Junho de 2001
Eutanásia na Holanda: Lei sinistra, pioneira no mundo
A Realidade Concisamente

Eutanásia na Holanda: Lei sinistra, pioneira no mundo

O Senado da Holanda aprovou, em 10 de abril último, um projeto de lei, já referendado pelos deputados holandeses em novembro de 2000, que legaliza a eutanásia sob certas condições.

O referido país foi o primeiro do mundo a autorizar oficialmente essa prática gravemente contrária à moral católica, a qual deverá entrar em vigor na segunda metade do corrente ano.

Os menores entre 12 e 16 anos terão a possibilidade de recorrer à eutanásia, desde que haja o consentimento dos pais. Para os jovens de mais de 16 anos, tal consentimento não será necessário.

No exterior, houve críticas veementes à nova lei holandesa, em consonância com o Vaticano, que havia condenado a aprovação do projeto em novembro do ano passado, considerando-o um “triste início” ocorrido nos Países Baixos.

Em Cuba, o que rende... é a iniciativa privada

Com a moda de viajar à antiga “Pérola das Antilhas” para visitar suas praias e museus, ou observar seus “êxitos econômicos”, uma nova classe está lucrando naquele país. É a dos conta-propistas, ou cubanos que trabalham por conta própria. Alugando quartos a turistas, conseguem ganhar muito mais do que trabalhando para o governo comunista.

Isso só se tornou possível porque, há sete anos, Fidel Castro, diante do fracasso de seu regime, abriu novas oportunidades para pessoas trabalharem por conta própria. Vivem estas à margem da economia cubana, e muitas afirmam sofrer pressões e embaraços por parte das autoridades.

Donos de restaurantes particulares, por exemplo, alegam que são muitas vezes obrigados pelos funcionários governamentais a fechar as portas, para não fazer concorrência com os restaurantes estatais.

O salário comum na ilha-prisão é extremamente baixo. Um conta-propista, que aluga dois quartos para turistas, revelou que chega a obter uma renda anual de 3 mil dólares, o que representa 20 vezes mais do que costumava ganhar como geólogo em repartição governamental.

Na China comunista, suspeito aumento de condenações capitais

No dia 20 de abril último, a China comunista executou 28 pessoas em todo o país, 16 delas em Pequim e 12 no interior, elevando a 154 os executados em duas semanas, alegadamente por seqüestros, assassinatos e até roubos. Desde abril, informam as agências noticiosas, pelo menos 480 pessoas foram executadas por diversos delitos.

Segundo porta-voz do tribunal de Pequim, “o sistema judicial chinês está determinado a atacar duramente os criminosos que põem em perigo a sociedade”. Por isso o país lançou a maior operação nacional de repressão dos últimos três anos, prendendo vários dissidentes que expressaram seus pontos de vista na Internet, e perseguindo também intelectuais e defensores da democracia. Quem garante que entre os supostos assassinos e ladrões executados não estejam inimigos do regime comunista, que oprime o país?

Cadeia: um grande negócio?

O Cel. PM José Vicente da Silva, do Instituto Fernand Braudel, fez uma declaração muito pertinente a respeito da atual situação carcerária do País: “Mediante a ‘falsa’ impressão de que concedendo consegue-se ter o controle da situação, o governo começou permitindo a visita íntima e hoje tolera celular e drogas. Os presos exploram lojas para venda de comida, cigarros e mercadorias. Nas celas há TV, rádio e som. Parece que, para muitos, cumprir pena não é um sofrimento, mas um grande negócio. Cadeia é castigo e não colônia de férias”.

Dois flagelos ameaçam a Europa

A Suécia, que atualmente ocupa a presidência da União Européia, lançou uma campanha expondo seu programa social, que incentiva as mulheres a terem mais filhos, e o apresentou aos outros 14 Estados integrantes. Tal campanha representa uma certa reação contra a prática de limitação da natalidade no continente europeu. Para cada novo bebê, os pais ganham 100 dólares por mês, até que ele complete 18 anos. E a partir do terceiro filho o valor aumenta proporcionalmente.

A ONU, em recente publicação intitulada Perspectivas da População Mundial — Revisão 2000, revelou uma combinação assustadora de duas catástrofes para os países europeus: envelhecimento da população e queda na taxa de fecundidade.

No ritmo em que esse duplo e desolador fenômeno tem-se apresentado no cenário europeu, as tradicionais famílias italianas e espanholas, com mesas de almoço repletas de filhos, serão lembradas apenas em filmes. Até 2050, Itália e Espanha sofrerão — como conseqüência trágica da limitação da natalidade — redução populacional de 25% e 21% respectivamente, os índices mais altos da UE.

UE derrotada na Suíça

Depois de ouvir um categórico não por parte dos dinamarqueses, a União Européia (UE) recebeu a mesma resposta do pacato povo suíço.

A grande maioria dos suíços (77,5%) manifestou-se contra o início de negociações para o ingresso do país na União Européia. Até nos cantões franceses, tradicionalmente europeístas, venceu o não.

Interpretando o resultado do referendo, o governo suíço declarou que não se trata de recusa a uma futura adesão. E a oposição considerou a votação apressada, por entender que “o povo não está preparado para esse passo”.

Pelo visto, tanto o governo quanto a oposição não perceberam que o povo suíço é mais esperto do que eles imaginam. Os suíços sabem que, ingressando na Comunidade Européia, a soberania de seu país sofrerá rude golpe. E também estão cientes de que terão que se submeter a leis cada vez mais absurdas, as quais já estão sufocando os países que aderiram à UE.


Breves religiosas

Bispos escoceses condenam pílula abortiva

Ante a deliberação do governo inglês de permitir a venda da chamada pílula do dia seguinte a mulheres maiores de 16 anos, sem necessidade de prescrição médica, os Bispos da Escócia condenaram essa iniciativa, explicando que sua posição “se baseia não simplesmente no repúdio aos métodos anticonceptivos, mas também em nossa radical oposição ao aborto”. É sabido que a pílula do dia seguinte pode levar à morte do embrião, mesmo ainda não implantado, causando um aborto induzido quimicamente.

É digna de elogio a atitude desses Prelados, opondo-se decididamente a medidas governamentais que atentam contra a moral católica.

Excomunhão para guerrilheiros

Um grupo de guerrilheiros colombianos das FARC, ao atacar a localidade de Almaguer, em 31 de março último, destruiu com uma carga de dinamite o altar da igreja, juntamente com o Sacrário e as Hóstias consagradas que ali se encontravam. Destruíram também a casa paroquial, anexa à igreja, para melhor atingir um quartel de polícia próximo. O Arcebispo da Arquidiocese colombiana de Popayán, D. Iván Antonio Marín López, excomungou oficialmente o mencionado grupo.

Guerrilheiros comunistas cometem atrocidades na Colômbia. Ao menos lá existe um Arcebispo católico que os excomunga. O que se faz no Brasil contra o MST, que invade impunemente o alheio, saqueia e mata, e se mostra ligado às FARC colombianas?