Maio de 2005
Encontro de Sissi com o Xá da Pérsia
Ambientes, Costumes e Civilizações

Encontro de Sissi com o Xá da Pérsia

Plinio Corrêa de Oliveira

A Imperatriz Elisabeth e seu esposo o Imperador Francisco José
L
embro-me de ter lido a descrição do encontro entre a Sissi, a Imperatriz Elisabeth da Áustria (1837-1898), e um Xá da Pérsia.

Os potentados do Oriente quase nunca visitavam a Europa, porque tinham de submeter-se a viagens muito longas e, às vezes, sujeitas a riscos.  Mas, quando se estabeleceu a possibilidade de viagens seguras e com relativo conforto, com os meios de comunicação modernos –– portanto, quando surgiram os primeiros transatlânticos, os primeiros trens, etc. –– os soberanos orientais começaram a viajar para o Ocidente. 

Visita do Xá da Pérsia a Viena
E vinham com todo o luxo do Oriente.  O Imperador da China, o Xá da Pérsia, marajás, rajás, sultões, etc., em quantidade indefinida, visitaram a Europa.  Quando eram recebidos, as cortes européias prestavam-lhes homenagens com todo o protocolo destinado a um Chefe de Estado estrangeiro.  Portanto, com cerimonial muito bonito, esplendoroso, rico. Os orientais traziam riquezas fabulosas e compareciam às festas com seus trajes característicos.

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Detalhe do quadro da festa feita em homenagem ao Xá na Corte Austríaca
Naquela época, o Xá Imperador da Pérsia visitou as principais capitais européias, inclusive Viena. Durante uma festa em sua homenagem, foi apresentado à Imperatriz austríaca. Ele fez uns salamaleques à moda oriental, e a Imperatriz respondeu com distinção, com graça, um pouco sorridente, como se presenciasse um dos personagens das Mil e Uma Noites. 

O Xá começou a observá-la, e ficou tão deslumbrado que, terminados os salamaleques, deu uma volta por detrás dela. Queria certificar-se de que ela correspondia inteiramente àquela primeira impressão. Após o exame, comentou que ela era realmente tão bela quanto lhe disseram, e até mais. Depois fez um outro salamaleque... 

Sissi, a Imperatriz da Áustria
Provavelmente ele, homem, ostentava jóias muito mais esplendorosas do que ela, uma dama. Mas, na verdade, ela mesma era uma jóia, ainda um fruto da Civilização Cristã!

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Excertos de conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 13 de janeiro de 1989.

Sem revisão do autor.