Março de 2007
Persistir no erro é diabólico
Escrevem os Leitores

Persistir no erro é diabólico

Não conhecia os estudos científicos citados no artigo de Catolicismo sobre os métodos de ensino, mas é evidente que meninos e meninas aprendem de maneira diferente. Entretanto, os especialistas, ridículos pedagogos nomeados pelo atual governo, não querem ver o óbvio e continuam a cometer os mesmos erros de seus antecessores. É bem o caso de dizer que errar é humano, mas persistir no erro é diabólico. Temos como resultado essa crise no ensino, o péssimo desempenho escolar dos alunos brasileiros e o baixo nível do ensino em nosso País, dos mais baixos dos países nas três Américas. Graças a tais “especialistas”.

Sugiro que os redatores de Catolicismo façam exposições sobre esse tema nos colégios. Acho que nasceria um debate muito proveitoso para alunos, e mesmo para professoras e professores que estejam de boa fé. Entretanto, sei que não depende deles a mudança no método de ensino atual.

(D.F.D.C. — SP)



Bons frutos, boa árvore

Gostaria de agradecer-lhes pela análise do sistema de ensino moderno (fracassado totalmente). Essa publicação ajudou-me muito para desfazer objeções que pessoas próximas à minha família faziam ao sistema antigo (que tão bons frutos produziu). Precisamos criar aqui um movimento de pais com o objetivo de se retornar ao sistema tradicional de ensino em todos os níveis de instrução.

(R.C.M. — SP)

Blá-blá-blá de baratas tontas

Se a pedagogia moderna fosse realmente eficaz, os resultados do ENEM não seriam essas “maravilhas” que temos visto a cada ano. A cada ano reúnem-se os responsáveis pelo exame e emitem um blá-blá-blá sem fim, como baratas tontas à busca de uma solução. Mas não a encontram. Por quê? Porque não procuram as causas profundas que geraram o péssimo ensino das escolas em nossos dias. A revista Catolicismo levantou a cortina e mostrou as causas do problema, não apenas seus péssimos efeitos. Agora, basta os responsáveis reconhecerem seus erros e voltarem atrás. É o que primeiramente têm que fazer, para surgir uma solução. Mas... quererão? Eis a questão!

(V.C.P.A. — SP)

Analfabetos funcionais

De fato, os adolescentes saem da escola sem saber ler nem escrever. É urgente uma atitude categórica das autoridades para mudar o sistema de ensino. Caso contrário, teremos um futuro sombrio, com adultos que passaram por todos graus do aprendizado, mas semi-analfabetos.

(C.M. – ES)

É uma vergonha

Por vezes faço o acompanhamento das redações de vestibulandos. Analisando o que os alunos escrevem, tem-se vontade de morrer de rir (rir para não chorar). O que escrevem, freqüentemente são verdadeiras piadas. É vergonhoso para nós brasileiros.

(D.G.X. — GO)

Nota 10 em corrupção

Pelos exames do Ministério da Educação e Cultura constatamos que o Brasil está no último vagão do trem dos países, na avaliação do ensino público e, infelizmente, mesmo no ensino particular. Com raras exceções, as médias de nossos colégios são as mais baixas. Segundo informações recentes divulgadas pelo MEC, a educação nos últimos anos piorou ainda mais, apesar da promessa do presidente Lula de aprimorar a qualidade do ensino já no seu primeiro mandato.

Mas o governo não está preocupado em corrigir a situação e aplicar-se na melhoria do ensino. Não tem tempo para isto, porque está mais ocupado — e muito — em tentar pôr o Brasil no primeiro vagão do mundo em matéria de corrupção dos colegiais. Basta ver a campanha do Ministério da Saúde para distribuir maciçamente preservativos aos alunos da rede pública escolar, mesmo àqueles que têm apenas 13 anos de idade... Inclusive com um projeto de instalação de máquinas de distribuição de preservativos nos colégios, como aquelas máquinas de refrigerante. Estimulando precocemente, com tal distribuição, a sexualidade dos meninos. Pobres garotos, obrigados a irem a escolas onde se favorece sua corrupção moral. Pobres pais, que não conseguem impedir isso. O meu pensamento é: o Estado não tem que se meter nessa matéria moral, pois é um assunto particular que se trata em família, de pai para filho, de mãe para filha e, mesmo assim, não em qualquer idade. Tem-se que esperar o momento apropriado.

Dentre os primeiros na corrupção e dentre os últimos no ensino público — é a triste posição em que se encontra o Brasil; em que um de seus Ministérios está ensinando as crianças a usar preservativos, mas não os ensina a usar nossa gramática de modo correto, a ler e escrever de modo decente.

