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(continuação)

Foz de Iguaçu; o Dr. José Alberto Leme Alves de Oliveira, Juiz de Direito na Comarca de São Paulo, bem como o Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira, Dr. Eduardo de Barros Brotero, diretores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, e o Cel. Carlos Antonio Hofmeister Poli, além das irmãs e outros familiares do Monsenhor.

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A Santa Missa foi celebrada no rito tradicional pelo Pe. Vilmar Pavesi, na capela que o ilustre homenageado possui em sua propriedade [fotos acima]. No sermão, o celebrante enalteceu aspectos exemplares dos 60 anos de vida sacerdotal do Mons. Villac. E contou o “segredo” que permitiu a plena fidelidade do Monsenhor à Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Veja no quadro à p. 7 excertos do sermão.

Após a Santa Missa todos participaram de um banquete, servido em mesas colocadas nos jardins da fazenda, durante o qual alguns participantes externaram calorosos agradecimentos ao Monsenhor por sua incansável dedicação à Santa Igreja Católica ao longo dos 60 anos de vida sacerdotal.

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O nascimento de José Luiz no dia 26 de julho do ano de 1929 causou imensa alegria a seus pais, Sr. José Alexandre Isnard Villac e Da. Anna Luiza Marinho Villac. Ele fez seus estudos secundário e colegial no Colégio São Luís, de São Paulo, graduando-se em 1949. Ali, pertenceu à Cruzada Eucarística Infantil, e depois à Congregação Mariana dirigida pelo Revmo. Pe. Walter Mariaux, S.J.

Quando da partida deste último de regresso à Europa, José Luiz e nove outros congregados marianos pediram ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira que os aceitasse em seu grupo de redatores do semanário “O Legionário”.

Mas José Luiz não permaneceria de jure nesse grupo — do qual surgiria uma década mais tarde a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) —, porque um chamado do alto o destinava para a gloriosa carreira do sacerdócio. Por isso, em 1950 ele se dirigiu para São Leopoldo (RS), onde cursou com brilho o Seminário da Imaculada Conceição, dos padres jesuítas.

No glorioso dia 1º de dezembro de 1957 ele recebia a ordenação sacerdotal das mãos do então bispo de Jacarezinho, S. Exa. D. Geraldo de Proença Sigaud, SVD, na monumental Basílica de Na. Sra. do Carmo, em São Paulo.

Por sua admiração e reconhecimento ao grande líder católico Prof. Plinio Corrêa de Oliveira — que

(continua na página 8)


Excertos do sermão pregado pelo Pe. Vilmar Pavesi

“A fidelidade não é automática. Não é um botãozinho que eu aperto e vai tudo bem. Até o dia da morte. Se isso não é verdade para quem se casa, não é verdade para quem se dedicou a uma vocação. Aqui me refiro aos discípulos do Sr. Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, que se dedicam como numa vocação pela defesa da tradição, da família e da propriedade.
Se a fidelidade a qualquer vocação não é automática, menos ainda quando se trata do sacerdócio. Que bonito, Monsenhor, aquele dia da ordenação sacerdotal, quando diácono ainda, vestido com sua estola, entra com seu paramento no braço, como um escudo. E entra ali, empunhando uma vela como uma espada. E depois, vem a prostração e a Ladainha de Todos os Santos, e as orações do Pontífice, do bispo, a consagração e a unção das mãos. Essas mãos, tudo que tocar será abençoado. Tudo que abençoar será santificado. .
A cerimônia dura duas horas. Depois, tem a vida... E para chegar a sessenta anos de sacerdócio, algum segredo é necessário. O Monsenhor tem um segredo, sim. Esse segredo, ele não inventou. Ele aprendeu. Ele assimilou. Já antes de entrar no seminário e durante o seminário ele aperfeiçoou. E hoje, vive disso. .
Esse segredo é Nossa Senhora. Nosso caro Monsenhor quando decidiu entrar no seminário deixou as coisas belas dessa vida. Deixou tantas promessas. Ele tinha um grande futuro diante de si. Um futuro que tanta gente deseja e nunca vai ter. .
O Monsenhor disse: Eu quero servir a Nosso Senhor. Na pobreza. Na pureza. Na obediência. Na piedade. E quando ele decidiu, um dos primeiros presentes que ele recebeu foi um livro. Pequenininho. Chama-se Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem. Escrito por um santo francês: São Luís Grignion de Montfort. Esse foi, na ordenação sacerdotal, seu primeiro presente e foi ofertado pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. .
E nesse livro o Monsenhor aprendeu a amar mais a Nossa Senhora. E sobretudo se consagrar a Ela, como escravo de amor. Servir a Ela como o último dos escravos. Mas servi-La com todo coração, com toda a inteligência, com toda a vontade, sabendo que não tem graça que desça, não tem graça que brote do Coração do Padre Eterno, que não passe pelas mãos de Nossa Senhora. .
E Deus, que começou as maiores obras e também as menores por meio de Nossa Senhora, continua fazendo a mesma coisa. Porque Deus não muda. Deus é imutável. .
Deus começou a obra da Encarnação por meio de Nossa Senhora. Os seus milagres, em Caná, por meio d’Ela. Quando devia oferecer o Santo Sacrifício da Missa, é também por meio d’Ela. .
E Monsenhor disse: Eu quero imitar a Deus. Ele me está dando o exemplo. E quero ser como Nosso Senhor, filho de Nossa Senhora. E quero me colocar na escola de Nossa Senhora. .
E esse é o segredo do Monsenhor: a sua dedicação completa a Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra, nossa Advogada e a quem Deus Nosso Senhor deu todos os tesouros. .
E os senhores aqui, se querem hoje imitar o Monsenhor, comecem a amar mais a Nossa Senhora. Invocá-La mais. Consagrar-se a Ela. Pedir a proteção d´Ela. Porque ninguém vai até Nosso Senhor, senão por meio de Maria. .
São Luís Maria afirmou: ‘Quem não tem Maria por Mãe, não tem Deus por Pai’. Aliás, quem não tem Maria por Mãe, tem por pai o demônio. Assim ele escreve: sem essa consagração a Nossa Senhora, os justos não vão perseverar. .
Então, a devoção a Nossa Senhora é necessária. E o Monsenhor tem aqui seu segredo”.



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