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(continuação)

Klan, o nazismo e o crescente racismo como ligados às violências e mortes atribuídas a policiais “brancos” em diversas cidades americanas, e até mesmo a um confuso movimento antijudaico (5).

Os EUA assistiram também a um surto furioso de assassinatos coletivos irracionais, sem considerar aqueles perpetrados por islâmicos. O maior deles ceifou pelo menos 59 vidas e feriu 527 em Las Vegas, no mês de outubro (6). O cultuado guru hippie da morte, Charles Manson, faleceu em novembro na prisão, mas o espírito diabólico que o impulsionou reaparecia difusamente, incitando a chacinas como aquela que o tornou tristemente famoso (7).

Ao longo do ano, a minúscula e paupérrima Coreia do Norte provocou o Colosso americano lançando mísseis sobre o Japão em direção aos EUA e de suas bases, explodindo bombas atômicas e proferindo reiteradas bravatas de seu ditador. E eis que o gigante se mostrou intimidado [foto]. Bem sabia Trump que por trás da insignificante Pyongyang se encontravam a Rússia e a China, mas ele havia ordenado um bombardeio maciço da base sírio-russa que abrigava armas químicas. Comunicou esse feito ao presidente chinês durante a sobremesa de um jantar, e a Rússia engoliu como pôde. Mas sob o pretexto de que somente a China apaziguaria a pulga norte-coreana, Trump condescendeu em fazer concessões opostas ao que havia se comprometido em relação àquele país.

Dos “EUA em 1º lugar” aos “EUA isolados”, foi um comentário comum da mudança (8). Em agosto, o Havaí tornou-se o primeiro Estado americano a se preparar para um eventual ataque nuclear norte-coreano, treinando a população e renovando as velhas sirenes da Guerra Fria (9). Nova York repensa a recuperação dos abrigos atômicos ideados no passado para casos de ataques soviéticos (10).

A Europa se desagrega em face do Islã

Derrotado e dizimado em seus redutos do Oriente Médio, o Estado Islâmico tendeu a disseminar-se pelo Ocidente, que se tornou em 2017 o palco de trágicos atentados islâmicos.

Em junho, um fanático lançou uma caminhonete contra pedestres numa Ponte de Londres, matando sete e ferindo 48 pessoas (11). Em agosto, em Barcelona, outro adepto da “religião da paz” com uma van ocasionou 15 mortos e mais de 100 feridos(12). As exortações à “acolhida” e os elogios ao diálogo e ao ecumenismo não dissuadiram a ânsia assassina do Islã. Em novembro, a perversa façanha foi repetida em Manhattan, ceifando oito vidas e ferindo 11 pedestres (13). Esses crimes maiores foram secundados por muitos outros de menor alcance.

A exasperação dos europeus gerou milhares de violências miúdas, por vezes sangrentas, contra os imigrantes e os asilos criados pelos governos para recebê-los. Esses revides caíram como luva para os sheiks do terror. O e-book Muslim Gangs recomendou multiplicar esses atritos, ainda que pequenos, para se chegar a uma guerra geral: “Esses golpes aumentarão a intensidade do conflito, e gradualmente uma guerra pegará fogo. A guerra será tão dura que não haverá espaço para a polícia [...], assim teremos lutas ‘tribais’ e minimilícias nos diversos países europeus, cada grupo defendendo seu próprio território” (14).

Uma guerra “tribal” análoga ao atual desfazimento da ordem pública no Rio de Janeiro. A tensão imperante em certas cidades e bairros europeus reduziu pela metade o afluxo de migrantes. Pela primeira vez em quatro anos, esses não chegaram a 200 mil, segundo a Organização Internacional para as Migrações (15). Mas a União Europeia tenta forçar os países da Europa Central a abrirem suas portas aos invasores.

Na França, o centrista Emmanuel Macron foi o candidato-tampão votado por modesto contingente eleitoral; mas seu endeusamento pela imprensa acabou guindando-o à presidência. Ao longo do ano ele entrou em uma vertiginosa e constante queda de prestígio. Na Alemanha, a chanceler Ângela Merkel — grande promotora da imigração — foi reeleita com escassos 33% dos votos. A Alternativa para a Alemanha (AfD) de “extrema-direita”, tornou-se o terceiro maior grupo no Parlamento com 13% dos votos e 92 deputados (16). Em novembro, a fragilidade do novo gabinete vem dando lugar a um desgoverno que semeia calafrios na Europa (17). Na Áustria, o jovem conservador Sebastian Kurz, do Partido Popular, foi eleito primeiro-ministro aliando-se ao Partido da Liberdade, de “extrema-direita” (18).

Reputados intelectuais e acadêmicos europeus publicaram em Paris um manifesto pela verdadeira Europa, hoje corroída por uma falsa Europa que destrói as raízes cristãs e dissolve as nações na União Europeia (19). Por sua vez, o cardeal Robert Sarah denunciou que “a Europa construída sobre a fé de Cristo hoje vive um período de apostasia tranquila”. Ele reafirmou o direito das nações em distinguir o refugiado político do religioso, bem como a obrigação dos migrantes econômicos de se adaptarem à cultura do país que os acolhe, dando a Polônia como exemplo (20).

Separatismo: falsa opção

No dia 1º de outubro, um referendo ilegal e fraudulento pela independência da Catalunha cristalizou um processo que se arrastava havia tempo(21). O governo espanhol aplicou a Constituição e os líderes separatistas foram presos ou fugiram. Apesar de imensas manifestações populares catalãs em defesa da unidade espanhola, o clima ficou irremediavelmente tenso [foto].

Na Espanha há pelo menos sete regiões com movimentos separatistas escancarados, embora menos fortes que o catalão, mas cada qual com a sua história particular. Em novembro, algumas “Repúblicas andaluzas” — que incluem mais de um terço da Espanha —, o Alentejo português e parte do Marrocos proclamaram “independência virtual” de uma região semelhante ao Califado de Córdoba reclamado pelos islamitas. Tudo ficaria no âmbito doméstico se não houvesse a ingerência, largamente demonstrada, da “guerra da informação” movida por Moscou (22).

Putin degustou a sua vingança: o Ocidente fragmentou a URSS e agora estaria recebendo o troco. Putin também abriu em Barcelona uma “embaixada-fantoche” de um território georgiano ocupado pelo exército russo. Esse território é reconhecido apenas por Moscou e por alguns países “bolivarianos”. O “ministro” fundador dessa “legação” havia passado uma semana ao Norte da Itália, durante um referendo legal exigindo maior autonomia para as regiões da Lombardia e do Vêneto (23).

A crise da Catalunha permaneceu como referência para as tendências separatistas envenenadas pela Rússia que corroem a Europa. No próprio Kremlin, Putin financia há vários anos uma reunião de congressos anuais de movimentos separatistas que agem no Ocidente (24). Também no Brasil houve um empurrãozinho para a secessão. Pelo segundo ano consecutivo, realizou-se em 900 municípios dos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul o chamado Plebisul, convocado com o slogan “O Sul É o Meu o País” e tendo como modelo o plebiscito separatista catalão. Contudo, graças a Deus, ele teve fraca participação (25).

Nos EUA, com base na lei SB 54 — que impede os funcionários estaduais de prender pessoas indocumentadas —, o estado da Califórnia declarou-se “Estado-santuário” (26). A cidade de São Francisco fez questão de pagar 190 mil dólares de multa, pelo fato de

(continua)



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