Catolicismo n° 811, julho de 2018
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(continuação)

teriam satisfação as beatices caturras, os interesses pequeninos e as vaidades mesquinhas" (Legionário, 23/janeiro/1944).

Uma campanha difamatória insidiosa

Um dos católicos de maior projeção no Estado de São Paulo assim se manifestou:

"Quando lhe escrevi minha carta anterior, eu ignorava por completo a celeuma que o seu livro levantou. [...] Não se aborreça com o que está sucedendo. Mons. Ségur prestou os serviços que todos sabemos e, sendo amicíssimo do Santo Padre Pio IX, esteve a pique de ser suspenso. Eu já tenho alguma experiência do que colhemos nós quando nos pomos de corpo, alma e coração ao serviço da Igreja. É cousa amarga, mas se tal não fosse, onde o nosso mérito? Coragem! Deixe cair a poeira e hão de lhe fazer justiça. E se não chegar o dia da reparação, tanto melhor: lá está a razão nas bem-aventuranças. Adeus!" (Legionário, 28/novembro/1943).

Em sua edição de junho, a revista "Tradição", de Recife, publicou o seguinte editorial, de autoria do Sr. Galdino Loreto:

"O livro do Dr. Plinio Corrêa de Oliveira deve ser lido por todos aqueles, leigos e sacerdotes, que se dedicam em nossa terra ao apostolado de Cristo, porque além de situar com muita justeza o problema das relações da A.C. com as associações auxiliares e o apostolado leigo em geral, nos alerta contra esse conjunto de tendências mal orientadas que vinha se insinuando sutilmente em muitos meios católicos, conquistando a simpatia dos menos avisados".

Cônego Eustáquio de Queiroz, censor da Cúria Diocesana de Recife (PE), em artigo no "Jornal do Comércio":

"Aqui temos o título de um excelente livro da autoria do senhor Plinio Corrêa de Oliveira, presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo [...]. É o primeiro livro que se publica contra certos exageros que, infelizmente se iam infiltrando na A.C. [...] O espírito que informa o seu valioso trabalho é o melhor possível" (Legionário, 2/julho/1944).

Aprovação indiscutível da Santa Sé – Demorada, mas definitiva

Em artigo publicado na "Folha de São Paulo", Dr. Plinio declarou que a publicação de E.D.A.C. fora deliberadamente uma atitude de kamikaze, ou seja, de um combatente que se dispõe à morte, lançando-se contra o inimigo juntamente com grande carga de explosivos. Conhecedor da arena social, onde se digladiam contendores de todo tipo, inclusive grande número de caluniadores, de desonestos e de interesseiros, ele sabia que a reação forçosamente viria, e não tinha dúvida de que haveria adversários dispostos a tudo para derrotá-lo. Algumas cartas acima transcritas mencionam esforços desse tipo de adversários.

A polêmica foi grande, difícil, arriscada, mas sustentada de viseira erguida pelo principal contendor. Com o objetivo de cessar os desentendimentos, o novo Cardeal-Arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, pediu que o autor cessasse a publicação no Legionário das inúmeras cartas de apoio que continuava recebendo. Dr. Plinio acatou prontamente o pedido, sendo este o motivo pelo qual não temos mais cartas para transcrever neste artigo. Teríamos, no entanto, muitas outras contendo vociferações dos adversários, aos quais S. Emcia. não fez equivalente pedido...

Esse silêncio de morte foi rompido por Roma. Uma carta oficial em latim, proveniente da Secretaria de Estado de Sua Santidade no Palácio do Vaticano, datada de 26 de fevereiro de 1949 e assinada por Mons. João Baptista Montini, assim dizia:

"Preclaro Senhor, levado por tua dedicação e piedade filial ofereceste ao Santo Padre o livro Em Defesa da Ação Católica, em cujo trabalho revelaste aprimorado cuidado e aturada diligência. Sua Santidade regozija-se contigo porque explanaste e defendeste com penetração e clareza a Ação Católica, da qual possuis um conhecimento completo, e a qual tens em grande apreço, de tal modo que se tornou claro para todos quão oportuno é estudar e promover tal forma auxiliar do apostolado hierárquico. O Augusto Pontífice de todo o coração faz votos que deste teu trabalho resultem ricos e sazonados frutos, e colhas não pequenas nem poucas consolações. E como penhor de que assim seja, te concede a Bênção Apostólica. Entrementes, com a devida consideração me declaro muito devotado, J.B. Montini."

Em 19 de março de 1949, Dr. Plinio enviou a Mons. Montini seu agradecimento:

"Redigi meu trabalho com o único desejo de dar a conhecer as sábias orientações da Santa Sé sobre a Ação Católica, e de as defender contra as interpretações realmente perigosas. Nada, portanto, poderia tocar-me tão profundamente quanto saber que meu livro foi honrado com a augusta aprovação do Sumo Pontífice. [...] Queira Deus me conceder a graça de servir ao Santo Padre a cada momento de minha vida, e derramar meu sangue por ele, se alguma vez surgir a oportunidade."

Plinio Corrêa de Oliveira estava então com a sua personalidade de católico intacta. Uma auréola paira sobre todo homem que sofre pela Igreja. Quanto ao progressismo, seu veneno tinha sido revelado. E embora suas toxinas tenham continuado a se difundir, não foi sem grande dificuldade. Necessitou-se do Concílio Vaticano II para reanimá-lo... 

Notas:

O texto completo do livro Em defesa da Ação Católica pode ser obtido no link:

http://www.pliniocorreadeoliveira.info/EmDefesadaA%C3%A7%C3%A3oCat%C3%B3lica.pdf

*Publicações de Catolicismo sobre Em Defesa da Ação Católica:

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/511/mes/Junho2003

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=32271654-3048-313C-2EFCDC150C5F2A61&mes=Junho2008

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=AD485EDC-CF0B-0E2C-D94A85E00126AE20&mes=agosto2005

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/FBA5AD8C-3048-313C-2E52E1F325677A62/mes/Agosto1993

LEGENDAS:
- Carta altamente elogiosa da Santa Sé, escrita em nome de Pio XII pelo então Monsenhor Montini, futuro Paulo VI.
- Rascunho da carta de agradecimento a Mons. Montini, enviada por Dr. Plinio.



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