Catolicismo - Acervo
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(continuação)

“Como os cataclismos, as más paixões têm uma força imensa, mas para destruir.

“Essa força já tem potencialmente, no primeiro instante de suas grandes explosões, toda a virulência que se patenteará mais tarde nos seus piores excessos. Nas primeiras negações do protestantismo, por exemplo, já estavam implícitos os anelos anarquistas do comunismo.

“Se, do ponto de vista da formulação explícita, Lutero não era senão Lutero, todas as tendências, todo o estado de alma, todos os imponderáveis da explosão luterana já traziam consigo, de modo autêntico e pleno, embora implícito, o espírito de Voltaire e de Robespierre, de Marx e de Lenine”. (Cfr. Leão XIII, Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 28/12/1878, Bonne Presse, Paris, vol. I, p. 28).

“Lutero: não e não!” — “Lutero pensa que é divino!”

Como até na Igreja Católica setores progressistas celebraram o referido V Centenário — uma incoerência que provocou desconcerto e perplexidade em inúmeros fiéis católicos —, aconselhamos a leitura de duas memoráveis colaborações do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para a “Folha de S. Paulo” (27-12-1983 e em 10-1-1984), a primeira intitulada Lutero: não e não! e a segunda, Lutero pensa que é divino!. Ambas estão disponíveis na íntegra no site desta revista (vide link no final1), mas nos quadros à p. 7 e à p. 9 encontram-se alguns excertos delas.

Sua leitura nos auxilia a fazer uma análise sobre a gravidade dessa celebração tão ilógica como assombrosa: a “esquerda católica” enaltecendo Lutero, autor de tantos erros, blasfêmias, revoltas, confusões e cismas! Como podem autoridades eclesiásticas comemorar o ódio contra a Igreja Católica e o desejo de destruí-La?

Selo memorial: inconcebível homenagem a Lutero

As comemorações promovidas por altas cúpulas da Igreja Católica para homenagear a pseudo-reforma protestante deixaram os fiéis sem entender que lógica há em festejar a figura do revoltado heresiarca que se empenhou, entre outras coisas, na destruição da própria Igreja Católica e na abolição do Papado.

Tais celebrações — que se iniciaram no dia 31 de outubro do ano passado na igreja luterana de Lund (Suécia) e contaram inclusive com a presença do Papa Francisco —

(continua na página 8)

LEGENDA:
Estátua de Santo Inácio de Loyola transpassando o heresiarca Martinho Lutero com o poder da Sagrada Eucaristia. Igreja de São Nicolau, Praga.


LUTERO: NÃO E NÃO!

Excertos do artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, na “Folha de S. Paulo”, 27 de dezembro de 1983

Comecemos por citar textos colhidos na obra [de Funck-Brentano]: “Luther” (Grasset, Paris, 1934, 7ª ed., 352 pp.). E vamos diretamente a esta blasfêmia sem nome: “Cristo — diz Lutero — cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela? Depois com Madalena, em seguida com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar, antes de morrer” (“Propos de table”, nº 1472, ed. de Weimar 2. 107 – cfr op. cit. p. 235).

Lido isto, não nos surpreende que Lutero pense — como assinala Funck-Brentano — que “certamente Deus é grande e poderoso, bom e misericordioso [...] mas é estúpido — “Deus est stultissimus” (“Propos de table”, no. 963, ed. de Weimar, I, 487). [...]

Coerente ainda nesta abominável sequência, um panfleto de Lutero intitulado “Contra o pontificado romano fundado pelo diabo”, de março de 1545, chamava o Papa, não “Santíssimo”, segundo o costume, mas “infernalíssimo”, e acrescentava que o Papado mostrou-se sempre sedento de sangue (cfr. op. cit. pp. 337-338).

Não espanta que, movido por tais ideias, Lutero escrevesse a Melanchton, a propósito das sangrentas perseguições de Henrique VIII contra os católicos da Inglaterra. “É lícito encolerizar-se quando se sabe que espécie de traidores, ladrões e assassinos são os papas, seus cardeais e legados. Prouvesse a Deus que vários reis da Inglaterra se empenhassem em acabar com eles” (op. cit. p. 254). [...]

Esse ódio de Lutero o acompanhou até o fim da vida. Afirma Funck-Brentano: “Seu último sermão público em Wittenberg é de 17 de janeiro de 1546; o último grito de maldição contra o papa, o sacrifício da missa, o culto da Virgem” (op. cit., p. 340). [...]

Nada mais desconcertante e até vertiginoso, do que o ocorrido quando comemoração do quingentésimo aniversário do nascimento de Lutero num esquálido templo protestante de Roma, no dia 11 do corrente.

Deste ato festivo, de amor e admiração à memória do heresiarca, participou o prelado que o conclave de 1978 elegeu Papa. E ao qual caberia, portanto, a missão de defender, contra heresiarcas e hereges, os santos nomes de Deus e de Jesus Cristo, a Santa Missa, a Sagrada Eucaristia e o Papado!

“Vertiginoso, espantoso” — gemeu, a tal propósito, meu coração de católico. Que, sem embargo, com isto redobrou de fé e veneração pelo Papado.



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