Maio de 2004
Narcotráfico pode migrar da Colômbia para o Brasil
A Realidade Concisamente

Portugal recusa despenalização do aborto

Representantes do movimento Mais vida, mais Família entregam ao presidente do Parlamento as assinaturas contra a despenalização do aborto
O Parlamento português recusou quatro projetos que visavam despenalizar o aborto. Na legislação portuguesa havia um rombo, através do qual o aborto era autorizado em casos restritos. E as esquerdas se aproveitavam disso para pedir uma despenalização pura e simples. Os projetos eram pleiteados por campanhas de rua e intenso rebuliço na mídia.

Mas um movimento cívico - Mais Vida, mais Família - recolheu num mês mais de 150 mil assinaturas contra as iníquas iniciativas esquerdistas. Constatando a firmeza da opinião lusa contra o aborto, os deputados compreenderam logo que era perigoso avançar na liberação desse pecado abominável. E os projetos foram arquivados.

Narcotráfico pode migrar da Colômbia para o Brasil

Exército colombiano destrói laboratório de cocaína na Amazônia
A luta contra o narcotráfico está exibindo resultados animadores na Colômbia. No fim do ano, naquele país não haverá mais plantações significativas de coca, segundo fontes oficiais de Washington. A Colômbia produzia 80% da cocaína da região. A guerrilha marxista fez esforços desesperados para impedir a erradicação dos cultivos. Porém, acuada, está mudando as plantações para países vizinhos. Este último fato é alarmante para o Brasil.

Em março, o exército colombiano destruiu uma refinaria de cocaína a 120 quilômetros da fronteira brasileira, à margem do rio Vaupés. Ela podia produzir cerca de uma tonelada de pó básico por semana. A droga era trocada por armas e munições levadas em vôos clandestinos do Brasil. Também os guerrilheiros colombianos pagaram com droga 50 fardas completas do Exército brasileiro, além de armas de fabricação russa, mas com marcas do exército líbio.

Iraquianos apóiam guerra dos EUA e criticam França

Manifestação contra o terrorismo no Iraque
Quem recebe notícias apenas através de certa mídia, acreditará que todo o povo iraquiano está maciçamente contrário à coalizão aliada. Entretanto, recente pesquisa do Oxford International Research revelou que, após um ano de ocupação, a maioria dos iraquianos julgam que estão melhor agora do que no tempo de Saddam Hussein. Das 2.500 pessoas entrevistadas, 57% declararam passar melhor hoje do que antes da guerra. Só 19% pensam o contrário. Quase 49% consideram acertado o ataque ao Iraque. Só 29% declararam que tal ataque foi um erro. 71% esperam melhora da situação no prazo de um ano.

O jornal parisiense "Le Monde" verificou que a política da França, oposta à coalizão, "segue sendo criticada muito vivamente pelos iraquianos.[...] É quase impossível, salvo entre os depostos dirigentes baatistas [do partido de Saddam], encontrar alguém que apóie a posição de Paris na crise".

A população deplorou o anúncio socialista da retirada das tropas espanholas do Iraque: "Nós queremos bem os soldados espanhóis. Os americanos e eles nos libertaram de Saddam", dizia Hussein, dono de restaurante em Diwaniya, cidade sob controle espanhol. No seu armazém, Mohsin lamentava indignado: "Se os espanhóis vão embora, muitos de nós iremos cumprimentá-los e apresentar-lhes nossos agradecimentos".

Venezuela: difusão do miserabilismo esquerdista

Manifestação pró-Chávez em Caracas
Quem esteve em Caracas em décadas passadas, hoje não a reconheceria. A vida larga, a riqueza e o otimismo desapareceram. Seguindo o exemplo de Cuba, o presidente Chávez está conseguindo miserabilizar a Venezuela, que paradoxalmente é riquíssima em petróleo.

O ambiente psico-social de Caracas tornou-se sombrio. Além de manifestações pró Chaves (foto ao lado), há filas para comprar comida. As ruas e avenidas, com freqüência são interrompidas por barricadas. Nas casas dos mais ricos, geladeira, despensa, tanque de gasolina e também a carteira estão habitualmente vazios. As lojas só aceitam dinheiro vivo, e em conseqüência, como em Havana, floresce o mercado negro em dólar.

É para a cubanização que, segundo todos os indícios, ruma o novo socialismo latino-americano!

Americanos querem ser governados pelas elites tradicionais

The Breakers: exemplo de influência das elites na mentalidade norte-americana
"Nós, na realidade, amamos nossos sangues azuis", escreveu David Brooks, do "The New York Times". O fato é que os dois atuais candidatos à presidência americana pertencem a famílias representativas da história do país. A começar pelo candidato democrata, John Kerry, que descende do primeiro governador da antiga colônia de Massachusetts, e que freqüentou os melhores colégios e universidades.

"Na Grã-Bretanha, nenhum deles [Bush e Kerry] poderia liderar um partido. Seus pedigrees da mais alta classe social seriam desqualificados. [...] Não queremos realmente ser governados por gente como nós mesmos. Queremos os descendentes das linhagens nobres. [...] Deus abençoa a elite", acrescentou Brooks.

Linda Colley, do esquerdista "The Guardian", de Londres, a respeito do assunto, comentou acidamente: "A política americana continua, em alguns aspectos, seguindo os caminhos do que era no século XVIII. Sua Constituição foi escrita em 1787 por homens que [...] ainda pensavam e se comportavam como britânicos do século XVIII. Como resultado, os EUA preservaram, na essência, tradições".

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BREVES RELIGIOSAS

Proibição de Carmelo na Rússia: o que diria Sta. Teresa?

Vadim Bulavinov, prefeito de Nizhny-Novgorod, localizada ao norte de Moscou, vetou o estabelecimento de um pequeno mosteiro de religiosas carmelitas junto à igreja católica da Assunção. O veto esconde-se por trás de pretextos burocráticos. Mas a verdadeira causa é que o bispo ortodoxo (cismático) da cidade, Danilov, recusa arbitrariamente a instalação do futuro convento, porque este consistiria numa "aberta tentativa de converter o povo ortodoxo à fé católica".

Santa Teresa de Jesus, em sua época, descreveu as tempestades que o demônio soprava para impedir novas fundações carmelitas. Agora, certamente, ela consideraria os entraves colocados pela igreja cismática russa como tempestades diabólicas ainda mais inexoráveis.

Líder anglicano converte-se ao catolicismo

O líder anglicano Edward Norman, chanceler da catedral de York (Inglaterra) e renomado historiador eclesiástico, anunciou sua conversão ao catolicismo, no livro Dificuldades anglicanas: um novo guia de erros. Nele, Norman escreve que no anglicanismo "a covardia moral habitual é apresentada como sendo um juízo sábio, e a ambigüidade na formulação dos compromissos é uma segunda natureza para os líderes". Norman declarou ao "Daily Telegraph" de Londres: "Não acredito que [a anglicana] seja realmente uma igreja".

Norman havia aprovado a ordenação de sacerdotisas, mas agora manifesta-se contrário a essa medida. Ele se baseia "na evidência": "De início as sacerdotisas foram apresentadas como um enriquecimento do sacerdócio. Esse enriquecimento nunca aconteceu". Elogiou a "sabedoria de Nosso Senhor, que confiou o sacerdócio ao homem".