AÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA (I)

TFPs europeias promovem Academia de Verão na Áustria

Gabriel Zeymer

As TFPs europeias vêm realizando simpósios de formação para jovens desde 2001. Entre os dias 12 e 16 de agosto último, a histórica Cartuxa de Gaming, na Áustria, sediou mais um desses simpósios. Participaram mais de 100 representantes de 18 países, tendo jovens da Bielorrússia, Dinamarca e Romênia comparecido pela primeira vez.

O tema central das conferências foi Maio de 68 – passados 50 anos, como reagir a uma Revolução que mudou o mundo. Foram apresentadas as agitações de maio de 1968 em Paris como o marco de uma Revolução que penetrou profundamente na mentalidade e nos costumes da juventude, e cujos malefícios continuam a influenciar as novas gerações até os nossos dias.

Conhecidos slogans lançados então pelos universitários da Sorbonne são reveladores da sua radicalidade: É proibido proibir; Nós não falamos sobre a pílula, nós a tomamos; Álcool mata, tome LSD; A imaginação tomou conta do poder; Contra acionistas, só rifles adiantam; Quebra o que te destrói; Seja realista, exija o impossível; Nem Deus, nem mestre.

Esses princípios são pregados até hoje, sob a forma de revolução homossexual, teoria de gênero, eutanásia. Incutidos desde o jardim de infância, tais agendas se prolongam nas escolas e nas universidades.

Para exercerem influência decisiva contra a propagação desses intentos revolucionários, os jovens participantes do simpósio foram convidados a se tornarem líderes de um movimento de restauração da sociedade. Tal foi o desafio que as TFPs europeias seguiram e propuseram aos jovens como parte do programa.

No primeiro dia, Dom Atanásio Schneider, bispo-auxiliar de Astana (Cazaquistão), celebrou a Santa Missa de abertura. Em seguida, proferiu uma importante conferência, no fim da qual respondeu a diversas perguntas.

Além da celebração diária da Missa segundo o rito tradicional, os participantes visitaram o célebre Santuário de Nossa Senhora de Mariazell, onde houve a imposição do escapulário do Carmo para os que ainda não o tinham recebido. Dentre os depoimentos dos participantes sobre o evento, transcrevo resumidamente alguns:

“Estou muito feliz por ter participado da Conferência Internacional para estudantes, em Gaming. Para mim, o principal assunto foi a Revolução de Maio de 68, absolutamente crucial. Conheço muitas pessoas conservadoras e religiosas sob a influência dessa revolução. As palestras foram excelentes e expostas de forma clara e objetiva, mostrando como a Revolução atua e como devemos reagir. Julio Loredo, por exemplo, destacou como a Revolução cultural age nas tendências. Devemos fazer a Contra-Revolução especialmente no campo das tendências” (Adam Zbierski, 22 anos, Polônia).

“Os temas das palestras foram selecionados com muita sabedoria e aprendi muito sobre a Revolução da Sorbonne. Agora estou mais consciente de quais ideias influenciaram aquele movimento, e como reagir com uma ação contra-revolucionária. Sou muito grato aos organizadores, que fizeram um ótimo trabalho!” (Andrej Ralbovský, 28 anos, Eslováquia).

“Uma coisa que realmente me impressionou foi o convívio e a integração natural dos contra-revolucionários de todo o mundo. Embora os jovens viessem de diferentes culturas e sociedades, todos tinham um ideal semelhante, desejavam saber o que é a Revolução e como combatê-la, especialmente no que se refere a Maio de 1968” (Domenick Galatolo, 18 anos, Estados Unidos).