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São Nicolau, Papai Noel...

“Papai Noel” na Palestina, no Japão e de camelo nos países árabes. Um velho sem profissão nem religião conhecida, podendo perfeitamente ser um agnóstico e mentalmente um tanto decrépito, que reparte presentes não se sabe para quê nem por conta de quem…

(continuação)

processo de decadência da Cristandade descrito por Plinio Corrêa de Oliveira em seu célebre ensaio Revolução e Contra-Revolução.

Durante a pseudo-Reforma chefiada por Lutero — por incrível que pareça, comemorada há pouco em ambientes progressistas da Igreja Católica —, para se colocar no mesmo nível do igualitarismo calvinista, as vestimentas episcopais de São Nicolau desapareceram em alguns países sendo substituídas por uma roupa civil. Como os protestantes não têm hierarquia eclesiástica nem culto aos santos, a própria figura do santo bispo foi diluída. Assim deformado, passou para a América do Norte.

De São Nicolau ao Papai Noel comercial...

No século XIX, ao sopro das ideias da Revolução Francesa, essa versão norte-americana do personagem — ao qual se passou chamar “Santa Claus” e que guardava ainda certos vestígios de São Nicolau — se laicizou completamente, transformando-se no fictício “Papai Noel” que hoje conhecemos: um velho de aspecto vulgar, obeso e bonacheirão, sem profissão nem religião conhecida, podendo perfeitamente ser um agnóstico e mentalmente um tanto decrépito, que reparte presentes não se sabe para quê nem por conta de quem… Quem lucra? — O comércio!

Já no século XX, novo passo na decadência: com a hegemonia política iniciada pelos Estados Unidos a partir da vitória aliada na Guerra de 1914-1918 sobreveio uma concomitante hegemonia cultural norte-americana que impôs universalmente os estilos do American way of life.

Com isso, um “Papai Noel” tosco e proletário, ícone de marketing da Coca-Cola, transformou-se nos anos 30 em principal personagem do Natal daquele país, tirando dos espaços públicos das comemorações natalinas as figuras da Sagrada Família e dos Reis Magos, enquanto o Jingle Bells insípido e trepidante substituía as suaves harmonias do Stille Nacht (Noite Feliz) — o canto natalino por excelência — e os tradicionais carols (cânticos) anglo-saxões. Versões ridículas do Papai Noel se difundiram assim por todo o mundo, esvaziando gradualmente o Natal do Menino Jesus de seu sublime significado original e transformando-o numa mera celebração comercial.

Fim de um processo e certeza de regeneração

Assistimos agora à etapa final desse esvaziamento. Coincidindo com a revolução cultural que ameaça precipitar o Ocidente na mais completa dissolução moral e social, nas últimas décadas aberrantes apareceram “Mamães Noel” — inicialmente extravagantes, depois feministas, mais tarde sensuais e, por fim, pornográficas —, símbolos da perversão revolucionária do Natal.

Assim, das alegrias inocentes à voluptuosidade; da serenidade maravilhada ao frenesi; da pureza aos impulsos infrenes; da luz de Cristo às pompas de satanás, chegamos ao fim de uma sequência de abominações que procuram converter a magna festa da Cristandade — a celebração do nascimento do Salvador do mundo — no extremo oposto do que ela substancialmente é.

Mas o verdadeiro Natal não morre: ele continua palpitando nos corações de todos aqueles que adoram o Divino Infante “em espírito e em verdade” (Jo 4, 24) e esperam a era de glória para a Igreja e de regeneração e esplendor para a Cristandade, anunciada há um século em Fátima.

LEGENDA:
Adoração dos Reis Magos – Peter Paul Rubens (1577–1640). Hermitage Museum, São Petersburgo (Rússia).


“EU REINAREI”

Na base da imagem do precioso Menino Jesus venerado no Santuário do Bairro 20 de Julho, em Bogotá, e popularizado em todo o orbe católico, lemos esta categórica afirmação: “Eu reinarei”.

Com a confiança que nasce da fé, peçamos neste Natal ao Menino Jesus que torne o quanto antes realidade esta promessa, suplicando-Lhe com toda a Igreja: “Veni, Dómine, et noli tardare: relaxa facinora plebis tuae Israel” — “Vem, Senhor, e não tardeis: perdoa os pecados de teu povo”. (Liturgia do Advento, Domingo IV, Gradual).



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