Julho de 2006
Há quase cinco séculos, dois brados se confrontaram, um radicalmente oposto ao outro
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Carta do Diretor

Caro leitor,


Há quase cinco séculos, dois brados se confrontaram, um radicalmente oposto ao outro. Um deles constituiu ato de amor de Deus levado até o heroísmo, praticado por quem se dispôs a servir, lutar e, se necessário, dar a vida em defesa da Igreja e do Papado. Do lado oposto, um brado de ódio, uma explosão de orgulho e sensualidade, numa revolta contra os ensinamentos do supremo Magistério da Igreja.

O primeiro, um brado de fidelidade: “Ad Majorem Dei Gloriam” (Fazer tudo para a maior glória de Deus). O segundo, um bramido de insubordinação: “Los von Rom” (Livres de Roma).

Do lado da fidelidade estava um grande santo: Inácio de Loyola. Do lado oposto, um ignóbil frade apóstata: Lutero.

Na primeira metade do século XVI, numa época em que o incêndio da revolução protestante se alastrava por diversas nações, a Divina Providência suscitou Inácio de Loyola, seu condestável, para capitanear a Contra-Reforma católica, a fim de conter a pseudo-Reforma protestante.

Neste mês, celebramos os 450 anos do falecimento do santo fundador da Companhia de Jesus, a muitos títulos gloriosa. Em vista desta celebração, Catolicismo que norteia sua linha de ação segundo o pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira, que, por sua vez, fundamentava muito de sua posição doutrinária na lógica inaciana — publica nesta edição matéria especial sobre a extraordinária epopéia realizada por Santo Inácio. Tal gesta ainda repercute, quatro séculos e meio depois, servindo como exemplo de vida para os contra-revolucionários dos dias atuais.

Além da parte hagiográfica, reproduzimos também excertos de artigo do Prof. Plinio, publicado em Catolicismo há 50 anos, no quarto centenário da morte do fundador da Companhia de Jesus, mas de suma atualidade. Como o próprio autor aí afirma: “Os problemas de hoje são os de ontem, agravados, requintados, exacerbados. E se ontem o ensinamento inaciano era atual e útil, hoje pode-se dizer que se tornou atualíssimo e utilíssimo”.

Desejamos que a presente matéria de capa seja para os leitores de Catolicismo contributo significativo, não somente na luta para vencer as dificuldades do dia-a-dia, mas também para amparar seus espíritos no mais nobre dos combates: a batalha em defesa da Santa Igreja e da Civilização Cristã. Civilização esta profundamente vulnerada pelo multissecular processo revolucionário, na origem do qual se situa a revolução protestante, intransigentemente combatida pelo indômito Santo Inácio de Loyola.

Desejo a todos uma boa leitura.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor
paulobrito@catolicismo.com.br

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