Maio de 2006
Lei anti-abortista de Dakota influencia outros Estados
A Realidade Concisamente

Lei anti-abortista de -Dakota influencia outros Estados

O governador de Dakota do Sul sancionou importante lei que proíbe todo tipo de aborto nesse Estado. Quinze outros Estados estão elaborando leis análogas. O "New York Times" prevê uma "nova era de batalhas", pois a lei aprovada colide com a malfadada decisão da Corte Suprema, em 1973, no processo Roe vs. Wade, favorável ao aborto. Para o ultra-esquerdista diário "Libération", de Paris, a lei é um verdadeiro míssil na atual guerra cultural americana. Para ele, os partidos políticos não têm unidade para enfrentar o desafio, e as feministas estão desesperadas. O presidente Bush, que vinha capitalizando o voto conservador, agora está sendo superado pela onda pró-vida, concluiu o jornal parisiense.

Japão deseja que os símbolos nacionais sejam honrados

Alunos ouvem o Hino Nacional japonês
A Secretaria de Educação de Tóquio confirmou que os alunos de escolas e institutos públicos devem permanecer de pé e cantar o hino nacional (o Kimigayo, ou O reino de Sua Majestade) enquanto é hasteada a bandeira nacional (a Hinomaru, ou Bandeira do Sol Nascente). As esquerdas pacifistas e antipatrióticas sabotavam esse dever, mas centenas de professores faziam questão de que ele fosse cumprido com fidelidade. O país que não venera os seus símbolos nacionais, cedo ou tarde acaba desaparecendo.

Espanhóis dizem "não" a diálogo com a ETA

Mais de 1,4 milhão de espanhóis protestaram nas ruas de Madrid contra o diálogo entre o governo e o movimento terrorista ETA. A marcha foi convocada pela Associação de Vítimas do Terrorismo (AVT). Os manifestantes bradavam: "Que nenhum atentado fique impune"; "Queremos paz na Justiça"; "Zapatero demissão", "Espanha não se rende", "Exigimos vencedores e vencidos". A ETA parece ter ficado impressionada e anunciou um cessar-fogo permanente, mas a opinião pública espanhola desconfia de um embuste combinado entre terroristas e o governo socialista. Face ao crime organizado não cabem concessões nem diálogo cúmplice.

Impeachment de prefeito patrocinador de blasfêmias

Aníbal Ibarra, astro das esquerdas argentinas, foi
destituído da prefeitura de Buenos Aires. Em 2004 ele patrocinou a exibição de 400 obras de arte blasfemas com imagens de Nosso Senhor, Nossa Senhora e santos sendo torturados, triturados, fritados em panelas e outras perversidades. Nos mesmos dias, pavoroso incêndio numa danceteria ocasionou 194 mortes. Os católicos portenhos viram na tragédia um sinal da desaprovação divina. De fato, essa catástrofe gerou a crise política que liquidou a carreira de Ibarra.


Putin consolida ditadura comunista na Bielo-Rússia

Manifestações anticomunistas reprimidas pela polícia em Minsk
O chefe supremo da Rússia impôs o candidato comunista Alexandre Lukachenko nas recentes eleições presidenciais na Bielo-Rússia. Nelas reinou um generalizado "clima de intimidação", segundo os observadores da União Européia. Lukachenko teria obtido mirabolantes 82,6 % dos votos. Antes da votação ele avisou que "quebraria o pescoço" de quem contestasse sua vitória. Na campanha eleitoral os candidatos não-governamentais foram hostilizados e surrados pela polícia. Na Praça de Outubro, em Minsk, uma multidão de descontentes exigiu a anulação da fraudulenta eleição. O governo ditatorial esmagou a manifestação de protesto prendendo milhares de oposicionistas.

Para demógrafo, os "conservadores herdarão a terra"

Phillip Longman
Os "conservadores herdarão a terra", concluiu desolada a conceituada revista esquerdista "Foreign Policy". A frase é do demógrafo Phillip Longman. Ele diz que a diferença numérica entre as famílias conservadoras, que têm vários filhos, e o "povo de esquerda" libertário e egoísta, que não tem família nem filhos, provoca uma inevitável inversão de maiorias religiosas e culturais no mundo. Segundo Longman, os Estados americanos com famílias mais prolíficas deram a vitória a Bush. O demógrafo deplora um provável "retorno do patriarcado", pela restauração da autoridade paterna e pelo reforço da família.



Público se distancia do cinema engajado com esquerdas

Cartaz do Oscar 2006: público descolado
"Os filmes já não lideram mais a cultura como no passado", lamentou o insuspeito diário "New York Times" por ocasião da outorga dos prêmios Oscar de 2006. Na festa, o apresentador John Stewart invectivou Hollywood por estar "fora de compasso" em relação às apetências do público. Atores e atrizes evitaram roupas escandalosas e usaram modelos clássicos, com preferência pelas cores escuras. O filme O segredo da Brokeback Mountain, preferido quase unanimemente pela mídia devido a seu enredo homossexual, não obteve o primeiro prêmio.










Breves Religiosas

Congresso internacional defende as cruzadas

Jesus Cristo à frente do exército cruzado
Teve lugar em Roma a Convenção Cruzadas entre mito e realidade, com a presença de eminentes especialistas europeus. Segundo o professor Roberto de Mattei, vice-presidente do Centro Nazionale delle Ricerche (CNR), a verdade histórica desfaz as "lendas negras" sobre as cruzadas. Ele defendeu que os cruzados foram mártires que "sacrificaram suas vidas pela fé". O Prof. Robert Spencer lembrou que as cruzadas foram promovidas por Papas e concílios. O professor catedrático de Cambridge, Jonathan Riley-Smith, ­­sublinhou que "é hora de dizer basta" aos falsos mitos históricos, e que as novas gerações devem se orgulhar de descender de cruzados. No contexto hodierno, as cruzadas estão sendo encaradas com mais simpatia pela opinião pública.

Canadá: religiosos revoltam-se contra moral da Igreja

A Conferência dos Religiosos do Canadá, que representa 230 ordens religiosas, repudiou a instrução do Vaticano que cerceia a admissão de homossexuais no sacerdócio. Também contestou a moral católica sobre o aborto, anticoncepcionais, ordenação de mulheres, divórcio e eutanásia. Na mesma linha, 19 sacerdotes publicaram manifesto no diário "La Presse", de Montreal. Os Cardeais Jean-Claude Turcotte, de Montreal, e Marc Ouellet, de Quebec, encaminharam os protestos ao Vaticano, sem fazer-lhes a mínima crítica. Luc Gagnon, presidente de Campagne Québec-Vie, deplorou que com seu silêncio os prelados católicos dêem "a impressão de que aprovam sérios erros doutrinários".