Fevereiro de 2006
Quem viver verá
Correspondência

Quem viver verá

Neste início de ano li algumas reportagens com retrospectivas do finado ano, mas grande parte dessas reportagens corresponde a fofocas. Mostram também fatos importantes, mas vistos levianamente e/ou com brincadeiras. Também assisti um programa de TV especial de retrospectiva, mas boa parte era sobre esporte e tolices.

Perdi meu tempo revendo tais futilidades. Mas por isso mesmo, e pela diferença, gostei muito da retrospectiva de 2005 publicada pela nossa revista Catolicismo. Os fatos vistos com conteúdo e com seriedade e, ao mesmo tempo, revelando os sinais de Deus nos acontecimentos do ano, só encontrei na reportagem de Luis Dufaur. Por exemplo, mostrando os avisos de Deus, com os castigos da natureza, fartamente “presenteados” no ano passado. A humanidade entendeu esses avisos? Veremos neste novo ano...

(G.N.H. — SP)

Canoa furada

Chamou-me particularmente a atenção, na leitura do documentário sobre o ano de 2005, como a “esquerda católica”, assim muito bem denominada pelo srs., pulou fora do barco do governo Lula. Dizem que quando o barco está para afundar de vez, os ratos pulam para fora. O primeiro que pulou fora foi o Frei Betto, não foi?

(A.C.B. — PE)

Quase

2005 não foi o fim do mundo, mas quase... Meu Deus, quanta catástrofe, quantos desmoronamentos. A gente, que vai vivendo o ano dia por dia, não se dá conta do tamanho do tsunami moral, e os físicos também, que atravessamos. Mas, lendo a soma de todos os acontecimentos, a gente percebe o drama homérico, os estragos incalculáveis. Queira o bom Deus que as pessoas acordem para o bem depois de tantos castigos.

(M.P.P.K. — PR)

Naufrágios morais

Realmente, foi um ano em que os países passaram por naufrágios nunca vistos em anos anteriores. Não sei bem, mas acho que nunca se teve tantos naufrágios. Para dar um só exemplo: essa coisa de homem com homem. Tá tudo desordenado, tá tudo maluco. Obrigado por puxar as nossas orelhas para esses problemas. Se a revista Catolicismo não puxar as orelhas, ninguém puxa.

(H.C.E.M. — CE)

Luta contra o aborto

Gostaria de deixar anotados meus parabéns pela ação contra o aborto, descrita nas páginas 48 e 49, e meus parabéns à professora Alice Teixeira pela sua luta em defesa da vida. São pessoas assim que merecem todo o espaço da mídia, mas esta (que se julga campeã na defesa dos direitos humanos) não libera seus espaços para aqueles e aquelas que defendem os direitos humanos dos mais necessitados, quero dizer, dos bebês que não têm como se proteger sozinhos.

Nesta luta pela vida, já que estamos assistindo perseguições próprias de uma tirania, sugiro ao Padre [vide entrevista com o Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, Catolicismo, novembro/2005] que foi processado e condenado por usar uma palavra que está no próprio dicionário, usar apenas algumas letras da palavra proibida... Dessa maneira ninguém teria como condená-lo, e ele poderia continuar escrevendo contra as ab*rt*st*s, mesmo durante o tempo que resta ao governo dos pet*st*s.

(S.M.E. — BA)

Saudades e vergonha

Ex-aluno jesuíta que sou, morro de saudades daqueles velhos tempos colegiais, entre professores que ainda seguiam a linha e davam formação consoante com Santo Inácio de Loyola. Mas morro de vergonha vendo meus dois netos estudantes de colégio inaciano, que recebem uma formação que nada tem a ver com Santo Inácio. É o contrário, desgraçadamente. Quero pedir que a revista publique outros artigos como aquele com comentários do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre Santo Inácio.

(O.J.J. — PE)

A bengalada do ano

A guerra da revista Catolicismo contra a demagogia do governo, pelo desarmamento dos brasileiros que não são bandidos, foi uma bela bengalada. Uma bengalada na cabeça oca desse governo padrinho de todos os companheiros de Fidel e de Chávez. Como está de moda falar de bengalada, devido à bengala que um cidadão, num muito bom momento, deitou na cabeça de um ex-guerrilheiro que desejava importar para o Brasil as idéias de um cadáver apodrecido, sepultado na URSS, uso dessa alegórica bengala. O belo NÃO ao desarmamento foi para mim, sem dúvida nenhuma, a melhor bengalada do ano, a mais bela bengala que o povo usou para deixar um “galo” na testa desse governo. Um “galo” que ficará marcado perpetuamente na testa de todos os petistas.

