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A comunistização da Nicarágua pela "esquerda católica"

Paulo Roberto Campos

Noite Sandinista – Foi este o título de importante reportagem publicada por Catolicismo na edição de julho-agosto de 1980. Seguia-se ao título uma explicitação do conteúdo: O incitamento à guerrilha, que sandinistas "cristãos" dirigiram à esquerda católica no Brasil e na América espanhola.1

Bem documentada e ilustrada, continha comentários incisivos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre a Revolução Sandinista na Nicarágua, dentre os quais podemos ressaltar esta conclusão:

"No caso de emitir um juízo sobre o 'cristianismo sandinista' ou 'sandinismo cristão', pode-se afirmar com segurança que constitui pelo menos uma possante corrente de 'companheiros de viagem' adeptos do comunismo. Ou uma mal velada seção do comunismo internacional, especializada em confundir e iludir os meios religiosos, neles infiltrar-se, e por fim utilizá-los como estribo para alcançar o poder." 2

Analisando retrospectivamente o passado recente, pode-se entender claramente a importância da atuação da "esquerda católica" e de "teólogos da libertação" na Nicarágua. Essa era a infiltração ideológica de agentes religiosos a serviço do comunismo, diagnosticada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Inoculada nos últimos anos da década de 70, ela incentivou a guerrilha marxista-sandinista, que culminou no domínio comunista. Assim se arruinou a saúde daquele país centro-americano, levando-o à UTI na qual se encontra nos presentes dias. Esta é a origem profunda dos males atuais, cujo conhecimento evidencia também a medicação necessária.

Na capa da referida edição de Catolicismo [foto acima], um guerrilheiro sandinista com sua metralhadora, no alto da torre de uma igreja, controla a população da cidade colonial de León, a segunda maior da Nicarágua. Na contracapa, a foto de uma freira com um fuzil, ao lado de uma guerrilheira [foto à dir.], é mais um flagrante de atuação da "Teologia da Libertação". Cenas eloquentes, que vinculam o clero progressista à nefasta Revolução Sandinista. E não foram raros os depósitos de armas e munições dos guerrilheiros descobertos em igrejas nicaraguenses.

Recomendamos a leitura da referida reportagem [o link para a sua íntegra está no final deste artigo3], pois revela claramente que sem o apoio da igreja progressista a Nicarágua não estaria imersa na caótica situação atual.

Revolução sandinista – produto de exportação

A reportagem foi baseada em gravações de conferências de líderes e simpatizantes da Revolução Sandinista durante um congresso realizado em São Paulo. Em fins de fevereiro de 1980, mentores da "Teologia da Libertação" oriundos de vários países se reuniram no Instituto Paulo VI (Centro de Treinamento de Líderes da Arquidiocese de São Paulo), localizado em Taboão da Serra (SP), para a 4ª edição do Congresso

(continua)

LEGENDA:
- Nos últimos três meses, mais de 400 nicaraguenses foram brutalmente mortos em manifestações contra a ditadura do esquerdista Daniel Ortega.