Dezembro de 2009
Justiça alemã proíbe crucifixos e autoriza mesquita, enquanto ecologistas radicais pedem o extermínio da humanidade
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A Realidade Concisamente

Putin tenta evitar afastamento de nações do ex-bloco soviético

As livrarias de Simferopol, Ucrânia, têm as estantes cheias de obras da literatura ocidental traduzidas para o ucraniano, destinadas à leitura dos adolescentes [foto]. O fato causou irritação na Rússia, porque a fracassada URSS quis impor o idioma russo aos países escravizados. Agora estes, que gozam de liberdade, voltam céleres a suas queridas tradições. A questão da língua também é uma maneira de afirmar a própria soberania, precisamente quando o Kremlin de Putin quer reabsorvê-los. O fenômeno repete-se em todos os países do ex-bloco soviético. O russo é um dos poucos grandes idiomas que está perdendo usuários. Os que falam russo cairão de 300 milhões (em 1990) para 150 milhões até 2025, em boa parte porque a população da Rússia está diminuindo, podendo o país perder 20% de seus habitantes até 2.050.

Justiça alemã proíbe crucifixos e autoriza mesquita

O Liceu Diesterweg, no bairro popular de Wedding, Berlim, foi obrigado pela Justiça a montar uma sala-mesquita para os alunos muçulmanos, informou o diário “Libération” de Paris. O fundo anticristão do acórdão patenteia-se à luz da Constituição alemã, que proíbe toda manifestação religiosa nas escolas, pois em 1995 a Corte Constitucional de Karlsruhe anulou a legislação bávara que permitia fixar um Crucifixo nas escolas públicas regionais. Até muçulmanos “moderados” criticaram o radicalismo e parcialidade do novo acórdão. “O único país que autoriza salas de oração nas escolas é o Irã”, disse Öczan Mutlu do partido Verde. “Estou horrorizada”, comentou Birgit Nicolas, diretora de um liceu em Neukölln. Birgit vinha resistindo às exigências de alunos muçulmanos fanatizados, e agora a Justiça deu sinal favorável aos extremistas. Cristo é proibido, e Maomé entronizado: essa é a tendência da União Européia “laicista”!

União Européia proíbe gaitas de fole escocesas

A União Européia (UE) publicou uma “diretriz” — instrução que tem semelhança com a circular do Soviete Supremo da ex-URSS — proibindo o uso das gaitas de fole na Escócia, a pretexto de que seu som atinge excessivos decibéis. Segundo o diário “La Vanguardia” de Barcelona, “os burocratas de Bruxelas arriscam uma revolução de conseqüências imprevisíveis”. Interditar as gaitas é uma medida tão absurda quanto banir nesse país uísque, ovelhas ou kilts dos velhos clãs. O “soviete supremo” da UE tolera as gaitas, caso os músicos as toquem com tampões nos ouvidos durante o máximo de 15 minutos diários... “É uma aberração”, disse Mark Pemberton, diretor da Associação de Orquestras Britânicas, que acrescentou: seria “como pretender que os jogadores de futebol realizem os treinos sem bola”. Os escoceses se uniram para combater o decreto, e quem desejar silenciar as gaitas terá de passar por cima de alguns cadáveres, concluiu o jornal. Mas a UE parece pouco se importar com essas reações, e está empenhada em matar as individualidades das nações nascidas sob o doce influxo da Igreja, de acordo com a ordem natural.

Metais raros: Pequim chantageia Ocidente

A China endureceu o controle e exportação de minérios estratégicos, que quase só se extraem em seu território. Trata-se de elementos — como o disprósio, o térbio e o neodímio [foto] — vitais para aplicações militares. Deng Xiaoping havia instruído os chineses para que, chegando o momento oportuno, chantageassem o Ocidente com esses minérios, como a Opep fez com o petróleo. O plano será executado pelo Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação. Cada ano a China reduz o volume exportado de “terras raras”. A extração desses minérios no mundo livre é obstada pelo ambientalismo. Em conseqüência, “cada vez mais fábricas estão se mudando para a China”, explicou Dudley Kings-North, autoridade na matéria. O plano de hegemonia planetária de Mao Tsé-tung vai sendo assim executado em meio à imprevisão, ao entreguismo e ao pragmatismo míope de certos ocidentais.

