Agosto de 2004
Nossa Senhora de Buenos Aires, Padroeira da capital argentina
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Página Mariana

A Salve Rainha (conclusão)

A série de comentários sobre essa excelsa oração encerra-se nesta edição com a jaculatória final: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Santa Mãe de Deus
D
oce confiança a que Maria inspira a todos os corações crentes que a amam com fervor, a invocam em suas provas e tribulações e cantam seus louvores em todas as línguas da Terra. O enfermo recorre a Maria para pedir sua cura; a alma inquieta, a paz; o coração angustiado, a resignação e a calma; o ânimo angustiado, um pouco de esperança. [...]

Ó Maria! Quem sois e o que sois, para que todo esse conjunto de necessitados recorra a Vós, e tão prontamente recobre a esperança?

Quem sois? Uma Mãe para todos, que devolveis aos corações mais feridos e abandonados a esperança e a vida. Mãe compassiva, que se compadece de todo sofrimento, de todo abandono e de toda dor. Mãe amorosa, que se comove ao menor grito de seus filhos e acode ao ouvir o mais ligeiro suspiro. Mãe vigilante, que vê, compreende e sabe tudo, e não descansa enquanto tem algum bem a dispensar. [...]

*     *     *

Ó Mãe amada! Sempre sereis toda poderosa, toda misericordiosa, boa integralmente para todos. O sorriso de vossos lábios atrairá sempre o pobre, o que sofre, o culpado, e ninguém se retirará sem levar, dadas por Vós, a paz e a esperança.

Ó Mãe santa! Ninguém pode aproximar-se de Vós sem experimentar em si mesmo algo mais santo, se é puro.

Como a luz sempre ilumina e o fogo sempre aquece, assim vossa santidade sempre santifica. Concedei-nos que, ao menos por um instante, aproximem-se de Vós as almas que nos são queridas e vivem afastadas de Deus. [...]

Ó Mãe amável! Em todas as circunstâncias, sempre dais algo àquele que para Vós estende suas mãos, ou que mal se dirige a Vós do mais íntimo de seu coração. Qualquer que seja o estado de uma alma — seja débil, seja culpável, ora covarde ou desesperada —, jamais se retirará de vossa presença pronunciando esta tristíssima expressão: Ela me rechaçou!

Graças, meu Deus, por me terdes dado Maria! Graças, Santa Igreja Católica, por haver-me inspirado a doce obrigação de invocar, de recorrer a Maria! Graças, minha mãe amada, por me terdes ensinado, em minha infância, a balbuciar este dulcíssimo nome!

V: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus;

R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Broche diamantino com que se encerra esta solene, profunda, grandiosa, delicada e dulcíssima prece, que as carmelitas mártires de Compiègne entoaram fervorosamente no caminho do sacrifício pela fé de Cristo, e que a Igreja canta ou reza no final de seus cultos e solenidades.

Formoso e fervoroso epílogo de quanto se disse à Mãe do Amor e da santa Esperança.

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Excertos da obra do Pe. Dr. Manuel Vidal Rodríguez, La Salve Explicada, Tipografia de “El Eco Franciscano”, Santiago de Compostela, 1923.

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