Os pais poderiam se organizar para tentar impedir que seus filhos percam a inocência precocemente. É claro que, com essas medidas de distribuição de preservativos nas escolas, o governo está colaborando com o processo de degradação moral de nossas crianças e jovens, aumentando a corrupção.

Além do mais, o governo está criando condições para a expansão de casos de pedofilia. Pois, com tais distribuições, evidentemente as crianças estarão sendo incentivadas para o sexo, tornando-se mais facilmente vítimas de adultos tarados. O governo fala em combater o chamado “turismo sexual”. Entretanto, com essas iniciativas, prepara nossas crianças para entrar na onda do “turismo sexual”.

O mesmo pode-se dizer de algumas decisões judiciais, permitindo que casais de homossexuais adotem crianças. Uma coisa pavorosa!

Pobre Brasil! Pois também se poderia dizer: nota 10 em corrupção, nota zero em matéria de ensino.

(O.V.F.F. — PE)

“Espetáculo da criminalidade”

O esquartejamento do pequeno João Hélio, arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro, não me sai da cabeça. E nem pode. É impossível esquecer o que os facínoras fizeram. Não podemos nos acostumar com o monstruoso. Não pode haver indiferença em face da barbárie. Não podemos banalizar o sangue das vítimas inocentes. Se isso acontecer, vamos começar a banalizar as piores monstruosidades. Chegaremos a um tempo em que, como na China comunista, pedestres passam indiferentes diante de um bebê abortado e jogado na rua, como se fosse lixo para o caminhão recolher e botar fora. Estaremos vivendo como animais numa selva, não de árvores, mas de prédios.

Já há muito tempo o Legislativo deveria ter aprovado uma lei que reduzisse a maioridade penal, que punisse duramente os “menores” que sabem o que fazem e cometem crimes hediondos como, por exemplo, esse assassinato do pequeno JH. Tais bandidos cometem os piores delitos, e depois alegam: “Doutor, eu sou ‘dimenor’, não bota a mão em mim”. No Brasil, “dimenor” pode assaltar, estuprar e matar, não recebendo nenhuma punição. Resultado: em nosso País não assistimos atualmente ao tão propalado “espetáculo do crescimento”, e sim ao crescimento do crime.

Os congressistas esquerdistas se mobilizam para não permitir a redução da maioridade penal. Alegam que, se ela for aprovada, chegará um dia em que se aprovará a pena de morte. Eles não querem a pena de morte do bandido, só querem que se tenha pena do bandido. O próprio presidente discursou contra a redução da maioridade. Alega-se que não se pode legislar num clima de comoção. Mas pergunto: por que então não legislaram antes da comoção?

(M.M.S.D. — MG)

Resistir e não pactuar

Causa horror o caso do arcebispo polonês (aquele que colaborou como espião do governo comunista da Polônia, e por causa desse escândalo foi obrigado a renunciar). Horror por ver hoje autoridades eclesiásticas olimpicamente querendo ocupar altos cargos dentro da Igreja, mas sem fazerem o “mea culpa” por sua péssima atitude de cooperação com os comunas. Alguns até prestaram serviços de espionagem a favor do governo comunista. Essas autoridades, com seus maus exemplos, moveram o povo de Deus a também cooperar, ao invés de fortalecê-lo no combate ao comunismo.

Propriamente, não se tem como não qualificar tal atitude senão como traição. Com isso eles desmobilizaram os católicos face ao governo comunista. E por causa dessa desmobilização, ele permaneceu no poder por décadas. Se não tivessem cooperado, provavelmente teria caído esse governo, que recebia orientação direta de Moscou. E a Polônia já há muito tempo estaria livre e progredindo.

Lembro-me de ter lido em Catolicismo uma referência bíblica no sentido de que os católicos em geral, mas sobretudo as pessoas do clero, não devem pactuar com o inimigo de Deus para, desse modo, poder viver comodamente. Os verdadeiros católicos devem ser heróicos e corajosos e partir para a luta, ainda que corram risco de vida. Mas não consigo lembrar qual referência da Bíblia era essa. Será que poderiam os Srs. encontrá-la e enviá-la para mim por e-mail? Antecipadamente agradeço.

(P.G.C.F. — RS)

Nota da redação:

Não temos certeza de que a citação abaixo (extraída do Primeiro Livro dos Macabeus) seja aquela a que o caro leitor se referiu. Em todo caso, ela aplica-se muito bem ao tema exposto. Ou seja, que é preciso resistir e não pactuar com os adversários de Deus:

Preparai-vos, disse-lhes Judas Macabeu, sede corajosos e estai prontos desde a manhã para o combate a essas nações que estão unidas para nos arruinar, a nós e a tudo o que possuímos de sagrado; porquanto é preferível morrer no combate que ver nosso povo perseguido e nosso santuário profanado. Que se faça somente a vontade de Deus!” (I Mac. 3, 59-60).