Junho de 2005
"Médicos" cubanos atuam sem habilitação no País
A Realidade Concisamente

97% dos brasileiros recusam ampliação do aborto

C
aiu enormemente o número de brasileiros que aprovam a ampliação da lei de aborto. Segundo pesquisa do IBOPE em março deste ano, a aprovação ficou em 3%. Ela foi de 43% em 1994, desabou para 21% em 1996 e para 10% em 2003. “Só posso pensar que se trata de um ataque coletivo de hipocrisia”, disse o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, da USP, mais crédulo nos chavões comuno-progressistas do que na realidade. Com efeito, o abortismo não brota de um anseio popular, mas de minorias propulsoras da imoralidade.

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FARC à brasileira: possibilidade nos assentamentos

Dois ex-líderes e 15 membros do MST — todos eles foragidos — foram indiciados por homicídio, tortura, cárcere privado ou danos materiais no caso do assassinato do soldado PM Luiz Pereira da Silva, em Quipapá (PE). Também foram indiciados por tortura e cárcere privado do sargento PM Cícero Jacinto da Silva. Segundo o delegado Antonio Carlos Câmara, que dirigiu o inquérito, é “imprescindível a punição exemplar para os imputados, sob pena de que, em um futuro próximo, assentamentos como estes se tornem verdadeiras espécies de FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] à brasileira”.

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Plebiscito proíbe “casamento” homossexual

Congresso do Estado de Kansas
O
eleitorado do estado de Kansas aprovou, por maioria esmagadora, emenda constitucional que define o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher, tornando ilegal o chamado “casamento” homossexual. A emenda recebeu 70% dos votos num plebiscito. Kansas é o 18º estado americano a tomar essa atitude. Em nenhum caso venceu a outra opção. No estado de Oregon, a Corte Suprema estadual anulou cerca de 3.000 “casamentos” homossexuais. Esse tribunal baseou-se na emenda aprovada no ano passado, protegendo o matrimônio. Os partidários do aberrante “casamento” homossexual estão recorrendo ao Judiciário, tentando obter uma incerta legalização, como recentemente ocorreu no estado de Connecticut.

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Índios prejudicados pela reserva indígena

Lula com o Cacique Raoni
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oraima decretou uma semana de luto oficial e vive graves episódios de tensão e violência, por causa da homologação da reserva indígena Raposa Serra do Sol (1,76 milhão de hectares, maior que Sergipe). A homologação elimina do mapa pelo menos três cidades e 150 mil hectares de plantações de arroz cultivados por fazendeiros e índios que se integraram na civilização. Em sinal de luto, muitos arrozeiros andam vestidos de preto pelas ruas. A maioria dos indígenas não quer voltar ao primitivismo e desejam continuar produzindo, enquanto a minoria dentre eles, insuflada pela esquerda católica, comemora a desastrosa decisão de Brasília. O presidente Lula reafirmou que irá demarcar mais 46 reservas do gênero.

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Obras de arte moderna apodrecem em Paris

Colunas de Buren, no Palais Royal
A
s obras de arte moderna que o presidente socialista Mitterrand espalhou pela capital francesa estão caindo aos pedaços, segundo o diário parisiense “Le Figaro”. Redes seguram as placas da fachada do novo prédio da Opéra-Bastille; o mármore do teto da Arche de la Défense ameaça descolar; o conserto das contestadas colunas de Buren, no Palais Royal, custará 2,6 milhões de euros. Para os parisienses, essas “peças de arte”, além de prejudicar a beleza da cidade, são frágeis e efêmeras, exigindo manutenção mais cuidadosa que as pirâmides do Egito. E eles se perguntam se não vale a pena desistir de tais obras "artísticas" e empregar o dinheiro na restauração de peças de genuína arte.

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"Médicos” cubanos atuam sem habilitação no Brasil

O juiz federal Marcelo Albernaz concedeu liminar ao Conselho Regional de Medicina (CRM) de Tocantins, que solicitou fossem impedidos de atuar 62 “médicos” cubanos sem títulos profissionais. O juiz comparou suas atividades ao curandeirismo. Fidel Castro mandou um avião para buscá-los urgentemente; talvez o processo desvendasse fatos comprometedores... Por incrível que pareça, tais “médicos” obtiveram a suspensão dessa liminar e foram re-contratados pelo governo estadual, mas já não estavam mais no Brasil. Há muitos “médicos” cubanos sem título exercendo a profissão no País, além de 600 estudantes de medicina brasileiros em Cuba enviados por organizações de esquerda, como o MST e o PC do B.

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Iraquianos enfrentam terroristas com armas

O povo iraquiano reage cada vez mais contra o terrorismo. Teve repercussão mundial o exemplo do marceneiro Dhia e sua família. Vendo um grupo de “insurgentes anti-americanos”, puxaram seus rifles, abatendo três deles. “Atacamos antes que eles nos atacassem”, disse Dhia ao “New York Times”. E acrescentou:“Eles se chamam a si mesmos de mujahidin [combatentes da guerra santa]; estou esperando que voltem os outros, para lhes mostrar”. Os atentados terroristas matam diariamente crianças, mulheres e populares, mas certa mídia ocidental apresenta essas atrocidades como heróicos atos de resistência!

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Breves Religiosas

Jovens voltam a práticas religiosas de seus avós

Segundo o estudo World Values Survey, efetuado em 58 países e coordenado pela Universidade de Michigan (EUA), a “geração do milênio”, isto é, os nascidos em 1982 ou depois, retorna às práticas religiosas e condutas da geração anterior à II Guerra Mundial. Esses jovens dão mais importância à religião do que a “geração Vaticano II” (nascida entre 1943 e 1960) ou a “geração pós-Vaticano II” (entre 1961 e 1981). Para D.John Strynkowski, reitor da catedral de St. James, em Brooklyn (Nova York), é “um retorno ao tradicionalismo”. Segundo ele, após o Concílio Vaticano II muitos sacerdotes abandonaram a tradição, e agora estão desconcertados vendo os jovens procurando as práticas devocionais de seus avós.

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Modas profanam símbolos e paramentos litúrgicos católicos

A
banalização dos símbolos católicos está atingindo a profanação e a blasfêmia. Retratos de santos ou símbolos veneráveis aparecem nas mais prosaicas peças de vestuário, em coleiras de cachorros ou embalagens de cosméticos. Conhecidas griffes de Milão comercializam vestidos e xales que evocam vestimentas litúrgicas, segundo noticiou o “New York Times”. Tais extravagâncias, até há pouco exclusivas de grupos rock ou satanistas, estão encontrando muita resistência por parte daqueles que não tomam em vão os símbolos da Igreja.