Cárceres clandestinos na China

Uma jovem de 20 anos, originária de Jieshou, província de Anhui, descreveu seu seqüestro pela polícia e internação num cárcere clandestino [foto] de Pequim. A existência desses cárceres secretos, que crescem como fungos, ficou notória durante os Jogos Olímpicos. A jovem viajou de trem até Pequim para apresentar uma queixa ante o governo. Pouco depois foi seqüestrada pela polícia, e jogada numa cela com outras detentas. Acabou sendo violentada por um guarda. A população chama esses “hotéis” da repressão de “cárceres negros”. Se o brutal método fosse empregado em países não-comunistas, certos órgãos do capitalismo publicitário protestariam. Mas, como ele é praticado na China vermelha, a tendência de tal mídia é ignorá-lo.

Polícia encontra cadáver de homem falecido há seis meses

A agência de notícias “APA” noticiou que um aposentado de Salzburgo,
Áustria, foi achado morto diante de seu televisor ligado. “Ele estava no sofá da sala, com a TV ainda funcionando. Parece que morreu em março”, disse o policial Rudolf Feichtiger apontando para a programação da TV do dia 12 de março, ainda aberta sobre o sofá. O cadáver só foi descoberto porque o condomínio ligou para a polícia após todo esse tempo de sumiço. A polícia de Salzburg encontrou também o corpo de uma anciã, morta em seu apartamento um ano e meio antes. Cenas macabras típicas de uma sociedade em que a família está desagregada.

Ecologistas radicais pedem o extermínio da humanidade

Grupos radicais anti-vida estão explorando o pânico gerado pelo alarmismo ecologista. Numa reunião de cúpula paralela em Barcelona, a humanidade foi transformada em réu, segundo as informações de “El País”. De acordo com Roger Martin, da Optimum Population Trust, ONG que postula a limitação da população mundial, o planeta tem cidadãos demais “emissores de CO2. O teorizador Paul Ehrlich [foto], da Universidade de Stanford, pediu uma radical diminuição da humanidade, apelando a controles planetários da natalidade. Defendeu ser “insensato que EUA tenha 280 milhões de habitantes. Não precisamos de mais que 140”. Afirmou ser muito difícil reduzir a população por “métodos humanitários”, e atacou os políticos que temem reduzir a população para não serem acusados de defensores do eugenismo nazista. Na ocasião, Ehrlich recebeu do governo da Catalunha o prêmio Ramon Margalef de ecologia. E Roger Martin defendeu a tese absurda de que “cada casal que decide ter um terceiro filho ameaça o equilíbrio ambiental”.

 

Breves Religiosas

Aspecto sobrenatural das feiras medievais de Natal

As feiras de Natal, que se realizam com crescente interesse popular em cidades alemãs, austríacas e alsacianas, constituem eco saudoso e requintado da era feliz em que se começou a celebrar o Natal em grande estilo: a Idade Média. Cheiro de ervas, amêndoas torradas, vinho, cravo, canela, incenso e resina de pinheiro. Enfeites natalinos são tradições e sintomas que falam não só ao corpo, mas sobretudo à alma, fazendo reviver as profundas alegrias da infância. E apontam para a bem-aventurança eterna no Céu. Tais alegrias, a festa do nascimento do Menino Jesus reaviva em toda alma reta. Como é diferente do espírito materialista e da banalidade do Natal comercializado!

São Francisco de Assis criou o presépio

Em 1223, São Francisco de Assis criou na igreja de Grecchio, Itália, o primeiro presépio vivo com personagens reais. Os personagens (o Menino Jesus numa manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos) eram representados por habitantes da aldeia. O boi, o burrico, as ovelhas e outros animais também eram reais. O costume espalhou-se rapidamente. Os primeiros presépios em escala reduzida foram introduzidos em igrejas do século XVI por obra dos padres jesuítas, heróis na luta contra o protestantismo seco e hirto, o qual desconhece os imponderáveis sobrenaturais que enchem as almas de gáudio. A anticatólica Revolução Francesa procurou extinguir esse belo costume na França. Mas os habitantes da Provence (sul do país) lhe deram novo impulso, criando os famosos santons (figurinhas de massa que representam os personagens). [foto]

 

 

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