Catolicismo - Acervo
Busca Google dentro do Site:
« »
<<       Página       >>


(continuação)

nova mentalidade. É o único meio de pôr em prática o espírito (revolucionário) do Evangelho de Cristo na nossa nova China". O jornal oficial do Partido escrevia, em 8 de janeiro do mesmo ano: "Nosso fim é reconduzir a Igreja ao seu estado primitivo; e do ponto de vista político, adaptá-la aos desejos do povo".

Resumindo: Criava um cisma, apesar de algumas declarações ilusórias garantindo a manutenção das relações com o Papa, na qualidade de Chefe espiritual.

Para pôr em prática tais resoluções, foram fundadas nessa ocasião as "Comissões de Reforma" diocesanas e paroquiais, cuja missão era acusar e fazer condenar os Bispos e Padres que não pactuassem, administrar a "nova Igreja", executar a doutrinação do Clero e fiéis por meio de estudos do marxismo.

Esta campanha a favor de uma Igreja nacional prosseguiu com a expulsão do Internúncio, Mons. Antonio Riberi, em setembro de 1951, depois que este advertiu os Bispos contra o caráter cismático do movimento.

O Santo Padre Pio XII reafirmou em outubro de 1954 a condenação dessa "reforma", na sua Encíclica Ad Sinarum Gentem: "Não podem ser considerados nem honrados como católicos os que professam ou ensinam verdades diferentes daquelas brevemente ensinadas por Nós acima. É o caso, por exemplo, dos que aderiram aos princípios nefandos chamados das Três Autonomias, ou a outros do mesmo gênero".

Uma cristandade em "idade adulta"

No ano passado, reuniu-se duas vezes a Conferência Nacional Católica da China. Na segunda dessas reuniões, realizada de junho a julho, foi aprovada uma resolução difundida pela "Agência Nova China", que declara notadamente: "Os católicos chineses obedecerão ao Vaticano no que se refere aos dogmas e à moral, porque isto não poderia constituir um atentado aos interesses e à independência do país. Mas opor-se-ão a todo plano urdido pela Santa Sé que, sob o manto da religião, atente contra nossa soberania ou nosso movimento patriótico anti-imperialista". E acrescenta que, após a conferência, foram fundadas associações patrióticas dos católicos chineses.

Dias depois, a agência noticiosa "Fides" divulgou um estudo sobre essas sociedades. Ali se salienta que, conquanto não tenham elas sido explicitamente condenadas pela Igreja, pode-se afirmar, à luz da Encíclica Ad Sinarum Gentem, que foram condenadas implicitamente, visto estarem sob controle do Partido Comunista e serem constituídas segundo os seus princípios. A agência da Sagrada Congregação de Propaganda Fide prossegue: Estas associações são as continuadoras do "Movimento das Três Autonomias".

Mais recentemente, a mesma agência difundiu uma ordem secreta dirigida pelo Partido Comunista Chinês aos seus membros no estrangeiro. Os trechos que selecionamos abaixo são tão significativos, que dispensam comentários. Convém apenas ressaltar que, depois de procurar confundir os espíritos dando a entender que as seitas protestantes são tão perigosas para o bolchevismo como a Igreja, em seu último item o documento justifica o ensinamento de Leão XIII na Encíclica Parvenu à la vingt-cinquième année, quando filia o comunismo ao protestantismo, através da Revolução Francesa.

Cativar o inimigo para suprimir o inimigo

Diz a ordem secreta, datada de 17 de fevereiro de 1957:

"O Catolicismo e o protestantismo são duas organizações a serviço da espionagem e do imperialismo capitalista. [...] Estabelecidos em todas as cidades do mundo, semeiam por toda parte o veneno de suas doutrinas para combater o socialismo comunista.

