as correntes entre realistas e idealistas. E acrescentou que o Dr. Evaristo, agindo à imitação de Santo Tomás de Aquino — que partia da realidade para chegar até as grandes ideias —, baseou-se na realidade objetiva da natureza tal qual Deus a criou para realizar esses estudos de suma importância para a agropecuária.

• No site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (http://ipco.org.br) pode-se assistir ao vídeo completo da conferência com todos os dados, números, quadros e ilustrações projetadas pelo Dr. Evaristo Eduardo de Miranda.

LEGENDA: Panorâmica do Pantanal.



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