Dezembro de 2016
Revolução Cultural na família e seus reflexos na legislação
Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão
Ação Contra-Revolucionária - 2

Revolução Cultural na família e seus reflexos na legislação

Rodrigo da Costa Dias

 

Por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, realizou-se no dia 18 de outubro no Clube Homs de São Paulo uma conferência sobre o tema em epígrafe, proferida pelo desembargador Ricardo Henry Marques Dip, Presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

A sessão foi aberta pelo diretor do Instituto, Dr. Eduardo de Barros Brotero, que acentuou a alta relevância para a causa da Contra-Revolução do assunto a ser tratado, pois a instituição familiar tem sido um dos principais alvos dos revolucionários. Lembrou também que o lema da sociedade fundada por Plinio Corrêa de Oliveira, patrono do Instituto, era Tradição, Família e Propriedade, e que, portanto, tudo o que se refere à defesa da instituição familiar era particularmente grato.

Dr. Eduardo de Barros Brotero

A conferência do Dr. Ricardo Dip girou em torno da desconstrução e reconstrução dos direitos de registros públicos, apontando o que se poderia chamar de “direito clássico” e o que qualificou como “direito revolucionário socialista”. O primeiro apresenta no plano das obrigações a ideia da autonomia privada, enquanto que o segundovisa o regulamento dos contratos.

O “direito clássico” sustenta a necessidade, a justiça e a ampla vantagem econômica da existência da propriedade, enquanto o “direito revolucionário socialista” propugna ampla limitação e até supressão da propriedade privada. O “direito clássico” sustenta ser a família a célula mater da sociedade, constituída por uma sociedade conjugal monogâmica, formada por homem e mulher, enquanto o “direito revolucionário socialista” propugna a união livre, tomando contornos poligâmicos e aspectos de caráter homossexual, podendo chegar mesmo a propostas de zoofilia e de absurdos “casamentos” com travesseiros, móveis...

O Dr. Ricardo Dip afirmou que, até há pouco, o alvo principal do processo revolucionário era a destruição da propriedade privada, o que levou os seus fautores a desconstruir os registros de imóveis a fim de lhes facilitar o escuso objetivo. Depois de deixar a propriedade combalida, os revolucionários se voltaram contra a instituição da família e os cartórios de registros civis se tornaram o seu alvo predileto.

Dr. Ricardo Dip

Quanto aos fins remotos, o ilustre palestrante explicou que eles coincidem com os fins gerais da pós-modernidade, ou seja, de que tudo é possível, bastando apenas querer! Assim, nos planos da família e do casamento, tudo será possível.

Por fim, lembrou que em sua juventude conheceu o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, tendo sido para ele uma particular emoção fazer uma conferência no Instituto que leva o seu nome.

As palavras de encerramento foram de Dom Bertrand de Orleans e Bragança. Ele ressaltou que a conferência foi uma confirmação do vaticínio do Prof. Plinio de que estamos sendo vítimas de um processo revolucionário visando a destruição da Cristandade e a implantação de uma ordem de coisas absolutamente contrária à boa ordem criada por Deus.

Apesar dessa ação demolidora, o Príncipe se disse reconfortado ao constatar um número sempre crescente de jovens que desejam lutar pelos princípios do Direito Natural e do verdadeiro catolicismo.

Os leitores que desejarem assistir a íntegra dessa importante conferência poderão fazê-lo acessando o vídeo no seguinte endereço na internet: http://ipco.org.br/ipco/fotos-e-videos-da-conferencia-a-revolucao-cultural-na-familia-e-seus-reflexos-na-lei

 

Comente
Leia os comentários
Envie para amigos
Versao para impressão