Catolicismo - Acervo
Busca Google dentro do Site:
« »
<<       Página       >>


(continuação)

As comemorações da vitória foram notáveis. Na grande praça em frente ao castelo da cidade levantou-se uma estátua em homenagem a Schulenburg. A ópera Juditha triumphans, de Antonio Vivaldi, é uma alegoria a essa vitória.

A Batalha de Petrovaradin

No dia 28 de julho de 1716, próximo à fortaleza de Petrovaradin, turcos e austríacos já se encontravam dispostos para a batalha. O exército do príncipe Eugênio contava com 64 mil homens, enquanto o do grão-vizir Damad Ali dispunha de 200 mil. Num primeiro embate, enfrentaram-se as cavalarias. Com mais do que o triplo de homens, os turcos obrigaram os austríacos à retirada. Considerando a facilidade dessa primeira vitória, o grão-vizir enviou 150 mil turcos para darem início ao cerco da fortaleza.

Eugênio rejeitou o conselho de afastar-se de Petrovaradin e esperar que se enfraquecesse o ímpeto do inimigo com o desgaste do cerco. Em 5 de agosto, com audácia, deu ordem de assalto ao acampamento turco. A ala esquerda de seu batalhão começou a luta com êxito, mas a defesa das alas da direita e do centro impediram a marcha rápida. Ainda assim, as espessas fileiras turcas caíam facilmente ante a pesada cavalaria austríaca.

Em certo momento da luta, Eugênio percebeu um ponto descuidado nas fileiras turcas, e imediatamente enviou seus cavaleiros naquela direção. Nessa mesma hora a ala direita dos cristãos conseguiu entrar em combate, e completou a vitória num assalto encarniçado. O grão-vizir correu em direção ao local da batalha, para tentar impedir a fuga dos seus soldados, mas caiu mortalmente ferido por uma bala.

Ao meio-dia a vitória dos cristãos estava selada, e um butim sem conta caiu em seu poder. Os turcos perderam seis mil homens nessa batalha, contra três mil mortos e dois mil feridos dos imperiais. Foi uma vitória brilhante, enaltecida rapidamente em toda a Europa.

Longe de buscar descanso depois de tal êxito, Eugênio pôs seu exército em movimento para conquistar a fortaleza de Timisoara, um ponto estratégico para as forças muçulmanas na região, defendida por 18 mil homens escolhidos. Ocorreram duros embates, com grandes perdas para ambos os lados, mas quando Eugênio se preparava para um grande assalto, o comandante turco se rendeu. Essa fortaleza havia estado 164 anos em poder dos muçulmanos, e sua queda resultou imediatamente na entrega de outras cidades menores.

Os austríacos manifestaram grande apreço pelo seu general, e ainda hoje o povo canta uma música composta na ocasião para homenageá-lo: Prinz Eugen der edle Ritter (Príncipe Eugênio, o nobre Cavaleiro). Como prêmio por ter defendido a Cristandade, o Papa Clemente XI enviou-lhe um chapéu guarnecido de pérolas e uma preciosa espada que ele mesmo benzera.

Era chegada a hora de reconquistar Belgrado. É o que veremos no próximo artigo. v

Notas:

Principal fonte consultada: Historia Universal, Juan Baptista Weiss, Editora Tipografia La Educación, Tradução da 5ª edição alemã, Barcelona, 1930, Vol. XII, p. 376 a 382.

1. Ver o artigo anterior, publicado na edição de maio de 2017.

2. Santo Esperidião foi bispo de Chipre no séc. IV. No Martirológio Romano, sua festa é comemorada no dia 12 de dezembro. Sobre o milagre em Corfu, ver: http://www.hellenicaworld.com/Greece/Religion/en/SaintSpyridon.html

Legenda: Batalha de Petrovaradin – Jan van Huchtenburg (1647–1733). - Coleção Particular.


VIDAS DE SANTOS

São Casimiro

Plinio Maria Solimeo

Príncipe da Polônia e duque da Lituânia, São Casimiro faleceu com apenas 25 anos, notabilizando-se pela pureza e zelo pela fé católica.

Nascido em 1458, Casimiro foi o segundo filho de Casimiro III, rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia, e de Isabel de Áustria, filha do imperador Alberto. Ele é muito venerado tanto na Polônia quanto na Lituânia, países reunidos então sob um mesmo monarca. Essa união ocorrera em 1386, quando o avô do santo (Wladislau Jagello, Grão-Duque da Lituânia) se casou com Santa Edwiges, rainha da Polônia, dando origem à dinastia dos Jaguelões. Wladislau converteu-se então ao catolicismo e tomou o nome de Ladislau II. Esse matrimônio uniu os dois países, fato muito importante para a Igreja, pois naquela época era ainda pagã a Lituânia, três vezes maior que a Polônia, abrangendo a Ucrânia, a Bielorrússia e uma parte da Rússia ocidental. Entretanto, São Casimiro não é neto de Santa Edwiges, mas de Sofia Holszanska, a quarta esposa de Wladislau.

A rainha Isabel da Áustria, descrita por um cronista da época como “princesa muito santa e muito religiosa”, deu como preceptor aos filhos o bispo de Lemberg, que os instruiu nas ciências divinas e humanas. Com boa aptidão para os estudos e muito aplicado, Casimiro fez grandes progressos em ambas as ciências. Isso o levou a proferir aos 13 anos um primoroso discurso em latim para saudar o Legado Pontifício, e dois anos depois para homenagear o embaixador de Veneza.

“Grande inocência de vida”

Esse príncipe, que segundo seus biógrafos “era muito formoso e disposto, de excelente engenho, boas

(continua)

Legenda: São Casimiro – Daniel Schultz (1615–1683). Igreja de São Casimiro, em Cracóvia.



Advertência

Este texto, reconhecido pelo processo OCR, não passou por revisão e pode conter erros de digitação.
Sua transcrição parcial ou total está autorizada, desde que seja citada a fonte e o texto conferido com o da imagem original.

Agradecemos desde já reportar-nos erros de digitação, através do
Fale conosco


CRÉDITOS
© Copyright 1951 -

Editora Padre Belchior de Pontes Ltda.

Diretor
Paulo Corrêa de Brito Filho

Jornalista Responsável
Nelson Ramos Barreto
Registro na DRT/DF
sob o nº 3116

Administração
Rua Javaés, 681
1° Andar
Bairro Bom Retiro
CEP 01130-010
São Paulo- SP

SAC
(11) 3331 4522
(11) 3331-4790
(11) 2843-9487

Correspondência
Caixa Postal 707
CEP 01031-970
São Paulo-SP

E-mail:
catolicismo@terra.com.br

ISSN 0102-8502

 HOME 
 
TOPO
+ZOOM
-ZOOM
Home Page
HOME
Ir ao texto da matéria
TEXTO