Janeiro de 2004
Quase 2 bilhões de dólares para Fidel
A Realidade Concisamente

Quase 2 bilhões de dólares para Fidel

O Presidente Kirchner (esq.) e Castro
O presidente da Argentina, Kirchner, deu um calote nos particulares que investiram nos títulos da dívida pública: o novo governo argentino pretende devolver apenas 25% do valor real... e num prazo de 30 anos. Entretanto, para Cuba, que deve há décadas 1 bilhão e 900 milhões de dólares à Argentina — sem levar-se em conta a atualização dos juros —, a política empregada é diametralmente oposta. O ministro das Relações Exteriores argentino propôs perdoar 75% da dívida cubana e aceitar o restante em remédios e serviços médicos. Serviços e remédios sabidamente não confiáveis.

O ministro platino estabeleceu um pré-acordo em Havana com o presidente do Banco Central de Cuba, Francisco Soberón, e o chanceler da ilha-prisão, Felipe Pérez Roque, durante uma visita em que reatou as relações diplomáticas com o regime castrista. Recorda-se que Fidel havia qualificado algum tempo atrás o governo argentino como “lambe-botas dos ianques”.

A notícia causou espanto na opinião pública argentina, que vê o novo governo aplicar uma política socializante, sob pretexto de crise econômica, enquanto presenteia com quase 2 bilhões de dólares um regime marxista — o mais sanguinário do Continente.

Banditismo em São Paulo: “guerra permanente”

Só nos primeiros 10 meses do atual governo paulista, 175 PMs foram mortos em serviço ou em período de folga, contra 180 em todo o ano passado. 45 deles foram assassinados na capital. Nos últimos quatro anos, morreram 780 policiais, o equivalente a um batalhão. As cifras são as de um país em guerra.

A partir dos presídios, a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) mandou metralhar 10 bases — fixas ou móveis — e companhias, além de um prédio da Guarda Civil Metropolitana da capital paulista. O saldo foi de dois mortos, oito feridos e muita destruição.

“A tropa quer ir para cima, produzir, quer limpar, pegar os responsáveis pelos ataques. A turma está com sede de botar para quebrar”, disse o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar de São Paulo, Wilson de Morais. “Em vez da polícia correr atrás do bandido, é o bandido que está correndo atrás da polícia”, ressaltou.

O governador Geraldo Alckmin afirmou: “Isso é uma guerra”. E acrescentou que ela é “permanente”.

Se a autoridade pública reconhece que o banditismo em São Paulo atingiu o nível de “guerra permanente”, seria de esperar que fossem tomadas medidas das mais enérgicas.

Jovens são mais anti-abortistas do que os adultos

Brandy Swindell, líder de um grupo de jovens ativistas anti-aborto, em uma vigília à luz de velas em Boise, Idaho. As cruzes representam o número de abortos praticados diariamente, nos EUA
Pesquisa realizada pelo instituto Gallup revelou que a maioria dos adolescentes nos Estados Unidos considera o aborto inaceitável. 72% destes afirmam que ele é moralmente incorreto. E 32% de todos os consultados desejam que o aborto seja considerado ilegal, em qualquer circunstância.

Em sentido contrário, outra sondagem mostrou que só 17% dos adultos apóiam a proibição do aborto. E que 55% o aprovam em certas circunstâncias, e 26% concordam com sua legalização.

Verifica-se nessas porcentagens uma inversão surpreendente, em comparação às dos anos 70. Naquela época, a juventude encaminhava-se para o hippismo, a droga e a anarquia sexual. Hoje os hippies envelheceram, embora continuem imorais, e os jovens tendem para o conservadorismo e a prática da moral...

Padre apóstata- lança o Haiti no caos

O Haiti, governado há anos por Aristide, um sacerdote apóstata, defensor fanático da Teologia da Libertação, encontra-se submerso numa verdadeira convulsão. A corrupção do governo jogou o país na violência e no caos. “Nosso povo quer que Aristide se demita, porque já não dá para suportar a injustiça que sua administração está implantando ao Haiti”, disse um membro da Hierarquia católica do Haiti, que teme ser identificado. “De fato, o governo de Aristide é uma anarquia. Cada dia verifica-se a morte de pessoas inocentes e assaltos a ônibus”, acrescentou o prelado.

Por toda parte a esquerda, sobretudo a que se diz católica, multiplica as mesmas desgraças. Ela não dá o que promete, e colabora para piorar a situação.

Moda da tatuagem: sintoma de neopaganismo e satanismo

Tatuagem típica dos aborígines da Polinésia
O costume das tribos pagãs mais primitivas da África, ou da Polinésia, de tatuarem o próprio corpo, sempre causou horror aos povos civilizados. Além dos seus significados fetichistas, a tatuagem deforma o corpo de modo contrário à própria natureza humana, tornando-o feio e por vezes repugnante. Entretanto — sinal dos tempos — realizou-se em São Paulo a 7ª Convenção Internacional de Tatuagem, com a presença de 17 mil pessoas. Participaram 500 tatuadores, 50 deles estrangeiros.

A vulgaridade do evento levou homens e mulheres a abrirem suas vestes para exibir desenhos, muitas vezes com alusões sensuais, ocultistas ou satânicas. Um dos sucessos foi o método de tatuagem japonês tebori, que utiliza hastes de bambu, madeira ou marfim, e até 12 agulhas simultaneamente. O tebori, no Japão, servia para marcar o corpo de criminosos, como punição. Hoje é usado até como identificação pelos mafiosos da Yakuza, a maior organização delituosa daquele país.

Sob pretexto de liberdade e originalidade, o homem revolucionário moderno embrenha-se no universo do hediondo, no ambiente próprio ao crime e à neo-barbárie pagã.



Breves religiosas

Bispo iraquiano: povo prefere a coalizão ocidental

O bispo de rito caldeu católico de Kirkuk (Iraque), D.Luís Sako, denunciou que fundamentalistas muçulmanos estrangeiros estão por trás dos atentados terroristas, desejosos de impedir que o país se torne uma nação estável.

O Iraque, explicou ele, “é uma nação que está emergindo após 35 anos de ditadura, em que o povo ficou privado de tudo [...]. Agora, após uma situação desastrosa, o pessoal está satisfeito com a mudança, com a renovada possibilidade de liberdade. Nada disso existia com Saddam!”

O prelado insistiu que os terroristas não têm “nenhum apoio popular”. Entretanto, certa esquerda no Ocidente, particularmente a “esquerda católica”, atua decididamente no sentido de sabotar a janela de esperança aberta no Iraque para seu povo, com a queda de um ditador socialista e cruel como Saddam Hussein.

Na China, aumenta perseguição anticatólica

Doze sacerdotes católicos da Igreja do Silêncio na China comunista, fiéis a Roma, foram detidos pela polícia em Pequim. Agentes do regime também demoliram um templo católico na província de Hebei.

Segundo a Fundação Cardeal Kung, que perpetua o nome do heróico purpurado chinês anticomunista, a polícia irrompeu no recinto onde se realizava um retiro espiritual de padres e seminaristas, conduzindo-os à força para uma delegacia. O pretexto para a medida foi que o retiro não estava aprovado pela Associação Patriótica Católica, igreja cismática a serviço do regime comunista.

A Igreja Católica verdadeira, que é clandestina, tem mais de oito milhões de fiéis. Ela mantém sua fidelidade a Roma, apesar da perseguição movida pelo governo comunista e da antipatia a ela votada pelo progressismo católico no Ocidente. Este último prefere ajudar a igreja cismática chinesa e deseja que os católicos fiéis se submetam ao regime de Pequim.