Catolicismo - Acervo
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(continuação)

pequena refeição e surgiu no século XVII. Era feita após a “Missa do Galo”.

Até a revolução “pós-conciliar”, após a “Missa do Galo” as famílias voltavam para suas casas, colocavam a imagem do Menino Jesus no Presépio, cantavam e rezavam em seu louvor, faziam a Ceia de Natal e trocavam presentes.

O nome “Missa do Galo” só se usa em português e espanhol. Na maior parte do mundo chama-se simplesmente Missa da noite de Natal ou Missa da meia-noite.

Na Espanha havia uma tradição peculiar: “Antes de baterem as 12 badaladas da meia-noite de 24 de dezembro, cada lavrador da província de Toledo matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes, quando Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte”.

Em seguida, a “ave era levada para a igreja e oferecida aos pobres”, informa a agência católica Ecclesia.*

Apesar do laicismo invasor e da escalada do ateísmo materialista, nessa abençoada noite as catedrais de Paris, Londres, Barcelona e inúmeras outras se enchem, para acompanhar os coros que cantam as santas alegrias do Natal iminente... até o galo cantar anunciando a Boa Nova!

* https://sol.sapo.pt/noticia/491379/24-de-Dezembro-O-que-e-que-o-galo-tem-a-ver-com-o-Natal-

LEGENDA: Os aldeões se dirigem à igreja para a Missa do Galo


A MULTIFORME INSPIRAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NOS PANETONES E BOLOS DE NATAL

Santiago Fernandez

Nos países católicos há uma imensa variedade de pratos e bolos que se preparam somente para o Natal. Nesse ponto os italianos acabaram passando na frente de todos os outros ao criarem o universalmente conhecido e cobiçado “panettone”.

De onde ele vem?

Discute-se fortemente na Itália sobre a sua origem. Todos concordam que nasceu na região de Milão.

Segundo uma versão, o panettone apareceu pelo fim do século XV num banquete oferecido pelo tempestuoso duque Ludovico Sforza, dito “o Mouro”. O ajudante de cozinha, de nome Toni, encarregado de vigiar o forno durante a preparação da sobremesa, teria dormido. E quando acordou ela estava queimada!

Para se salvar da ira do colérico duque, ele apanhou então tudo o que sobrara na cozinha e misturou, para produzir um pão “enriquecido” que fez as delícias de todos. Essa obra-prima passou para a posteridade como o “pão de Toni”, que acabou dando em “panettone”.

Mas há outra versão: o jovem nobre Ughetto degli Atellani, que desejava casar-se com Algisa, filha do padeiro Toni, teria conseguido ser contratado pela padaria, onde concebeu o famoso pão de Natal para conquistar a moça.

Outra versão ainda é aquela segundo a qual Sóror Ughetta — cujo nome significa passa — teria comprado com suas últimas moedas algumas passas e frutas cristalizadas para acrescentar a seu pão de Natal, levando assim um sorriso às irmãs de seu convento.

O fato histórico incontestável é que, entre outras coisas, na Idade Média nasceu o costume de comemorar o Natal com um pão que fosse melhor do que o quotidiano. Até 1395 os fornos de Milão só podiam assar esse pão no período natalino, e ele era marcado com frequência com uma cruz.

Mas há o “panettone” glacê e com amêndoas de Turim. E também o “pandoro”, de Verona,

(continua)



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