Junho de 1998
A Casa do Rei em Bruxelas
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Ambientes, Costumes e Civilizações

A Casa do Rei em Bruxelas

 

Vemos nesse palácio – denominado Casa do Rei, porquanto foi a residência do Rei da Espanha, situado na Praça do Mercado da capital da Bélgica – a beleza das várias seqüências de ogivas.

O prédio, cuja visão mais detalhada nos oferece a fotografia menor mais abaixo, é constituído por três andares e uma mansarda, com o mesmo estilo arquitetônico - o gótico -, exibindo, contudo, harmônicas e elegantes distinções entre suas diversas partes.

O andar térreo apresenta uma galeria com colunas, sobre as quais repousam ogivas muito abertas. Sobre esta galeria, como fachada do primeiro andar, ergue-se outra, cujo número de colunas e ogivas é o dobro das colunas e ogivas de baixo, com exceção das duas colunas e da ogiva do centro do edifício, que se repetem nas duas galerias.

Todas as ogivas são trabalhadas finamente; de repente, elas se adelgaçam e terminam numa ponta. Ficaria meio sem-graça ogivas com apenas uma abertura; mas, com essa ponta, elas ganham charme e adquirem encanto.

No terceiro andar as janelas, em forma ogival, descansam o espírito em relação ao que está abaixo, bem como à mansarda superior.

 

O primeiro e o segundo andar, juntamente com a mansarda, constituem ordens ou estágios muito parecidos e, ao mesmo tempo, muito distintos, sobretudo bastante harmoniosos.

Na mansarda sobressaem quatro janelas, também ogivais, de cada lado do edifício.

Nas duas extremidades dela afloram dois pequenos torreões.

Como florão de honra, rumo ao qual tudo está construído, um torreão maior, todo enfeitado, todo ornado, emerge da mansarda. Ele constitui o centro do edifício, dando-lhe unidade e nobreza. Toda a glória da Casa do Rei como que se concentra nesse torreão.

A Casa é digna, altiva e afável. Sua fachada encanta quem a vê. A pessoa sente-se honrada, se for autorizada a transpor seus umbrais; e tranqüilizada, se for conduzida a um quarto de dormir, onde pode repousar serenamente.

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Nota da redação

O orador refere-se também, em sua exposição, à fotografia noturna da Casa do Rei (a maior), que se vê acima, observando que se tirou todo o proveito possível da artística iluminação que valoriza o palácio. Com efeito, ela apresenta uma visão feérica do edifício, bem como de duas outras construções, com o mesmo estilo, da Praça do Mercado. O conjunto cria um ambiente envolto numa atmosfera como que mítica!


Excertos de conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para sócios e cooperadores da TFP, na capital paulista, em 21 de dezembro de 1988. Sem revisão do autor.

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