Catolicismo - Acervo
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CARTA DO DIRETOR

Caro leitor,

Não está sendo devidamente divulgado o recrudescimento das perseguições aos católicos chineses fiéis à Igreja Católica e à Santa Sé. Além dos ataques diretos aos católicos, são destruídos suas igrejas, suas imagens e seus símbolos, como a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. As perseguições ocorrem porque esses heroicos católicos fiéis não se submetem à "igreja patriótica", controlada pelo regime comunista da China.

Catolicismo dedica 18 páginas da presente edição ao que vem ocorrendo nesse sentido na China Vermelha, com cuja ditadura as nações ocidentais mantêm desinibidas relações diplomáticas e comerciais.

A matéria se compõe de quatro partes. Na primeira, transcrevemos a carta que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira enviou ao Cardeal Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong Kong, fundamentada na histórica "Declaração de Resistência" publicada pelo Prof. Plinio em 1974, sob o título "A política de distensão do Vaticano com os governos comunistas — Para a TFP: omitir-se? Ou resistir?". A carta denuncia um acordo que está sendo gestado entre o Vaticano e o governo comunista chinês. Uma das consequências desse acordo é que o governo comunista passaria a controlar inteiramente a Igreja Católica no país, inclusive com o poder de nomear bispos. E afirma que é lícito aos católicos chineses resistir à política do Vaticano de aproximação com o regime comunista.

Até o momento a carta conta com a adesão de 27 entidades do Brasil e do exterior, além de ter sido subscrita por mais de 12 mil pessoas que se uniram a essa iniciativa. Nossos leitores também podem aderir através do site ipco.org.br

A segunda matéria consiste num apoio a essa carta que o Instituto recebeu do escritor Armando Valladares, ex-preso político cubano. Ele tece uma correlação entre a resistência dos católicos chineses e a resistência do povo cubano à política de distensão do Vaticano com os governos comunistas.

A terceira reproduz uma matéria que publicamos em 1958, de autoria de Sérgio Brotero Lefèvre (falecido em 2016), com um histórico sobre a infiltração de agentes comunistas chineses no seio da Igreja Católica — sobretudo na época de Mao Tsé-Tung — com a finalidade de destruí-la.

Por fim, o nosso colaborador Luis Dufaur apresenta uma atualização sobre as perseguições aos católicos na China de hoje, classificadas de "nova Revolução Cultural". Os católicos chineses estão dispostos a derramar seu sangue em defesa da Igreja Católica e impedir que a hidra comunista extinga o cristianismo na China. Eles mantêm uma resistência heroica, pois são perseguidos e obrigados a celebrar atos religiosos às escondidas, inclusive missas, para não serem agredidos ou encarcerados pelos agentes comunistas. Infelizmente, a trágica colaboração de altas autoridades do Vaticano dificulta ainda mais as suas vidas.

Convidamos nossos leitores a rezarem muito especialmente a Nossa Senhora Imperatriz da China, Padroeira daquela imensa nação subjugada pelo comunismo, pedindo sua proteção para todos os católicos chineses.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor


PALAVRA DO SACERDOTE

Monsenhor José Luiz Villac

Pergunta — Temos visto na nossa paróquia alguns casais civilmente recasados recebendo a comunhão. Perguntei ao vigário qual era a orientação dada pelo nosso Bispo a respeito da Amoris lætitia, e ele respondeu que os padres foram instruídos a verificar caso por caso e aplicar os ensinamentos pastorais da Amoris lætitia aos poucos, sem alarde, na surdina. A preocupação de minha esposa e minha é saber com segurança se ainda podemos continuar comungando junto com essas pessoas, ou até mesmo assistir às missas nas quais elas recebem ostensivamente a comunhão.

Resposta — O problema de consciência levantado pelo consulente pode ser considerado de dois pontos de vista: de um lado, a obrigação de preservar íntegra a própria fé; e de outro o risco de cooperação, ainda que involuntária, com a aceitação passiva de um escândalo no seio de uma comunidade. Em ambos os casos, o discernimento moral pressupõe uma avaliação objetiva do mal que há em ser dada publicamente a Sagrada Comunhão a divorciados recasados que vivem more uxório (ou seja, praticando os atos reservados aos cônjuges) e no escândalo que daí deriva.

O primeiro e maior mal dessa prática (que contraria a disciplina sacramental bimilenar da Igreja) é o enorme risco de sacrilégio, pela concessão da Eucaristia a pessoas cônscias da irregularidade de sua situação matrimonial, e que não manifestam arrependimento pela sua vida adúltera, nem propósito de emenda. Sacrilégio este eventualmente agravado pela conivência de sacerdotes, que podem nem ter levantado a questão, amparando-se nos "Critérios básicos para a aplicação do capítulo VIII da Amoris lætitia". Esses critérios foram publicados pelos bispos da Região Pastoral de Buenos Aires, e avalizados oficialmente pelo Papa Francisco como a única interpretação correta de dita exortação apostólica: "Não há outras interpretações" — escreveu ele numa carta de elogio, que depois mandou publicar como magistério autêntico na Acta Apostolicæ Sedis.

No item 5 desses critérios é dito que, "quando as circunstâncias concretas de um casal a tornem factível, [...] é possível propor o empenho de viver na continência". Note-se que não somente a obrigação de continência ficaria facultativa, reduzida de exigência a mera proposta, mas tornar-se-ia facultativo até mesmo o sacerdote informar ao penitente que ele deve, pelo menos, tentar configurar o propósito de viver na continência.

E volta-se a insistir, no item 6, que há "circunstâncias mais complexas", não especificadas, nas quais "a opção mencionada [da continência] pode, de fato, não ser factível", o que eliminaria de vez a necessidade do propósito. Ora, uma absolvição sem arrependimento nem propósito de emenda é nula, e o pecado permanece. Por isso a absolvição

(continua)

Legenda: Enorme risco de sacrilégio, pela concessão da Eucaristia a pessoas cônscias da irregularidade de sua situação matrimonial.



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