Julho de 2006
A “jogada” da fome
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Excertos


A “jogada” da fome

A propalada questão da fome vem sendo manipulada para provocar a luta de classes no povo brasileiro e impor ao País reformas radicais de caráter marxista

 
Plinio Corrêa de Oliveira

Não raramente divulgam-se declarações de certas personalidades, tanto do plano temporal quanto representativas da esquerda católica, que utilizam como pretexto o problema da fome para provocar a luta de classes. Segundo tais pessoas, é necessário que a elite rica abra suas contas e distribua seus bens aos pobres a fim de sustentar a miséria social e, desse modo, se evitar invasões de propriedade, criminalidade ou greves.

Plinio Corrêa de Oliveira, já nos idos de 1994, desmascarou essa “jogada” da esquerda, especialmente a católica, formada em sua maioria por membros da Teologia da Libertação. Eis alguns tópicos:

* * *

Frei Betto, um dos líderes da Teologia da Libertação, proferindo palestra sobre o Programa Fome Zero na Universidade de Havana, em Cuba, em setembro de 2003

“Muitas pessoas querem, a todo custo, promover e impor reformas radicais utilizando como argumento a FOME.

Digo mais: essas pessoas visam manipular o problema da fome, utilizando-a para fazer ameaças de guerra civil, a qual resultaria da ‘indignação popular’. Indignação gerada — segundo elas — espontaneamente pela inconformidade do povo com as más condições de sua existência.

Faz parte dessa "jogada" dizer o seguinte:

‘Existe a miséria, fruto do capitalismo. Este sistema produz muito, mas distribui mal. Esta é uma ordem sócio-econômica injusta que precisa ser remediada, obrigando o ouro que se concentra nas camadas mais altas a circular nas camadas mais baixas. Disso surgem os três inimigos da sociedade capitalista, três demolidores que avançam contra ela: o invasor, o bandido e o grevista.

1º — Os pobres, indignados com o fato de nunca verem essa distribuição — evidentemente [segundo os manipuladores] por causa da ganância dos ricos — começam a se organizar: nascem as invasões de propriedades;

2º — O indivíduo, pouco favorecido, assalta. Daí o banditismo;

3º — E alguns, que anseiam por melhores condições de vida, lançam-se às greves’.

Nessa situação, apresentada como muito delicada pelos que fazem a ‘jogada’, aparece alguém — alegando querer evitar o estrangulamento dos ricos — que grita:

‘Proprietários, tratem de ceder e de distribuir! Caso contrário, não conseguirei evitar que os pobres estrangulem vocês!’

Se a classe dos proprietários der ouvidos a esse enganoso aviso, encontrar-se-á irremediavelmente perdida.

Quem está tentando essa jogada? A esquerda católica, formada em sua maioria por membros da Teologia da Libertação, a qual não esconde simpatias pelo comunismo. A esquerda católica empenha-se em transformar a Igreja Católica, que antigamente era a Igreja da ordem — foi como nós a conhecemos — em Igreja da revolução!"

(Boletim “Informativo Rural”, junho/1994).

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