REALIDADE CONCISAMENTE

Decomposição da Venezuela infecciona o Continente

Mais de dois milhões de venezuelanos emigraram para a Colômbia, o Brasil e outros países. Aproximadamente 300 mil vivem ao relento no Equador. Em Buenos Aires, nasceu o bairro “Palermo Caracas”. Muitos técnicos deixaram a PDVSA (companhia estatal de petróleo) e alguns deles tentam chegar a pé até a Patagônia (8.000 km!), onde novas jazidas de gás e petróleo precisam de mão-de-obra. A inflação anual beira 1.000.000%. Maduro apagou cinco zeros das cédulas e promete um crescimento irreal, com recursos da Rússia e da China. “O pessoal está morrendo de fome”, disse o diretor da petroleira norueguesa Equinor. O seguro médico não funciona, as refeições não chegam, os encanamentos e depósitos vazam petróleo. “Roubam carros e tampas das cisternas. Tiram as peças e as fundem, para revender o cobre e alimentar a família”, narrou Ali Moshiri, executivo da Chevron.

A triste sina da Suécia islamizada

A Universidade de Defesa da Suécia estudou o islamismo salafista, que substitui as “conquistas” antinaturais e anticristãs da agenda LGBT pelo delírio oposto. Entre as duas pinças, o cristianismo é triturado. Os salafistas comparam os suecos aos porcos, por serem animais impuros. O pregador Anas Khalifa [foto] explica: “Se você se depara com um cristão ou com um judeu, sente ódio porque ele não acredita em Alá”. Existe um plano de conquista islâmica da Suécia. Em Borås, crianças muçulmanas ameaçaram cortar a garganta dos colegas e lhes mostraram decapitações em seus celulares. Em Västerås, a expansão se entrelaça com o crime. Em Gotemburgo, os islamitas ostentaram a bandeira do Estado Islâmico em uma mesa eleitoral; em Estocolmo, dominam empresas e mesquitas instaladas em subsolos e associações culturais. O estudo reprova as autoridades, que não relacionam esses salafistas com as “mesquitas que instruem os radicais e violentos”. Essa cegueira não atinge apenas as autoridades suecas, mas também seus homólogos europeus e ocidentais.

Ditadura chinesa assemelha-se ao Anticristo

Câmeras de reconhecimento facial escaneiam as fisionomias nas estações de trem, registram quem entra e quando sai dos prédios. Telões exibem nas ruas os rostos de desobedientes e inadimplentes. No seu afã de reprimir as desigualdades, o Partido Comunista Chinês cerceia cada vez mais a liberdade que elas geram: vigia o uso pessoal da internet, os ingressos em hotéis, os que viajam de trem e avião, os trajetos dos carros; ele mapeia as minorias étnicas e religiosas, os amigos e parentes dos que não pensam como o regime. O jornal oficial elogiou as prisões feitas em concertos pop após reconhecimento facial, parafraseando uma canção: “És uma rede de amor infinito, que pode me prender com facilidade”. Há cerca de 200 milhões de câmeras ligadas. A ideia foi de Mao Tsé-Tung e Xi Jinping tenta implantá-la. Assim se exerce a nova escravidão, sem necessidade de multiplicar granjas coletivas ou campos de concentração.

Vaticano abandona greco-católicos na Ucrânia

Um dos aspectos da “mudança de paradigma” do Papa Francisco, ressaltado pelos especialistas, são seus constantes acenos aos piores inimigos do Ocidente. Um deles é a Rússia, apontada por Nossa Senhora em Fátima como um flagelo prestes a se abater sobre o mundo. O vaticanista John Allen, simpatizante da Ostpolitik vaticana, afirma que o Papa é aliado de Putin, chefe de guerra na Síria, mas ao mesmo tempo silencia sobre a invasão russa da Ucrânia. A diplomacia pontifícia desaponta assim o rito greco-católico ucraniano, o maior rito oriental da Igreja. O Pontífice deixou eufórico o “Patriarcado de Moscou”, cismático, cujos representantes foram a Roma pedir o fim do apostolado dos greco-católicos. Para os russos ortodoxos, esse rito nem deveria existir. Em julho, o Papa recebeu o Arcebispo-mor dos greco-católicos. Em comunicado após a reunião, este “refutou sistematicamente todos os pontos afirmados pelo Papa Francisco em seu encontro com os ortodoxos russos”. Os Papas sempre apoiaram os greco-católicos no mundo russo, mas a diplomacia vaticana corre hoje no sentido desejado por Moscou. A “mudança de paradigma” do Papa Francisco produziu em grau máximo, neste ponto, uma inversão contrária à História e à Fé.

Ditadura verde: cercear a liberdade para “salvar o clima”

François-Marie Bréon, diretor do Centre National de Recherches Scientifiques (CNRS) francês, pede medidas radicais para “salvar o planeta”. E ameaçou: “Jamais voltaremos a ter temperaturas normais, a menos que a população humana seja reduzida à sua décima parte”. Adiantou que teremos “menos aviões, menos casas aquecidas. Será necessário aumentar o preço do gás, da gasolina. A luta contra a mudança climática é incompatível com o turismo. São medidas claramente impopulares, e não serão boas para a economia”. Por isso, louvou “a luta contra a mudança climática, contrária às liberdades individuais e à democracia”. Bréon não professa uma religião definida, mas provavelmente é adepto da encíclica verde Laudato si, do Papa Francisco.

Concessão à China preocupa argentinos na Patagônia

Numa área desértica da Patagônia ergue-se uma gigantesca antena da China, da altura de um prédio de dezesseis andares. Com um dispositivo central de 450 toneladas, ela está sob o controle do Exército vermelho e tem como objetivo declarado controlar satélites e missões espaciais chinesas. “Uma antena gigante é como um enorme aspirador: suga sinais, informações, toda espécie de coisas”, disse Dean Cheng, especialista em segurança nacional chinesa. Pequim tem o usufruto gratuito, por 50 anos, de 200 hectares em Neuquén, perto da fronteira chilena, e da megajazida argentina de gás e petróleo de Vaca Muerta. Poucas semanas após o início das atividades da antena, o Pentágono criou um centro de respostas de emergência no mesmo estado. “O pessoal acha que é uma base militar e tem medo”, disse a diretora da rádio local. O prefeito da maior cidade próxima acha que é um “olho apontado contra os EUA”. O governo Macri exige que a antena só tenha usos científicos e nunca militares, mas o modo de proceder da China comunista não inspira confiança.