PÁGINA MARIANA

Homenagem à nossa Generalíssima

Poucos brasileiros sabem, mas Nossa Senhora Aparecida recebeu das Forças Armadas, há 50 anos, a patente de Generalíssima do Exército Brasileiro.

Em 1822, quando Dom Pedro I proclamou nossa Independência, o Brasil recebeu de Nossa Senhora, “logo ao nascer como nação, o primeiro sorriso e a primeira bênção”, segundo feliz expressão de Plinio Corrêa de Oliveira. Era, pois, natural que as nossas Forças Armadas prestassem essa justa homenagem Àquela sem cuja intercessão o Brasil não se sustentaria.

Este fato é rememorado pelo Ir. André Luiz Oliveira — missionário redentorista, escritor, teologando, mariólogo, associado da Academia Marial de Aparecida — no artigo que aqui transcrevemos.

Generalíssima do Exército, Nossa Senhora Aparecida o é também dos católicos militantes.
Enquanto tais, prestamos aqui a Ela a nossa comovida homenagem.

Da série de artigos marianos sobre os títulos eclesiásticos e civis concedidos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, merece especial destaque o de Generalíssima do Exército Brasileiro, por tratar-se de um título completamente civil e único na história do país, outorgado em 1967, cujo jubileu de ouro (50 anos) comemoramos. Em sua vertente masculina — Generalíssimo — trata-se de uma das mais altas patentes militares, de caráter exclusivo masculino. O termo, que é um superlativo da palavra General, é utilizado para destacar Generais, cujos cargos foram além do normalmente permitido pelas patentes militares.

Em 17 de abril de 1965, uma comissão de militares de Belo Horizonte encaminhou ao Reitor do Santuário de Aparecida o pedido de peregrinação nacional da imagem, em decorrência das comemorações dos 250 anos de seu encontro, a iniciar pela capital mineira Belo Horizonte. O pedido fora levado a Aparecida/SP, em pergaminho, pelo Comandante da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. O documento trazia os seguintes dizeres:

“O Povo Mineiro, interpretando o desejo de todo o Povo Brasileiro, vem, pela comissão abaixo relacionada, respeitosamente, pedir a Vossa Eminência Reverendíssima e ao D.D. Conselho Administrativo da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que se dignem conceder licença para que a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, seja levada em triunfante peregrinação às Capitais de todos os Estados do Brasil, sendo em Brasília aclamada Generalíssima das Gloriosas Forças Armadas Brasileiras”.

Segue-se a assinatura do então Presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Porém, o pedido de peregrinação acabou não sendo atendido. O título de Generalíssima do Exército foi protelado, e assim coube posteriormente ao então Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva, outorgar em 1967 o título. O ato aconteceu na capital espiritual do Brasil — Aparecida/SP — durante as comemorações dos 250 anos do encontro da imagem, na mesma ocasião em que foi solenemente entregue pelo legado pontifício, o Cardeal Amleto Cicognani, a Rosa de Ouro — alta condecoração pontifícia exclusiva para mulheres — oferecida pelo Papa Paulo VI em 15 de agosto de 1967. Passou assim a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida a ter o reconhecimento civil conferido pela patente mais alta do Exército Brasileiro, sendo-lhe prestadas as devidas reverências e honras militares. 

Fonte: site da Academia Marial de Aparecida

http://www.a12.com/academia/artigos/os-titulos-de-aparecida-generalissima-do-exercito

VIDAS DE SANTOS

São Paulino de York

Plinio Maria Solimeo

Discípulo de São Gregório Magno, ajudou Santo Agostinho de Cantuária na evangelização da Inglaterra e tornou-se Arcebispo de York

Desejando levar uma vida mais perfeita, o futuro Papa São Gregório Magno vendeu suas propriedades na Sicília em 574, após a morte do pai, e ali fundou seis mosteiros. Também transformou em mosteiro sua mansão natal no Monte Célio, em Roma, e nele ingressou, sendo eleito abade pouco depois.

Na História Eclesiástica, concluída em 731, narra São Beda, o Venerável, que São Gregório deparou-se com um grupo de jovens escravos ingleses, e exclamou: “Non sunt angli, sed angeli” (não são anglos, mas anjos). A seguir, teria completado: “O nome é adequado para eles, porque têm faces angélicas e devem ser co-herdeiros dos anjos no Céu”. A partir de então demonstrou desejo de ir àquelas terras para evangelizar seus habitantes.

Por volta de 596, cerca de seis anos após São Gregório assumir a Sé de Pedro, circulou em Roma a notícia de que os habitantes pagãos da Grã-Bretanha estavam prontos para abraçar em grande número a fé católica, desde que se encontrassem pregadores capazes de instruí-los. Dando crédito à notícia, o Papa começou a procurar meios para realizar esse sonho de seus primeiros dias. Voltando-se naturalmente para a comunidade que governara no mosteiro do Monte Célio, selecionou ali cerca de 40 monges, designando Agostinho, então prior, como seu representante e porta-voz. Agostinho tornar-se-á célebre como Santo Agostinho de Cantuária, Apóstolo da Inglaterra. Dele diz o Martirológio Romano a 26 de maio: “Em Cantuária, na Grã-Bretanha, o natalício [para o céu] de Santo Agostinho, bispo e confessor. Enviado com outros companheiros pelo bem-aventurado Papa Gregório, pregou aos anglos o Santo Evangelho de Cristo. Cercado pela glória de virtudes e milagres, ali descansou na paz do Senhor”.

(continua)

LEGENDA:
- São Paulino foi sagrado bispo em 21 de julho de 625.