Julho de 2016
Carta do diretor
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Carta do Diretor

Caro leitor,

Como na introdução da matéria de capa a Direção desta revista já analisa o sentido das expressões Justiça e Misericórdia, observando que elas são frequentemente adulteradas e empregadas num sentido materialista, julgamos oportuno tratar de tais virtudes do ponto de vista da imutável doutrina da Igreja.

Por isso, ao abordar aqui o tema da justiça, ressalta-se o fato de que seu significado religioso mais profundo se deu com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo à Terra. É a justiça de Deus, da qual o homem participa.

Em seu Evangelho, São Mateus fala de “justo”, o que significa santo, fiel a Deus, perfeito, piedoso.

Como virtude cardeal, a justiça é um hábito sobrenatural que inclina a vontade, de modo constante, a conceder a cada qual o que lhe é estritamente devido.

Após distinguir os tipos de justiça, o artigo refuta a doutrina socialista, tão difundida em nossos dias, segundo a qual todas as desigualdades, de qualquer gênero, são injustas em si mesmas. E embasa sua argumentação em textos de Santo Tomás de Aquino extraídos da Suma Teológica e da Suma Contra Gentes, bem como em admiráveis excertos dos Papas Leão XIII e Pio XI.

Aparentemente, parece haver certa oposição entre justiça e misericórdia. Entretanto, Deus — como esclarece o Doutor Angélico —, ao aplicar a misericórdia, não elimina a justiça. Na verdade, a misericórdia é a plenitude da justiça.

Em seus sentidos autênticos, a misericórdia e a caridade não impedem a aplicação da mais estrita justiça, antes constituem o seu complemento.

Foi o que sempre ensinou a doutrina católica genuína. E, sobretudo na época de crise em que vivemos, cumpre aos católicos defendê-la contra os que propugnam um igualitarismo antinatural, oposto às justas e proporcionadas desigualdades do Universo criado por Deus.

Encerrando, aproveitamos para chamar a atenção do leitor para a importante matéria, também publicada nesta edição, referente à plena proteção jurídica de cada nascituro, iniciativa civil da entidade polonesa Stop Aborto, promovida pelo Instituto pela Cultura Jurídica Ordo Juris.

Tal iniciativa constitui admirável exemplo de posição antiabortista dada pela católica Polônia aos países do mundo inteiro.

Desejo a todos uma boa leitura.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

catolicismo@terra.com.br

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