Junho de 2004
O cupolone da Basílica de São Pedro
Ambientes, Costumes e Civilizações

O cupolone da Basílica de São Pedro

Glorificação festiva da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo

Plinio Corrêa de Oliveira

O cupolone é a cúpula principal da Basílica de São Pedro em Roma. Em cima figura uma espécie de mirante, e no alto uma esfera dourada sobre a qual há uma cruz.

Para usar uma expressão que é por demais doméstica, mas serve para expressar o que se quer, o cupolone é separado em gomos; em outros termos, estrias grandes de pedra, todas elas de uma simetria perfeita, meio azuladas, de um azulado que tende ao prateado, um tanto propenso a refletir o céu. O cupolone é tão grande, que debaixo dele poder-se-ia edificar um prédio, se não me engano, um pouco mais alto do que o edifício Martinelli de São Paulo.

Quando queremos compreender a razão de ser de uma pessoa, não devemos analisá-la apenas pela impressão que causa devido à sua atuação. Mas devemos imaginar como ficariam as coisas caso ela morresse, estivesse ausente ou não existisse. O mesmo princípio aplica-se para a razão de ser de outros seres. Assim, consideremos as cúpulas pequenas que ladeiam o cupolone.  Que função estética exercem essas duas cúpulas menores? Alguém dirá: constituem um enfeite. Entretanto, essa resposta não responde a pergunta. A indagação é: por que isto enfeita? Imaginemos que não existissem as duas cúpulas pequenas. Não teríamos a impressão de que o cupolone esmagaria a Basílica? Na ótica humana, as duas cúpulas menores como que suportam “psicologicamente” o peso do cupolone e ajudam a tornar leve uma coisa que, sem elas, tornar-se-ia pesada demais.  Essa é a razão de ser das cupulazinhas.

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O Cupolone da Basílica de São Pedro é o pedestal da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a glorificação festiva da Santa Cruz do Divino Redentor. 

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 11 de novembro de 1988. Sem revisão do autor.