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(continuação)

que concede novo filho a Betsabé, o célebre Salomão, a quem o Senhor envia “o profeta Natan, que deu ao menino o nome de ‘Amável ao Senhor’ porque o Senhor o amava” (id. ib. 25).

Quando suas forças diminuem com a idade e os sofrimentos, o rei quase é morto numa batalha. Salvo pela valentia de um de seus soldados, estes lhe suplicam não mais sair em batalha “para que não se apague a lâmpada de Israel” (Id. 21, 17).

Mas essa lâmpada já tinha perdido seu primeiro fulgor. E ofusca-se mais quando Davi atrai de novo a cólera de Deus ao mandar, por vaidade, recensear seu numeroso povo. Isso traz como consequência uma peste: “Eu sou o que pequei, eu fui o que procedi mal; que fizeram estes, que são as ovelhas? Volte-se, te peço, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai!” (id., ib. 16, 17), é a súplica de Davi ao Senhor, a quem oferece sacrifícios, fazendo cessar Sua cólera.

Tendo após muitas recomendações sagrado Salomão o seu sucessor, o Real Profeta “morreu numa ditosa velhice cheio de dias, de bens e de glória” (I Cron 29, 28; I Reis 2, 10). v

Nota:
* A poligamia (casamento de um homem com diversas mulheres), pelo fato de que não se opõe ao fim primário do matrimônio (a procriação), podia existir por explícita dispensa divina como sucedeu no Antigo Testamento, mas não a “poliandria” (casamento de uma mulher com vários homens) (cfr. Gen. 16, 2; 21, 12; Deut 21, 15). Tal dispensa teve por finalidade o mais rápido povoamento da Terra depois do Dilúvio e foi abolida por Nosso Senhor (Mt 19, 9; Mc 10, 11; Lc 16, 18), “que declarou que a dispensa foi dada ‘propter duritiam cordis’ (por causa da dureza dos corações), enquanto que, no princípio não era assim (Mt 19, 8)”. (Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, Casa Editrice G. S. Sansoni, Firenze, 1952, tomo 9, p. 1681).


Rei segundo o coração de Deus

“A Bíblia narra os pecados e fraquezas de Davi sem desculpas ou atenuações, mas também narra seu arrependimento, seus atos de virtude, sua generosidade para com Saul, sua grande fé e sua piedade. Os críticos que têm recriminado violentamente seu caráter, não consideraram as difíceis circunstâncias nas quais ele viveu ou os modos de seu tempo. Não é crítico nem científico exagerar suas faltas ou imaginar toda sua história como uma série de mitos. A vida de Davi foi uma importante época na história de Israel. Ele foi o real fundador da monarquia, a cabeça da dinastia. Escolhido por Deus ‘como homem conforme seu coração’, Davi foi experimentado na escola do sofrimento durante os dias de exílio, e transformou-se num líder militar renomado”. [...]

1. “Davi não era meramente rei e governador, ele era também profeta. ‘O espírito do Senhor falou por minha boca, e sua palavra por minha língua’ (II Reis, 23, 2) é uma afirmação direta da inspiração profética no poema ali registrado. São Pedro nos diz que ele era um profeta (Atos II, 30). Suas profecias estão incorporadas nos Salmos que ele compôs, que são literalmente messiânicos [...] Eles se referem ao sofrimento, perseguição, e a triunfante libertação de Cristo, ou às prerrogativas a Ele conferidas pelo Pai. [...] o próprio Davi foi sempre visto como uma figura do Messias. Nisso a Igreja não faz senão seguir o ensinamento dos Profetas do Velho Testamento. O Messias devia ser o grande rei teocrático; Davi, seu antecessor, foi um rei segundo o coração de Deus. Suas qualidades e mesmo o seu nome foram atribuídos ao Messias. Alguns incidentes da vida de Davi são vistos pelos Padres como prenunciando a vida de Cristo; Belém é o local de nascimento dos dois; a vida de pastoreio de Davi aponta para Cristo, o Bom Pastor; as cinco pedras escolhidas para derrubar Golias, são típicas das cinco chagas; a traição por seu acreditado conselheiro, Achitophel, e a passagem sobre o Cedrom, nos lembra a Sagrada Paixão de Cristo. Muitos dos Salmos, como nos mostram o Novo Testamento, são claramente típicos do futuro Messias”. (John Corbett, King David, in The Catholic Encyclopedia, CD Room edition).


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