Catolicismo - Acervo
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“O próprio Frei Betto escreveu que, quando ele participava da JEC o objetivo dela era a revolução. Desde os anos 70, esse pessoal entrava na Igreja Católica para fazer a revolução”

(continuação)

deu a sugestão a Lula. Um ano e meio depois, estava fundado o PT. O nome saiu da boca de Frei Tito, que era outro comunista. Esse Frei Tito chegou a ser preso pelo regime militar. Em 1974, cometeu suicídio quando já vivia na França.

Foi Frei Betto, portanto, quem teve a idéia de criar o PT. O mesmo Frei Betto que militou na Ação Libertadora Nacional, que teve a ideia de realizar o Foro de São Paulo, e que terminou de consolidar a infiltração comunista na Ordem Dominicana no Brasil (junto com Frei Ivo e Frei Fernando). Amigo pessoal de Marighela e de Fidel Castro, ajudou na revolução sandinista na Nicarágua e fez frequentes viagens ao mundo socialista, como relata no livro Paraíso perdido, viagens ao mundo socialista. Nesse livro ele conta que levava cartas de Dom Paulo Evaristo Arns a Fidel Castro e cartas de Brizola. Ali ele inclui uma frase de Fidel Castro para Dom Pedro Casaldáliga, que ele ouviu em 1985: “A Teologia da Libertação é mais importante que o marxismo para a revolução latino-americana”. Esse homem estava presente agora em Londrina, como o mentor e guru das CEBs, que ele sempre foi. O primeiro inter-eclesial foi lançado por ele em 1985, em Vitória, para poder capitalizar a Teologia da Libertação e a revolução no Brasil, como ele mesmo afirmou. Esse é o objetivo.

Catolicismo — Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP, denunciou com insistência a infiltração comunista nos ambientes católicos, inclusive como autor do mencionado livro sobre as CEBs. Muitos do seu tempo não lhe deram ouvidos, mas hoje a opinião pública está prestando mais atenção e reagindo diante de uma realidade que lhes penetra olhos adentro. Como o senhor avalia a reação que existe hoje diante dessa infiltração comunista?

Bernardo Küster — Com a perda de peso dos sindicatos, perda de prefeituras, impeachment de Dilma, condenação de Lula, o movimento conservador cresceu muito. Em parte esse crescimento se deve ao Dr. Plinio, que criou um ambiente cultural, um caldo de cultura junto à opinião pública para que isso fosse possível. Obviamente, outros também tiveram papel importante no trabalho de criar esse ambiente e furar a barreira da agenda da esquerda que se impunha.

O conhecimento que essas pessoas nos passaram permitiu que víssemos a perversidade, a perfídia dessa gente. O próprio Frei Betto escreveu que, quando ele participava da JEC (Juventude Estudantil Católica), o objetivo dela era a revolução. Desde os anos 70, esse pessoal entrava na Igreja Católica para fazer a revolução, e a leitura desses livros nos ajuda muito a confirmar isso.

Catolicismo — O senhor não teme ser perseguido, punido, como que “excomungado” pela CNBB em razão de suas denúncias?

Bernardo Küster — Sei que isso pode acontecer, como de fato está acontecendo, mas não temo. Ressalto e digo tudo publicamente, porque foram declarações públicas feitas por bispos da Igreja. Fui chamado de excomungado, verme, protestante, marxista, e também de católico reformado (em referência à reforma protestante). Nem menciono os xingamentos recebidos de padres, muitos de baixo calão. Mas argumento sério, que é o importante, nenhum. Quando o argumento cai, e permanece o ataque pessoal, é porque eles tentam esvaziar a mensagem e tirar a credibilidade do mensageiro. Mas diante de fatos contundentes, bem apresentados e de forma pedagógica, eles não têm o que dizer.

Sobre a questão que levantei, das doações da CNBB para a ABONG, ela emitiu nota dizendo: “O dinheiro não ficou com a ABONG”. No entanto, a própria ABONG divulgou nota no dia 26 de fevereiro, na qual afirma: “Nós mesmos administramos o dinheiro”. Portanto, a própria ABONG o confirmou! Por que a CNBB não se retratou? Porque não tem o que dizer. Eu poderia replicar, como Nosso Senhor Jesus Cristo fez diante dos que o insultavam e agrediam: “Se eu faço mal, por que não me dizem o mal que fiz? Se faço o bem, por que me batem e me criticam?”.

Se falei uma mentira, que eu seja desmentido. Se assim for feito, eu vou pedir perdão, sem nenhum problema. Mas se é verdade o que eu disse, corrijam-se, peçam perdão pelo erro cometido, e se proponham a reparar os danos praticados. Esta seria uma atitude de coerência e humildade cristã.

Catolicismo — O senhor poderia dizer aos nossos leitores o que pensa da Teologia da Libertação, descrever suas origens e seus objetivos?

Bernardo Küster — Sucintamente, a Teologia da Libertação, segundo afirmou o próprio Bento XVI, não pode ser chamada de heresia, pois a heresia pega apenas um ou dois pontos de doutrina, e ora os exalta demais, ora os apaga. Já a Teologia da Libertação é uma revisão total e absoluta do Cristianismo.

Segundo Ion Mihai Pacepa [foto ao lado], que foi chefe do serviço de espionagem romeno e braço da KGB, a origem da Teologia da Libertação estaria em Nikita Kruschev, sucessor de Stalin. Ele percebeu que na América Latina o comunismo só tinha entrado em Cuba através de Fidel Castro e Che Guevara, e no resto do continente eles tinham dificuldade de entrar. Kruschev percebeu que o comunismo não lograva êxito devido à existência do catolicismo. Desde o Padre Anchieta até os anos 60, o catolicismo imperou no Brasil e plasmou a nossa civilização. Também não era possível entrar na Bolívia e em outros países da América Latina, por causa do catolicismo. Se não conseguiam entrar devido ao catolicismo, a solução seria eles se infiltrarem no catolicismo e entrarem por meio dele.

Catolicismo — Quem financiou o evento das CEBS em Londrina?

Bernardo Küster — Boa parte foi financiada pela Fundação Adveniat, da Conferência dos Bispos alemães, que é muito progressista, a ponto de autorizar a comunhão para luteranos. O responsável dessa fundação no Brasil é Norbert Bout. Durante o 14º intereclesial das CEBs, ele se reuniu com Frei Betto e mais 60 bispos, cujos nomes tenho listados. Trataram de quê? Teria sido o assunto financiamento? Não foi divulgado. Uma parte, segundo me informaram, foi doada por dioceses, principalmente pela diocese de Londrina. 

* http://www.pliniocorreadeoliveira.info/1982_CEBs_o_que_sao_LIVRO.htm#.Wt583dT4_IU

Legenda:
Dom Paulo Evaristo Arns, Lula e Frei Betto: a esquerda católica nas origens do PT.



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