Catolicismo - Acervo
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CARTA DO DIRETOR

Caro leitor,

Propomos como leitura e meditação para esta Semana Santa algumas considerações feitas pelo conhecido sacerdote francês Pe. Augustin Berthe, autor de várias obras de grande erudição e profunda piedade. Em seu substancioso texto, que constitui a matéria principal desta edição, somos levados a meditar sobre a agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo no Horto das Oliveiras e seu significado.

Naquele momento pungente, Ele viu a imensidade dos pecados que se cometeriam ao longo da História, e que seriam resgatados mediante sua aceitação do supremo sacrifício: a Morte na Cruz. Nosso Senhor viu também as hediondas ingratidões dos homens que não corresponderiam ao Sangue por Ele derramado para a nossa salvação. Ingratidão exemplificada na negação de São Pedro, que depois se arrependeu e chorou seu pecado até o fim de seus dias.

Os olhos de nosso Redentor presenciaram cenas como o beijo de Judas Iscariotes, o maldito traidor que entregou o Divino Mestre aos esbirros, que O prenderiam a mando dos implacáveis perseguidores.

O Pe. Berthe destaca a farsa montada pelo Sinédrio, no iníquo julgamento que violou todas as leis e formalidades para obter de modo obscuro e ignominioso a condenação de Nosso Senhor à morte. E descreve a suma majestade com que Ele ouviu as grosseiras acusações proferidas no tribunal de Anás e Caifás. Mesmo com as violências que sofreu naquele abominável tribunal, que O tratou como se fosse um vulgar criminoso, manteve-se divinamente paciente.

O autor destaca, com muita propriedade, a morte infame reservada àqueles que, à maneira de Judas, vendem Jesus e a Igreja por algumas moedas da traição. Não crendo na misericórdia de Deus, e com os corações e almas endurecidos, cairão como Judas no abismo infernal.

Desejando a todos os nossos diletos leitores uma meditação que os conduza a aprofundar-se na compreensão da Paixão de nosso Divino Salvador, transmito-lhes meus votos de uma Santa e Feliz Páscoa!

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho


INTERNACIONAL

A Colômbia rechaça as FARC

Apesar da recusa maciça da opinião pública colombiana, governantes insistem em conceder cargos públicos a terroristas, permitindo até que o chefe da guerrilha se candidate à Presidência.

Eugenio Trujillo Villegas

Diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción

O dia 3 de fevereiro de 2018 passará para a história da Colômbia como a data em que o país profundo manifestou seu rechaço aos candidatos das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A opinião pública havia sido consultada, e a maioria foi contrária às concessões oferecidas pelo governo nas negociações com esse grupo terrorista. Especialmente contestada foi a impunidade, pois as FARC são responsáveis por mais de duzentas mil mortes, além de incluírem na sua ficha criminal incontáveis outras violações à legislação colombiana. Mas o governo decidiu tocar tudo como se o resultado tivesse sido favorável aos acordos de paz, passando por cima da vontade da opinião pública, claramente manifestada.

(continua)

Legenda: Em Armenia, pessoas impedem a passagem do carro de Timochenko, candidato à Presidência pelo partido das FARC, e exigem a saída dele da cidade.



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