Janeiro de 2012
“Estilo católico”
Correspondência

“Estilo católico”

Parabéns pela revista e muito obrigado pelo envio da mesma. Que Nossa Senhora continue abençoando Catolicismo, que não arredou o pé de seu estilo e qualidade dos artigos nele exarados.

Valho-me deste email para desejar à Vossa Senhoria e Excelentíssima Família um Santo e Feliz Natal, que o Menino-Deus nascido no presépio de Belém, possa nascer no coração de cada um de nós. Desejo um Ano Novo repleto de felicidades, paz, saúde, prosperidade e que todos os seus sonhos se realizem. Agradeço-lhe pela amizade e contatos feitos, aproveitando o ensejo reitero meus mais elevados votos de estima, consideração, respeito e amizade. Cordialmente,

(P.J. — SP)

Alegrias, sons, luzes natalinas

Eu estava meio chateado, não sentido em minha cidade aquele “algo” (que não sei como dizer o que é) apropriado ao Natal e que antigamente eu sentia enormemente logo ao iniciar os meses de dezembro. Mas lendo a revista deste mês [dezembro] tudo de Natal veio à tona. As alegrias, os sons, as luzes espirituais etc. próprios da época de Natal, como que renasceram vendo as fotos e lendo os comentários relativos ao nascimento do Menino Jesus. Não sei como explicar isso: como as páginas de uma revista podem fazer renascer na gente aquelas lembranças dos Natais de antigamente. Valeu! A todos vocês que colaboram com esta bonita revista, manifesto meus votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo com as bênçãos do Menino Jesus.

(M.G.G. — ES)

Não deixe o Natal morrer

Queria sugerir uma forte campanha no Brasil inteiro para no próximo ano: os brasileiros celebrarmos mais adequadamente o Natal. As famílias poderiam se comprometer a montar árvores coloridas, com luzes, presépios, etc., como recomendou São Francisco de Assis. A cada ano que passa, esta festa está perdendo o significado verdadeiro e não podemos deixar que isso aconteça. Seria uma pena sem nome. Poderíamos fazer a promessa de a cada ano melhorar um pouquinho aquele clima. Bom Natal neste ano e um ainda melhores nos próximos!

(W.E. — PR)

Eloquência e lógica

DD Diretor de "Catolicismo",

Venho agradecer a gentileza do envio do CD "Tradição e continuidade familiar", reproduzindo a conferência do saudoso e sempre presente em nosso pensamento, Professor Doutor Plinio Corrêa de Oliveira, pronunciada em 1º de Julho de 1966, a que tive a oportunidade de comparecer. A voz forte e eloquente do orador, a lógica profunda do seu raciocínio e a capacidade de — numa exposição apenas — descortinar a história do apogeu e decadência da instituição familiar na civilização ocidental, mais uma vez me maravilharam.

Pedia eu a Nossa Senhora, na festa da Sua Imaculada Conceição, a graça de me "reciclar" no pensamento genuinamente católico, durante estas férias, para compensar o convívio com toda sorte de idéias e modas revolucionárias nas Faculdades em que leciono, por tantos anos sem o "leite puro" da verdadeira doutrina católica...

Hoje, a chegada da revista Catolicismo, além de oferecer as meditações de Santo Afonso, que marcaram a atmosfera primaveril de minha vida espiritual, me presenteou com uma magnífica aula do Senhor Doutor Plínio: Quanta saudade! E uma mensagem ficou clara para mim: retome de onde deixou a causa católica: retome a luta pela família, alicerce da tradição, releia o que seus Amigos da TFP lhe puseram nas mãos, releia Funck Brentano, Joseph de Maistre, Donoso Cortés e sobretudo medite nos textos da obra Revolução e Contra-Revolução, Nobreza e Elites Tradicionais, Inocência Primeva e depois volte para as aulas com novo vigor pela causa católica.

Enfim, meu Natal deste ano começou mais cedo, com seu presente. Que Nossa Senhora obtenha para o Senhor, para os demais redatores de Catolicismo as graças de um Santo Natal e abençoado ano Novo de 2012.

(C.C. — SP)

Visão católica

Já comecei a ler Catolicismo e o conteúdo sempre ótimo. Bom para conhecermos a doutrina católica, as dúvidas sanadas com o Mons. Villac e a atualidade vista de acordo com o olhar da fé católica. Parabéns à Redação. Deus lhes abençoe!