Eis porque, seguindo as diretrizes dos chefes do Partido, nossos camaradas devem encontrar meios de penetrar no próprio coração de cada igreja, pôr-se ao serviço da nova organização de polícia secreta, desenvolver uma grande ação no seio de todas as obras eclesiásticas, desencadear um ataque de grande envergadura, empenhar-se a fundo, invocando até o auxílio de Deus; e, para conseguir formar uma frente única, servir-se do encanto e do poder de sedução do sexo feminino. Em consequência, para atingir este fim, para dividir as igrejas internamente e opor umas às outras as diversas organizações religiosas, o órgão do Partido baixou as disposições seguintes:

1) Os camaradas devem introduzir-se nas escolas estabelecidas por estas igrejas; [...]devem espionar os reacionários; [...] devem misturar-se aos estudantes, adaptar-se aos seus modos de sentir, [...] e imiscuir-se metodicamente em todos os setores da ação eclesiástica.

2) Cada camarada deve procurar tornar-se, pelo Batismo, membro da Igreja. [...] Todos desenvolverão uma atividade de grande envergadura, servindo-se de belas frases para emocionar e atrair os fiéis. Irão mais longe ainda, e esforçar-se-ão por dividir profundamente as diversas categorias do laicato, inclusive fazendo apelo ao amor de Deus e defendendo a causa da paz. [...]

3) Nossos camaradas deverão assistir a todos os serviços religiosos; e afavelmente, cortesmente, servindo-se com inteligência dos meios mais diversos, unir-se-ão ao Clero e espionarão a sua atividade.

4) As escolas fundadas e dirigidas pelas igrejas são um campo ideal para a nossa penetração. Aparentando a maior benevolência, os ativistas de nossa organização devem aplicar esta dupla lei: Cativar o inimigo para suprimir o inimigo. Devem misturar-se alegremente aos diretores, professores e estudantes para dominá-los, aplicando o princípio: dividir é governar. Além disso, devem procurar contatos com os chefes das famílias dos alunos, para reforçar o trabalho de base da revolução. [...]

5) Devem tomar iniciativas em todas as atividades, infiltrar todas as instituições da Igreja, ganhar a simpatia dos fiéis, e desse modo tornar possível introduzir-se na própria direção da Igreja.

6) Baseando-se nesse princípio de ferro — esmagar o inimigo servindo-se dele próprio — cumpre procurar persuadir um ou outro membro eminente da Igreja de vir à China, e facilitar-lhe as autorizações e documentos necessários. Tal ação falsa e secreta nos ajudará a atingir nosso fim, pois esse homem eminente nos revelará a verdadeira fisionomia e a verdadeira situação da Igreja.

7) Os camaradas ativistas devem [...] descobrir os pontos fracos da organização eclesiástica, explorar as divisões internas. [...]

8) Todo camarada que ocupa um posto de direção deve ter compreendido a fundo esta verdade: a Igreja Católica, escravizada ao imperialismo, precisa ser abatida e destruída completamente. Quanto ao protestantismo, que comete o erro de seguir uma política de coexistência, é necessário impedir que faça novas conquistas, mas podemos deixá-lo morrer de sua morte natural".

Fonte: http://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0092/P08.html

Legendas:- Papa Pio XII.- O ódio comunista depreda igrejas Católicas e quebra suas veneráveis imagens.



Advertência

Este texto, reconhecido pelo processo OCR, não passou por revisão e pode conter erros de digitação.
Sua transcrição parcial ou total está autorizada, desde que seja citada a fonte e o texto conferido com o da imagem original.

Agradecemos desde já reportar-nos erros de digitação, através do
Fale conosco


CRÉDITOS
© Copyright 1951 -

Editora Padre Belchior de Pontes Ltda.

Diretor
Paulo Corrêa de Brito Filho

Jornalista Responsável
Nelson Ramos Barreto
Registro na DRT/DF
sob o nº 3116

Administração
Rua Javaés, 681
1° Andar
Bairro Bom Retiro
CEP 01130-010
São Paulo- SP

SAC
(11) 3331 4522
(11) 3331-4790
(11) 2843-9487

Correspondência
Caixa Postal 707
CEP 01031-970
São Paulo-SP

E-mail:
catolicismo@terra.com.br

ISSN 0102-8502

 HOME 
 
TOPO
+ZOOM
-ZOOM
Home Page
HOME
Ir ao texto da matéria
TEXTO