Junho de 2013
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Carta do Diretor

Caro leitor,

         Em 1163, no apogeu da civilização medieval, iniciou-se a construção da fabulosa catedral de Notre-Dame em Paris, cujo 850º aniversário está sendo comemorado.

         Por que Catolicismo consagra a essa obra-prima do estilo gótico a presente matéria de capa? Pelo seu insuperável valor simbólico, edificada que foi numa época em que floresceu a mais perfeita concretização histórica dos ideais católicos.

         A França possui numerosas e magníficas catedrais góticas, como as de Saint-Denis, Reims, Chartres, Amiens, Bourges etc. Entretanto, nenhuma delas inspirou tanto os literatos e os artistas quanto Notre-Dame de Paris. E é também oportuno lembrar que ela tem o privilégio insigne de abrigar as sagradas relíquias da Paixão de Nosso Senhor.

         Ao analisar alguns detalhes de sua portentosa construção, convém ressaltar a harmonia das cores de seus vitrais e rosáceas; a majestosa imagem de Nossa Senhora de Paris no transepto; os alto-relevos coloridos que circundam o coro, ilustrando episódios da História Sagrada; a estatuária externa com toda a sua riqueza simbólica; as gárgulas medonhas para lembrar a ação maléfica do demônio a fim de perder as almas.

         Em Notre-Dame ocorreram não só acontecimentos gloriosos, mas se praticaram infâmias ignominiosas, como sua transformação em templo da “deusa razão”, representada por uma mulher impudica durante a Revolução Francesa.

         É igualmente digna de menção a restauração realizada por Viollet-le-Duc, no século XIX. Este artista estava convencido de que a arquitetura medieval era o estilo que melhor se adequava ao gênio francês.

         O movimento restaurador das antigas obras-primas da Cristandade permite aos nossos contemporâneos, abalados pelos desvarios da arte moderna, apreciar as belezas de um mundo que foi destruído ou desprezado. Por isso compreende-se que Notre-Dame e outras catedrais francesas estejam em nossos dias entre os monumentos mais visitados da França.

         Nesta edição publicamos também ilustrativo artigo sobre a restauração dos famosos sinos de Notre-Dame — destruídos no período da Revolução Francesa, numa manifestação de ódio à Igreja. Mais de 30 mil pessoas se comprimiram nas proximidades da catedral para assistir ao início de sua recolocação, ouvir suas primeiras badaladas e comemorar os 850 anos da “Igreja de uma beleza perfeita, alegria do mundo inteiro”.

         Desejamos aos diletos leitores uma profícua leitura dessas atraentes matérias.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

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