 (Pe. C.S.O. — RJ)

Termo “homofóbico” e burrice

Peço perdão, inicialmente, pela extensão do texto, mas não saberia expressar com menos palavras o que penso a respeito e, então, trata-se do seguinte: Quando alguém está errado, pouco irá se importar com a existência da verdade. Para simplificar, o erro é a verdade. Um erro sustentado com veemência acaba se institucionalizando. E assim nascem os fanáticos.

Fanático vem do latim “fanum” — templo – e designava aqueles que entravam no templo, ao contrário dos profanos ("pre fanum"), que eram os que ficavam à entrada do templo. Assim foram chamados, em certa época, os sacerdotes da deusa grega Belona (origem dos termos “bélico”, “belicoso”, “beligerante”, guerreiro), a versão feminina do deus da guerra Marte. Esses sacerdotes percorriam a cidade vestidos de preto e armados de machados de dupla lâmina, tocando trombetas, dançando nus e se lacerando com punhais.

Com o passar do tempo, o termo fanático passou a ser aplicado aos que demonstram exagerado ardor religioso ou que se mostre entusiasmado demais por uma idéia. Dessa forma, em nossa civilização, nasceram e foram se desenvolvendo comportamentos que, por seu ineditismo e oportunidade, passaram a requerer qualificação própria e, gerados por um sistema político-social dominante, foram sendo batizados a bel prazer, segundo as regras da orwelliana novilíngua.

Por traz de tudo isso reside, impávido colosso, a tirania. A tirania do fanatismo. Expressão que me parece uma tautologia, um “bis in idem”; enfim, uma redundância. Indo direto ao ponto, a tirania impôs a idéia de que o homossexualismo, ou seja, a prática de sexo entre indivíduos de sexo — ou gênero — semelhante, isto é, um homem com um homem e uma mulher com uma mulher, deverá ser considerado como uma atividade corriqueira e tão integrante da natureza humana quanto um sujeito sair de casa de manhã para ir trabalhar.

A despeito da consuetudinária e legal verdade no sentido de que um casal é composto de indivíduos de sexos diversos. Do contrário não teremos um casal, mas sim um par. Um “par de dois”, voltando à tautologia. Determinou-se, então, de modo artificial, como de costume, que aquele que se indispuser contra tal convenção social fosse chamado de “homofóbico” e, mais que chamado, criminalizado, penalizado, tipificado, punido e sentenciado. Mas, se existe algo que me incomoda em particular, é a burrice, especialmente quando é crônica. Homofóbico, ao que me consta, é algo que não existe. Mas foi criado e teve que passar a existir, pelos poderes de outra tirania, a semântica. Se não, vejamos: Etimologicamente falando, o termo homofobia (que não existe, foi construído) é constituído de um radical e um sufixo gregos: “homos”, que significa “semelhante” e “phóbos” que significa terror, medo, horror, ou medo mórbido de algo, sejam atos ou situações.

Em suma, homofóbico seria aquele que tem terror, medo, horror, do que lhe é semelhante. Até aqui, portanto, não se vê conotação sexual na coisa toda. Pode ser que signifique alguém ter medo do próprio vizinho, ou do gênero humano de um modo geral. Existe, no entanto, uma palavra consagrada pelo uso (uso antigo, é claro, porque hoje é ignorada pela própria existência da “ignorantzia”), que é “homogamia”. Homogamia sim, posso entender, que tem origem no grego “homógamos” que define aquele que está casado com alguém da mesma condição sexual, seria um termo que eu aceitaria que entrasse em discussão. Mas, homofobia? Como e com quem eu posso discutir algo que não existe? E, embora inexistente, céus, quanto incômodo! O correto seria a mídia (incluindo professores de gramática) difundir que a forma correta de expressar o sentimento contrário à união entre pessoas do mesmo sexo seria "anti homogâmico" e não "homofóbico", cuja etimologia não leva a nada... mas, como a burrice impera...

(N.T.G.P. — PR)

FRASES
SELECIONADAS

“Seja-nos caro, ó cristão, o belo nome de Jesus; Ele esteja sempre em vosso coração; seja o único alimento de vossa alma e a vossa única consolação”
(Santo Anselmo)

“Desde que os homens deixaram de crer em Deus, o que se nota não é que não crêem mais em nada: é que eles crêem em tudo”
(Chesterton)


“Quem possui tudo em Deus, tem certeza de nunca sentir falta de coisa alguma”
(São Leão)