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VIDA DE SANTOS

São Timóteo e São Tito

Plinio Maria Solimeo

Bispos e discípulos de São Paulo Apóstolo, de quem eram considerados verdadeiros filhos espirituais.

Vamos comentar a vida de dois fiéis discípulos de São Paulo, que o secundaram em suas viagens e mereceram participar assim de sua glória, celebrada pela Santa Igreja no dia 26 de janeiro: São Timóteo e São Tito.

De São Timóteo, diz o Martirológio Romano: “Em Éfeso, São Timóteo, discípulo do bem-aventurado Apóstolo Paulo, que o sagrou bispo de Éfeso. Sustentou ali muitas lutas pela causa de Cristo. Por censurar os pagãos que sacrificavam a Diana, foi apedrejado, e pouco depois adormeceu no Senhor” (24 de janeiro).

De São Tito, afirma o mesmo Martirológio: “Em Creta, o natalício de São Tito, sagrado bispo de Creta pelo Apóstolo Paulo. Depois de exercer, com grande fidelidade, o ministério da pregação, morreu como um justo, e foi sepultado na mesma igreja da qual o bem-aventurado Apóstolo o constituíra digno ministro” (4 de janeiro).

São Timóteo, “meu verdadeiro filho na fé”

Para que possamos avaliar o apreço de São Paulo por São Timóteo, ele o tratava, nas epístolas que lhe dirigia, de “discípulo caríssimo”, “amado filho”, ou simplesmente “meu irmão”. E na epístola aos Filipenses, afirma: “Não tenho ninguém tão unido de coração comigo” como Timóteo (Fl 2, 19), a quem ele chama de “meu verdadeiro filho na fé” (I Tm 1, 2).

Como São Timóteo era o discípulo predileto de São Paulo, existem muitos dados sobre a sua vida, que podem ser encontrados tanto nos Atos dos Apóstolos quanto nas chamadas Epístolas Pastorais, duas das quais foram dirigidas a ele.

Eis como São Lucas introduz São Timóteo nos Atos dos Apóstolos: São Paulo e São Silas, na segunda viagem apostólica, “chegaram a Derbe e Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma mulher judia crente, e de pai grego, muito recomendado pelos irmãos de Listra e Icônio. Paulo quis que ele fosse consigo e, tomando-o, circuncidou-o por causa dos judeus que havia naqueles lugares, pois todos sabiam que o pai dele era grego” (Atos 16, 1-3).

A mãe de Timóteo, que se chamava Eunice, era filha de Lóide. Ela havia abraçado a Religião cristã por ocasião da primeira viagem de São Paulo e São Barnabé a Listra. Ambas se distinguiam pelo zelo e piedade, como escreve São Paulo a Timóteo: “Desejo ver-te para me encher de alegria, trazendo-me à memória aquela fé que há em ti, não fingida, a qual habitou primeiro não só em tua avó Lóide, mas também em tua mãe Eunice” (2Tm 1, 4-5).

Portanto, deve-se supor que elas tenham dado uma esmerada educação ao filho. Quando São Paulo voltou com Silas a Listra, Timóteo já era um homem formado na virtude, razão pela qual o Apóstolo o escolheu para companheiro de apostolado.

A partir de então Timóteo será uma sombra de seu pai espiritual, ligado inteira e afetuosamente a ele.

Macedônia foi o campo apostólico da primeira viagem de São Timóteo como auxiliar de São Paulo. Após participar do apostolado nessa Província, ele seguiu seu mestre até Beréia, onde São Paulo o deixou na companhia de Silas, para demonstrar assim a confiança que depositava nele.

São Paulo o enviou depois a Tessalônica, onde se necessitava de alguém que pudesse fortalecer aqueles novos cristãos nas perseguições que enfrentavam, e comunicou então aos tessalonicenses que lhes estava enviando “Timóteo, nosso irmão e ministro de Deus no Evangelho de Cristo. Ele tem a missão de vos fortalecer e encorajar na vossa fé” (I Tes., 3, 2).

De lá Timóteo partiu para Corinto, a fim de encontrar-se com Paulo, a quem acompanhou depois a Jerusalém, Grécia, Macedônia, Acaia, Ásia e Roma.

São Timóteo teve, portanto, grande participação no trabalho de São Paulo. E quando o Apóstolo ficou prisioneiro em Roma, mandou-o visitar diferentes Igrejas particulares, às quais fez um bem imenso. Regressando a Filipos, Timóteo foi preso e teve muito que sofrer pela fé.

Sabemos também que ele esteve em Corinto, pois o Apóstolo escreveu aos seus habitantes: “Se Timóteo for visitar-vos, vede que esteja sem preocupação entre vós, porque trabalha exatamente como eu na obra do Senhor” (I Cor 16, 10).

Quando São Paulo foi libertado em Roma, Timóteo o acompanhou ao Oriente. Em Éfeso, vendo o Apóstolo as necessidades por que passava aquela cristandade, sagrou Timóteo bispo da mesma, e depois se separaram. Mas apenas fisicamente, pois São Paulo não deixou de se comunicar com o discípulo predileto através de cartas, nas quais ele acentua a obrigação do bispo e as qualidades que devem ter os escolhidos para o ministério sagrado.

Timóteo deve sempre dar o exemplo do cumprimento do dever, mas sem exagerar nas penitências. O Apóstolo chega a recomendar a Timóteo um pouco de vinho como remédio para sua fraqueza de estômago e outros achaques de que padecia. E lhe dirige estas palavras misteriosas: “Eis aqui uma recomendação que te dou, meu filho Timóteo, de acordo com aquelas profecias que foram feitas a teu respeito: amparado nelas, sustenta o bom combate” (1 Tm 1, 18).

Como bispo de Éfeso, São Timóteo deve ter tido

(continua)

LEGENDA:
São Paulo sagra São Timóteo bispo na presença de São Tito – Ludwig Glötzle (1847-1929). Catedral de Salzburgo, Áustria.



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