(P.D.M. — RJ)

Gentileza

Parabéns e obrigado pela publicação de Catolicismo. A revista está cada vez melhor, ou está sempre ótima, difícil decidir...

(L.A.F.Z. — DF)

Nota 10

Catolicismo “é 10”. Um próspero ano novo, com muitas bênçãos e muita Paz, cheio de grandes realizações pela nossa Igreja.

(E.M.T.J. — MA)

Difusão inigualável

O empenho de Catolicismo na difusão da Boa Nova de Cristo Jesus é inigualável entre os órgãos de difusão, mesmo os que levam o nome de difusores católicos. Apresento-lhes meus cumprimentos natalinos, rogando aos Céus para que tenham um novo ano repleto de boas realizações.

(D.G.X. — GO)

A Palavra do Sacerdote

Só recentemente pude ler na página de Catolicismo o artigo sobre Dr.
Plinio, com muita admiração e ficando muito tocada por suas palavras [do Cônego José Luiz Villac]. Aproveito para enviar ao Sr. meus votos de Bom Ano, pedindo ao Menino
Jesus e à Santíssima Mãe d'Ele muitas bênçãos para o Sr.

(M.E. — EUA)

Época de heroísmo

Sempre leio com vivo interesse as revistas Catolicismo. Confesso que tenho admirado cada vez mais tudo que ela tem apresentado; tanto os artigos primorosamente escolhidos, como sua apresentação gráfica. Parabéns.

Um artigo, entretanto, me chamou especial atenção na edição Nº 659 de novembro p.p., devido à sua atualidade e importância. Refiro-me ao artigo sobre Jacques Cathelineau, estampado nas páginas 39 a 42. Especialmente para nós estudantes universitários, expostos a toda forma de má informação ou informação tendenciosa por parte de professores esquerdistas, esclarecimentos como este são da máxima valia.

Ao focar o caráter ateu, anticatólico e persecutório da Revolução Francesa, Catolicismo presta um imprescindível apoio a todos aqueles que não querem se deixar levar pelas máximas falaciosas da propaganda revolucionária. O conhecimento desses heróicos exemplos também nos fortalece, pois também nós vivemos numa época em que é preciso ser herói para perseverar na verdadeira doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sempre que possível, peço que publiquem essas histórias, tiradas de boas fontes, para que nossa visão da História seja mais completa e objetiva e possamos ter argumentos no apostolado que fazemos com outras pessoas.

Augurando ao Sr. e a todos que colaboram na execução da revista as maiores graças da Santíssima Virgem neste novo ano, me despeço atenciosamente.

(M.A.C.T. — RJ)

Dúvida sobre a absolvição

A absolvição da confissão não deveria ser imediata? Pergunto isso, pois, segundo Francis Trochu, biógrafo de São João Baptista Vianney (conhecido como “Cura d´Ars”), a jovem Catarina Treve disse a ele que uma vez dançou em uma festa de casamento, e o Cura d´Ars adiou-lhe a absolvição até a festa da Ascensão. A senhora Butillon teve que esperar 15 dias para ser absolvida, só por ter ido à feira de Montmerle. Não tinha dançado, mas foi ao lugar “onde se dançava”.

(A.L. — SP)

Nota da redação:

Prezado sr. Alex,

A absolvição que se recebe no Sacramento da Confissão tem efeito imediato somente se a pessoa tiver um verdadeiro arrependimento de seus pecados e um firme propósito de não mais pecar. Sem isso a confissão será nula. O que o sr. conta do Cura d’Ars é que ele adiou a absolvição nos dois casos citados. Ora, a absolvição depende, como dissemos, do firme propósito de evitar não só o pecado, como também toda ocasião próxima de pecado. No caso da jovem Catarina, que o sr. cita, é bem provável que o Santo Cura d’Ars não tenha visto nela um propósito muito firme. Ou julgou que faria bem em adiar a absolvição até a Ascensão, para ela fazer tal propósito com mais determinação. O que não só é lícito a um confessor zeloso fazer, como também recomendável. Pois, repito, sem o firme propósito não há confissão verdadeira, mas apenas uma mera acusação dos pecados, insuficiente para a absolvição. No caso da senhora Butillon, talvez São João Vianney tenha julgado preferível adiar a absolvição por 15 dias, devido a alguma razão especial que se prendia ao próprio bem espiritual da penitente. Convém lembrar que o Cura d’Ars tinha, como se sabe, o carisma de ler os corações, e muitas vezes lembrava às pessoas alguns pecados de que estas se esqueciam.

Nos dois casos apontados, vê-se pois a prudência e o zelo do Santo Cura d’Ars.

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